Sua Majestade, O Bardo

Minha foto
Valença, Bahia, Brazil
Escritor, autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Graduado em Letras/Inglês pela UNEB Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

segunda-feira, 26 de março de 2007

Cravos Demoráticos

Cravos Democráticos

(Dedicado à atriz e cineasta lusitana Maria de Medeiros, pelo seu pungente filme “Capitães de Abril”)

Salvador, 17 de março de 2007 - 01h00 AM


Uma democracia com cravos construíste,
Com cravos vermelhos, vermelhos
Sem sangue em excesso derramar.
Uma democracia com cravos ergueste
E que esparramou no ultramar.
Uma democracia com cravos cuidaste
Para que no futuro pudessem dizer:
“Portugal não se resumiu a Salazar”.
Também na minha terra tenho
Uma história triste para contar.
Um rei nunca coroado e brutal
Quis a primavera, dentre os dedos, sufocar
E muitas esperanças e muitos sonhos
Foram forçados pelos coturnos a se calar.
Democracia de cravos vermelhos,
Saúdo a vós, irmãos na história e no falar.
Em ambos os lados do Atlântico
Podem Brasil e Portugal comemorar:
Que os cravos deram longos e belos
Frutos no torrão a beira-mar…

quarta-feira, 14 de março de 2007

ESCRITOR VALENCIANO PARTICIPA EM ANTOLOGIA DE NOVOS TALENTOS

ESCRITOR VALENCIANO PARTICIPA
EM ANTOLOGIA DE NOVOS TALENTOS

(notícia do jornal Página Um News e Jornal Valença Agora)

O poema “O Beijo”, do escritor valenciano Ricardo Vidal, foi escolhido para participar do volume 34 da Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos, organizada pela editora carioca Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE). A antologia faz parte de uma série de livros que visa divulgar os novos talentos literários do país.

Esta é a terceira vez que Ricardo Vidal participa desta Antologia. Em 2004, ele publicou os poemas “O Farol e o Mar” e “Cântico dos Lírios” nos volumes 08 e 10, respectivamente. “Cântico dos Lírios” foi escolhido como um dos 100 melhores poemas publicados em 2004 pela CBJE. Ricardo Vidal também publicou o conto “Retrato de Família” no primeiro volume da Antologia de Contos de Autores Contemporâneos, da mesma editora.

AUTOR EM ASCENSÃO. José Ricardo da Hora Vidal nasceu na cidade de Valença em 1978, filho de Antônio José Conceição Vidal e Vilma da Hora Vidal. Estudou o ginásio no Colégio Social de Valença (1989-1992) e o curso Científico no Educandário Paulo Freire (1993-1995). Participou do movimento estudantil, sendo um dos fundadores da UMES-VA em 1994, onde foi Diretor de Imprensa. Desde 1996 reside em Salvador, onde foi estudar jornalismo na UFBA. Atualmente estuda Letras–Inglês na UNEB. Em 2004 publicou o seu primeiro livro, a coletânea de poemas chamada “Estrelas no Lago”.

Ricardo Vidal já ganhou prêmios de literatura, alguns de âmbito nacional. No ano passado foi menção honrosa no II Concurso de Poesia da Academia Letras do Recôncavo, com o poema “Soneto da Solidão”. Em 2002 foi o 03º lugar no Concurso Nacional de Poesia promovido pela revista literária Iararana. Edição desta revista, que publicou os poemas de Ricardo Vidal também foi lançada em Paris (França) e Budapeste (Hungria).

Ainda estudante do curso científico, Ricardo Vidal estreou na literatura, publicando a crônica “Saudades” no livro Quase Escritores, com textos dos alunos do Paulo Freire. Também tem textos publicados na internet, nos websites “Nave da Palavra”, “Usina de Letras”, “Sonetos.com.br”e “Neocodex”.

Ricardo Vidal trás o pendor para as artes desde o berço. Ele é bisneto de Maestro Barrinha (autor da música do Hino de Valença), sobrinho do poeta valenciano Valdo da Hora e primo do pintor Junior da Hora.

Salvador, 13 de março de 2007
Fonte: http://www.paginaumnews.com.br/ver.php?manchete=100

Fonte: http://www.rolandonaorla.com.br/ultimas13.php

Fonte: http://www.ounet.com.br/noticias/mais/jornais/va/99/pg11.html

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Qual é a vocação turística de Valença?

Qual é a vocação turística de Valença?

Ricardo Vidal é escritor, autor de
Estrelas no Lago e estudante de
Letras / Inglês na UNEB – Salvador.
E-mail:
bardocelta@bol.com.br
(Salvador, 05 de julho de 2004)

O município de Valença, acertadamente, elegeu o turismo como um dos caminhos mais seguros para alavancar o crescimento econômico; e conseqüentemente, financiar os projetos que garantam a inclusão e bem-estar social dentro do município.

Realmente, no mundo moderno, a área de serviços (o qual o turismo se inclui) é um dos setores da economia que mais cresce devido a uma razão simples: com o desenvolvimento tecnológico (mecanização dos campos, automação nas indústrias, informatização, etc) o ser humano passa a ter o seu tempo cada vez mais livre para se dedicar a outras atividades como os estudos, lazer e viagens… E é aí que entra o setor de serviços, com seus restaurantes, teatros, agências de viagens, hotéis entram, faturando e criando novos empregos exatamente sobre o lazer das pessoas.

Mas o turismo (enquanto atividade econômica) precisa ser pensado estrategicamente na esfera da administração pública. Sem pretender fazer um julgamento político deste ou aquele ex-mandatário, só se prendendo ao aspecto racional dos fatos, percebe-se que nos últimos anos a prefeitura equivocou-se quando se limitou a privilegiar o turismo de veraneio. Este turismo sazonal limita-se a parcos três meses, deixando hotéis praticamente ociosos nos nove meses restantes do ano e na dependência das condições climáticas (afinal, quem se aventura a tomar banho de mar em um dia chuvoso?). O campo de atuação no turismo é MUITO mais amplo. E não se limita apenas ter praias como atrativos: Praias existem em várias partes no mundo! O que verdadeiramente cativa o turista são outros fatores, como a cultura e a história locais. É este tipo de turismo que faz, por exemplo, que a Espanha receba mais turistas que o Brasil e que todos os dias os hotéis de Paris estejam lotados, faça sol, faça chuva, faça neve ou não.

A verdadeira vocação turística do município não está simplesmente na sua beleza natural (embora esta seja exuberante e paradisíaca) – está exatamente no seu povo, com seu folclore e sua história. É aí que encontra um filão praticamente ignorado e com ótimos retornos sócio-econômicos. A história de Valença é rica, mas inexplorada. Poucas pessoas sabem que o prédio onde hoje se encontra o Fórum Gonçalo Porto é a residência onde nasceu o Conselheiro Zacarias, um dos maiores estadistas do império brasileiro. O povoado de Sarapuí possui ruínas centenárias que jazem esquecidas no meio do mato. A Recreativa perde-se como atração turística, um lugar de rara beleza arquitetônica que serviu de primeiro banco de sangue do estado nos anos da Segunda Guerra Mundial. As ruínas da Fábrica Velha ficam desperdiçadas como parque histórico e natural.

Igualmente as particularidades da cultura de Valença vão sendo esquecidas. Manifestações como o Arguidá, a Zambiapunga, vão se perdendo cada vez mais. Enquanto em outros lugares, manifestações semelhantes são preservadas e mostradas com orgulho para os turistas (e para tanto, poder público e iniciativa privada unem-se e as patrocinam), aqui, nossa cultura popular é deixada ao deus-dará, como presa fácil para ser manipulada por este ou aquele político durante a eleição. Ou então míngua melancolicamente, até a mais completa extinção.

Se Valença quiser mesmo ser um pólo de atração turística, os gestores públicos devem mudar a atual concepção sobre o turismo e investir fortemente na cultura e educação. Já passou do tempo daqui ter um museu, uma galeria de arte, um centro folclórico onde se mostrar ao turista o que de melhor nós temos. Seus prédios antigos deveriam ser restaurados. Sua História e suas tradições devem ser preservadas para que todos possam conhecê-las – principalmente o povo que nela habita. A educação deve ser levada mais a sério, para que qualquer valenciano possa, orgulhosamente, dar informações seguras sobre nossos passado e tradições, como ocorre em São Cristóvão, em Sergipe. São investimentos cruciais que em médio e longo prazo reverterão em uma arrecadação maior para prefeitura aplicar em políticas públicas de inclusão e bem estar social.

Claro que existe um outro caminho, de deixar tudo como está: hotéis ociosos durante boa parte do ano, a prefeitura perdendo receita por falta de um maior afluxo de turista e o passado da cidade caindo no lixo da história.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Graveto Seco - Poetrix

Graveto Seco

Salvador, 04 de maio de 2006 (09h00 PM)

Graveto seco de parreira;
Que já foi uva, vinho, desejos e paixão,
Jaz agora como lembrança…

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

De Deuses e Elegias - Antonio Naud Jr.

ESTRELAS NO LAGO (2004)
de Ricardo Vidal,
(Cia. Valença Editorial, 51 págs.)


De Deuses e Elegias
por Antonio Naud Júnior (*)

Borges tinha uma teoria de que cada conto encerra um conto secreto. Talvez o mesmo aconteça com o poema. E dentro de um mesmo conjunto poético possa ser encontrado soneto, elegia, trova, canção, épico, rondó, ode, idílio, madrigal. O lírico “Estrelas no Lago”, do jovem baiano Ricardo Vidal, parece guardar esse baú de surpresas, num labirinto poético que leva a nomes, cores, rastros, admirações. Romântico, o poeta muitas vezes não disfarça influências, buscando fôlego em sopros de Byron, Vinicius de Moraes, Drummond ou no iluminado “Cântico dos Cânticos”, do poderoso rei Salomão. Poesia que dialoga com o coração, sentimentos lúdicos, emoções sentidas, fascínios mitológicos ou históricos sem nunca cair na pieguice. O trovador de Valença segue essa nau de poetas no mar da vontade de se revelar, pirata de dores e amores, de lamentos e esperanças, espadachins da palavra extraída deste mistério que faz da intuição o estopim capaz de expandir o fogo da vida por dentro do real e provocar a explosão que tudo alumia. Mas quem é mesmo esse poeta? Ele mesmo responde na página 23: “O poeta é um lobisomem solitário / Que vaga pelas sesmarias desertas / Em noite de tempestades e fagulhas / (...) / Suas garras devoram as entranhas da terra / A procura de um pouso e de uma lua / Seus versos são sua fome canina, / Sua poesia, a ânsia pela glória”.

REFÚGIO DAS SOMBRAS

Quando o último esforço, derradeiro
Sonho se esvai pelas mãos do destino;
Quando minhas verdades, no despenhadeiro
São jogadas – para o fundo do abismo;

Quando a última lágrima percorre inteiro
Caminho – na minha face em desalinho;
Quando as desgraças fincam primeiro
Marco – que me levam ao total desatino;

Só um penedo diviso – tênue – no horizonte,
Perdido nas vagas do mar da infelicidade.
É o meu último porto, abrigo, roca onde

Fica meu refúgio das sombras – Cidade
Onde ganho forças novas e cuja fonte
Descanso e consolo-me com serenidade.

(*) Jornalista e Poeta. Autor de “Suave é o Coração Enamorado” (Via Litterarum, 2006).
antonio_junior2@yahoo.com

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Banquete

Banquete

(Para Fabíola)

Salvador, 22 de novembro de 2006 (09h17)

Um banquete na cama
Quero ter contigo hoje à noite.
Quero te servir
Um manjar de beijos,
Uma moqueca de cafunés
Acompanhada de carinhos.
Quero te servir
Amor picante ao molho de Romantismo,
Filé de paixão com erotismo.
Mousse de orgasmo com mel.
Beijos, Beijos e mais beijos.

Quero te servir um banquete
Em que tu devores meu coração
Para nele tu entrares.
Quero te nutrir de abraços
E lágrimas e amor e sorrisos;
Quero neste banquete
Que meu corpo una-se ao teu,
Única alma, sermos um casal.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

01º Aniversário

Só pra não passar em branco, o blog já tem uma ano de vida. Parece que foi ontem..

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

brasão

Carpe diem quam minimum credula postero
observação: motto substituído por "Per libri ad astra"

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Macarrão à Escritores Soviéticos

O objectivo deste blog é a literatura. A literatura é uma arte, o que implica dizer que existem outras artes. Por isso que eu coloco no blog uma receita que eu inventei e que ficou muito boa, quase um poema gastronômico. Fica o convite pra provarem o prato.

Rendimento:
01 porção.

Ingredientes:
02 colheres de sopa de vinho branco.
¼ (hum quarto) de tomate descascado, sem sementes e cortados em cubo.
¼ (hum quarto) de cebola cortada em cubos.
02 fatias de pimentão vermelho, cortadinhos.
01 fatia fina de gengibre, picada.
01 dente pequeno de alho, cortado em cubinhos.
06 azeitonas picadas.
¼ (hum quarto) de caldo de bacon ou um pacote de tempero bacon do Miojo.
02 colheres de sopa de margarina.
03 colheres de sopa de ketchup.
01 fio de azeite de oliva.
Folhas de hortelã e sal* a gosto.
Presunto cortado em pedaço, a gosto.
100 g de macarrão ou um pacote de Miojo.

Modo de Preparo

Cortar o tomate, o alho, a cebola, o pimentão, as azeitonas e gengibre. Juntar tudo numa xícara e acrescentar com o vinho branco, sal* e o azeite de oliva. Derreter em fogo brando a margarina e o caldo de bacon*. Acrescentar o ketchup, o tomate, o alho, a cebola, o pimentão, as azeitonas, o gengibre, o vinho branco e o azeite xícara e cozinhar durante dez minutos. Acrescentar ao macarrão al dente e decorar com as folhas de hortelã, o presunto picado e duas azeitonas. Servir com um bom vinho.

* dispensados da receita caso tenha preparado o Miojo. Neste caso, prepare o Miojo normalmente e acrescente o tempero pronto de bacon, e depois acrescente o molho.

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

O Beijo

O Beijo

(Para Fabíola)

Salvador, 30 de agosto de 2006 (04h30)

Como um sol da meia noite
O teu beijo brilhou nos meus lábios
Como uma sinfonia de supernovas.
Meus olhos fecharam
Para sentir neste beijo teu,
Beijo de Fada,
Beijo de Sereia
O beijo que as deusas deram quando nasceu
O Amor dentre as rosas.
Então a aurora serenou:
Amor, Tesão, Sexo, Paixão, Vida;
Foi neste beijo que descobri
Os mistérios da Criação.

sábado, 26 de agosto de 2006

Tempos de Reforma

Tempos de Reforma

Salvador, julho de 2003

Estamos em tempos de reforma. Reformas da previdência. Reforma tributária. Reforma política. Contudo, além das reformas governamentais, o movimento sindical precisar realizar uma reforma conceitual de sua práxi, que supere os modelos ultrapassados de luta e os adeqüe aos novos tempos.

O sindicalismo brasileiro ainda segue os modelos de lutas e organização utilizados no Velho Mundo no início de século passado. Inspirados na perspectiva revolucionária de mudança social (que levaram os comunistas ao poder na Rússia em 1917 e na China em 1949), o movimento sindical brasileiro continua seguindo a linha de luta econômica e de confrontação, que tem na greve o momento máximo de ação e (auto) afirmação. Na Europa Ocidental, desde a década de 60, com a vitória da socialdemocracia e o surgimento do “eurocomunismo”, o movimento sindical passou da perspectiva revolucionária para a conciliação e harmonia de classe, visando manter o “Estado de Bem-Estar Social” (Wellfare State).

Contudo, este modelo revolucionário ganhou sobrevida no Brasil com a Ditadura Militar, que impediu a ação livre dos trabalhadores nas décadas de 60 e 70. Como conseqüência desta repressão, o modelo de movimento sindical contestatório explodiu com maior vigor na década de 80. Deste período, surgiu nomes memoráveis como os de Jair Meneghelli, Olívio Dutra e Luís Inácio Lula da Silva – atual presidente da república.

Só que hoje, os tempos são outros. Não existe mais uma Ditadura sanguinária contra quem lutar. O Muro de Berlim caiu para a esquerda, sepultando em seus escombros a União Soviética e o sonho da conquista (imediata e revolucionária) do poder pelos trabalhadores. Paralelamente, viu-se o avanço avassalador da nova ordem capitalista, com o rótulo de neoliberalismo. Com ele, vieram as privatizações, Globalização, Estado Mínimo (atualmente revisto como Mínimo de Estado), desregulamentação e das perdas de direito trabalhistas.

Também, deve se considerar que os avanços da Telemática (cuja maior criação é a Internet) criaram uma nova racionalidade de mundo. A informação tornou-se uma mercadoria importante e vital no mundo dos negócios. A possibilidade de se falar com o mundo dentro do sossego do lar é vivida por todos os internautas, que através dos e-mails, websites, downloads e chats, disseminam livremente informações que antes teriam grandes dificuldades de chegarem ao grande público. Assim, organizações sociais (como empresas e sindicatos) cada vez mais precisam ter um site ou um e-mail para contato, para não correr o risco de perderem a vez para as demais organizações, que já estão conectadas com a nova realidade.

Novas demandas sociais surgiram em um cenário mundial novo. Hoje, não é só o campo econômico que unicamente mobiliza a população. Questões como direitos das mulheres, discriminação racial, causa ambientalista e dos homossexuais e transgêneros (GLS) entraram na pauta da discussão da sociedade. O Fórum Social Mundial exemplifica este novo quadro de atuação: diversificado, interligado e global.

Diante disso, que o sindicalismo deve mudar seus paradigmas. Não só a discussão por salários que deve animar as ações sindicais. Tão importante quanto construir greves e passeatas, os sindicatos deveriam investir em novas frentes de contestação, como a luta para democratizar a comunicação, a defesa dos direitos das minorias e a participação ativa em causas alternativas como a preservação do meio-ambiente ou a prevenção de doenças.

Como exemplos desta nova forma de luta, o movimento sindical já deveria: 1) Ter um “Jornal Sindical Nacional”, comparável à Folha de São Paulo ou Jornal do Brasil, para veicular notícias de interesse geral, mas com uma cobertura diferenciada a que se é dado pela “grande” impressa. 2) Transformar as sedes sindicais em espaços culturais alternativos, com apresentações de teatro e música, bibliotecas públicas e ser agente produtor de debates e seminários abertos à população, que discutam a realidade por outros ângulos. 3) Apresentar novos modelos (eficientes) de educação popular, que visem conscientizar, formar e informar um novo cidadão. 4) Realizar com mais intensidade campanhas de prevenção de doenças, que normalmente ocorram dentro da classe, mesmo que não decorrente totalmente do exercício da profissão 5) Atuar em… tantas coisas mais, em que o céu é o limite.

As possibilidades de lutas e atuações sociais são infinitas e cabe aos sindicalistas a criatividade de se fazerem inserir neste novo quadro mundial. Se não, correram o risco de perderem o bonde da História e se tornarem velhas peças de museus, como hoje são os títulos de nobrezas, as deuses da antiga Grécia e a coroa imperial usada por Dom Pedro II.

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Less than a Pearl: A Brief Essay about Short-Stories.

Less than a Pearl
A Brief Essay about Short-Stories.
(ensaio entregue como parte da avaliação na disciplina "Conto
em Língua Inglesa", ministrada pela profa. Sônia M. D. Simon
)

Salvador, 15 de agosto de 2006

Less than a pearl in a sea of stars” – Roma Ryan and Enya

By the common sense, Short-Story is a brief narrative in prose which is less than a pearl. A novel may be a diamond as big as the Ritz – never a short-story; it will have all the characteristics of a novel, however in a small scale: the time will be briefer and plot will have few events. But, how long must the short-story be? Or, is the size the only characteristic that determinates a short-story? What must other characteristics have a short-story?

About how long (or short) could be a short-story, we have different statements. Looking up the definition of Cambridge Advanced Dictionary (2nd Ed.), the short-story will have about 10,000 words in length. A group of authors prefers to determine the size of a short-story in 7,500 words; other group, in 15,000. In another word, a short-story would have 05 pages so far and the story has only chapters. But we have long short-story that have 10, 15, up to 30 pages!!! For example these long short-stories we have “Financing Finnegan” by Scott Fitzgerald that has about 10 pages, “Boule de Suif” by Guy de Maupassant that has about 33 pages and “O Alienista” by Machado de Assis that has about 38 pages. In another case, there is short-story that has less than half a page, as some texts of Inácio de Loyolla Brandão and Evandro Affonso Ferreira (Grogotó’s author). The number of pages does not determinate how short a short-story is. As Edgar Allan Poe said, this size of short-story will be the one you can read in one sit.

If the size is not an exact answer about short-story, we need to see other characteristics. In general, a short-story is a narrative as the play, the soap-opera, the myth, the novel, the fable, the news story and some chronicles. The short-story has an action or event that happens with a group of characters, in a defined place during a fragment of time. The specific point is HOW I do this narrative if I want to write a short-story. Some authors (like Cortázar) understand that the short-story must be a Polaroid, a frame of the reality portrayed in a small narration. Others writers (like Poe) think that short-story’s specificity is in your effect. Or better, in an economy of literary ways which an author use the minimum of writing’s resources to goal a maximum of effect. All these approaches give some clues and clarify the question. A short-story is cutting of the reality that the author needs to be economic with his/her pen. It can be completed indicating three more: Exactitude, Lightness and Quickness. These characteristics are used with the same meaning used by Ítalo Calvino in “Six Memos for the Next Millennium”: First, short-story must be light as agile and unforeseen jump. Its plot needs to be agile if it wants be a Polaroid. The short-story may be condensed or soft in its plot, but, always agile. Second, a short-story must be quick in your reading, like a sudden fulguration. So, the reader may read the story in one reading. Last, the short-story’s language must be the most precise and may translate all the faces of thought and imagination. So, with this language, a short-story can have the economy of literary ways.

So, a short-story may be defined as a brief, light, quick and precise narrative in prose that has one and single effect. A story is less and perfect than a peal in the sea of Literature.

Reference

GOTLIB, Nádia Batella. Teoria do Conto. 10ª ed. São Paulo: Ática, 2004 (Série Princípios).
CALVINO, Ítalo. Seis propostas pra o novo milênio. Apud. GOMES, Goulart. Poetrix: uma proposta pra o novo milênio. Iararana, Salvador: Aleiton Fonseca e Carlos Ribeiro, Ano VI, nº. 09, p. 72, ago. 2006.

(agradecimentos a profa Sílvia Sousa ao me ajudar na correção do texto em inglês)

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Um escritor em crise - parte 02 (fragmentos de um diário)

Meus dias passam calmos e normais: vou a faculdade de Letras, faço meus exércícios (ás vezes... sendo sincero, raramente), ajudo (sempre) os meus colegas, namoro. Não sou de sair e divirto-me navegando na internet. Poderia dizer que é um programa normal? Não de todo. Semana passada eu escrevi um poema - deposi de meses e meses sem produzir uma linha sequer.....

Esta entressafra poética pode ser sentida no meu blog: praticamente um ou dois textos nos últimos meses. Eu fico chateado - afinal, dedico minha vida a ser um escritor profissional. Mas como eu posso ser um escritor profissional se no Brasil a litertura é reduzida a um mero exercício de diletantismo? Se eu preciso estudar pra ter 'uma profissão séria' que banque os momentos de delírios líricos? Isso pra não falar das infindáveis desculpas e discussões sobre o acesso dos novos escritores no mercado editorial.

Estou perserverando: Leio continuamente. Aproveito os debates nas aulas de literatura pra aprimorar meus conhecimentos. Acompanho, pelo orkut, os debates da comunidade "Escritores - Teoria Literária". Reflito. Bem, só não produzo. Para que eu possa escrever melhor, tenho deixado de escrever! Paradoxo.

Bem, não queria deixar que o mês de agosto não tive um texto novo no meu blog. Vai este depoimento. Entre de férias em breve. Se eu tomar coragem, eu espero escrever o artigo sobre o Conselheiro Zacarias e mando pralgum jornal de minha terra. Sei que santo de casa não faz milagres, mas é preciso começar por algum lugar. E é melhor coneguir algum sucesso na província a ser um total fracasso. Tchau. Câmbio e desligo!

Canção das Bundas

Canção das Bundas

(um poeminha safado)

Salvador, 13 de julho de 2000 (00h23)

A bunda, que engraçada,
Está sempre sorrindo, nunca é trágica

Carlos Drummond de Andrade

As nádegas são mais que bundas,
São grandes sinos de macio bronze
No bailado balançar brejeiro
Da baiana, que passa na rua.

De nada as nádegas têm de lúdico.
É ninho inocente e luxurioso,
Que nadam na malícia pueril
Que nasce de sua imagem lunar.

Flutuam, antes, nos sonhos sonsos
Do marujo que tem sede de terra,
Do mancebo que desperta pro desejo,
Das várias cabeças varonis.

Que, vendo o badalar do traseiro,
Procuram o desejo ou o amor
E acaba se rendendo as graças
Do balançar de uma bunda.

(Podem, nas alturas do busto,
Confabular os sensuais seios:
‘E nós, frutos da vida, onde
Entramos neste belo mosaico’)

Sinceramente, o que me agrada
Mesmo, é o conjunto brejeiro,
Da bunda que rebola, da boca
Que provoca, do seio que se insinua,
Da nuca sedosa, macia e nua
Gosto corpo feminil inteiro…

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Poema em Calda de Chocolate

Poema em Calda de Chocolate

(pra minha amada Fabíola)

Salvador, 26 de abril de 2006 (03h39 AM)

Quero-te, minha musa,
Envolta numa calda de chocolate,
De chocolate macio
E apimentando – doce
Como as estrelas na escuridão.
Quero-te um carrossel marítimo,
Carrossel de sereias e desejos,
Recoberta de chocolate à Via Láctea.
Quero-te adoçando os meus caminhos,
Construindo junto nossa morada
Num castelo de sonhos e avelã.
Quero teus beijos como chocolate branco,
Chocolate vermelho de paixão, alucinando-me.
Quero tuas carícias de mãe e de amante,
Quero sentir teu prazer
Escorrendo em minha boca
Como um chocolate misterioso e mágico.
Desejo teu coração apaixonado
Pois ele é o único chocolate
Que alimenta minh’alma
E faz como que nada mais
Entristeça meus versos…

Onde estará a Poesia?

Onde estará a Poesia?

Salvador, 28 de dezembro de 2005 (00h50)

A poesia está nas praças,
Onde está a Poesia?
A poesia está nas ruas,
Onde está a Poesia?
A poesia
Eu a quero nua,
Na minha musa,
Quero nua, na cama,
Nas alcovas, ao ar-livre,
A poesia como hóstia,
A poesia como nádegas,
A poesia deve ser limpa,
Suja, Subversiva, Pura!
Onde está a poesia?
Marginal e entronizada,
Magistral como um a Arlequim na Alvorada,
Eu quero a apenas esta coisa amorfa,
Abstrata e concreta,
Quero a poesia e
Nada mais…

sábado, 1 de julho de 2006

Entrevista

Auto-entrevista na Comunidade do Orkut "Escritores - Teoria Literária", em 01º de julho de 2006
1 - De onde você é?
Natural de Valença-Ba e moro atualmente em Salvador.
2 - Por que você escreve?
Porque é a minha vocação. Gosto de livros, de literatura, de ler, de edição de livros - por isso que também posso entrar no rol de escritores.
3 - Quais são as realizações de sua vida?
Publicar o meu livro, ganhar alguns prêmios literários, saber que alguns textos meus foram lançados em Paris e Budapeste.
4 - Quais seus maiores fracassos?
Isso é comprometedor... ter estudado jornalismo na UFBA e depois me desiludir.
5 - Defina-se em uma frase.
Eu sou Ricardo Vidal.
6 - O que lhe dá prazer?
Ler, escrever, estudar, fotografar, internet e minha namorada.
7 - O que o irrita?
Mediocridade intelectual da pequena burgueisa
8 - Se você pudesse ser um animal, qual seria? Por quê?
Uma coruja, pelo simbolismo.
9 - Se o mundo fosse acabar amanhã, o que você gostaria de fazer antes de morrer?
escrever um poema, bebericando vinho e ouvindo Enya.
10 - Qual personalidade, viva ou morta, você gostaria de conhecer ou ter conhecido?
Goethe, Friedrich Nietzshe, Karl Marx, Che Guevara, Vinicius de Moares, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Manuel Bandeira e Castro Alves.
11 - Qual o melhor autor que você já leu?
Goethe, Fernando Pessoa e Castro Alves.
12 - Qual o melhor autor que você ainda não leu?
Guimarães Rosa e Hemingway.
13 - Qual o som que você mais gosta?
Oboé
14 - Qual o som que você menos gosta?
Pagode. Na verdade, toda sub-produção cultural da industria fonológica que não dura mais que um verão.
15 - Uma palavra.
poesia
16 - O que você gostaria de ouvir de Deus quando chegasse ao céu?
"quem disse que vou iria pro inferno? Seu lugar é a Terra, volte correndo"
17 - Qual seu palavrão favorito?
paralelepípedo. Putaquepariu.
18 - Obras longas ou curtas?
As duas
19 - Tragédia ou comédia?
Drama
20 - Personagens cativantes ou odiosos?
Cativantes
21 - Clássicos ou best-sellers?
Clássicos, sempre.
22 - Prosa ou poesia?
Escolha difícil... poesia
23 - O livro ou o filme?
Um livro.
24 - Inspiração ou transpiração?
Trasnpiração sobre a inspiração
25 - Academia Brasileira de Letras ou o primeiro lugar no ranking dos mais vendidos?
Ser o mais vendido da década, membro da ABL e ganhar do prêmio Nobel.

domingo, 18 de junho de 2006

Meus Prêmios (montagem no Computador)

Escritor em Crise - parte 01 (fragmentos de diário)

*****
Ser escritor. Foi a escolha que eu fiz na vida. Então era de se esperar que eu passe o tempo todo escrevendo alguma coisa: um romance, uma peça de teatro, um tratado científico, um roteiro de filme, uma obra-prima. Ou melhor, que sempre eu teria uma idéia interessante de um super-conto ou de mega-poema. Ou ainda, que eu tivesse uma coluna de crônica regularmente atualizada. Só que nem uma nem outra coisa ocorrem na minha vida. Pelo menos não na forma que eu adoraria.
*******
Hoje mesmo, apesar de ter escrito um poema, posso me considerar que estou em crise. Crise de que? Não me falta idéias nem leituras. Vontade eu tenho. Tempo não teria do reclamar. Só que me falta o sossego necessário. O sossego d'alma, confiante, que me diga: Já pode começar a escrever tua obra-prima! Talvez um dos maiores temperos na escrita é uam espécie de sossego interior, que coadune as tormentas das possibilidades com a serenidade na confiança de seu talento.
*******
Só que quando falta este sossego..... Tudo fica chato! A tela em branco (eu falei tela em branco? já se foi o tempo do medo da folha branca...) é o carrasco. Os livros não inspiram novos textos, só expiram um que de inveja. O que fazer então?
*******
Bem, acho no fundo, isso tudo é só uma vontade de ler Pergunte ao Pó, de Fante. A história que é abordada nele fala realisticamente o que é a vida da maioria dos escritores, que ainda estão batalhando um lugar ao Sol. Longe do glamour dos grandes salões e das honrarias, o que resta são os livros que destinam ao sotão da eternidade e as carreiras disperdiçadas em quimeras.
*************
No mais? Eo só preciso é continuar na minhas busca sobre qual é o barato de ser um escritor. Garçom, mais cerveja, por favor. Au revouir!
*************
Salvador, 18 de junho de 2006

quarta-feira, 31 de maio de 2006

Escolhas

Escolhas

Salvador, 12 de abril de 2006 (23h51).

Disseram-me que devo contemplar a vida
Como um verme contempla o infinito à beira do abismo.
Ser tomado pelo espanto, dar às costas e voltar
Pelo mesmo visgo que andaram outros vermes.
Mas se a vida é o infinito na sua beleza,
Por que devo seguir a mesma trilha de vermes?
Por que eu devo ainda ser um verme?
Se estou à beira do abismo,
E a vida é cheia de possibilidades,
Deveria eu saltar e assumir meu posto de falcão
Para conquistar as nuvens e as galáxias
(ou ser um tubarão e dominar os oceanos abissais)
Mesmo que eu não tenha a certeza
Do que esteja no fundo do abismo,
Mesma que a trilha dos vermes seja segura
Por ser previsível,
Nada há de melhor
Que reinar no infinito.
Mesmo que o Sol derreta a cera de minhas asas,
E como Ícaro, eu caia no meio das sombras,
È ainda melhor tentar o salto na direção do abismo.
A visão que os falcões têm do mundo
È superior e mais gratificante:
Nela eu descortino os mistérios e evito as armadilhas,
Vejo o futuro por ver mais amplo a realidade.
E o que vêem os vermes se não o logro?
Prefiro naufragar, tentando ser um falcão
E me perder na amarga existência inútil dos vermes…

Biblioteca do Bardo Celta (Leituras recomendadas)

  • Revista Iararana
  • Valenciando (antologia)
  • Valença: dos primódios a contemporaneidade (Edgard Oliveira)
  • A Sombra da Guerra (Augusto César Moutinho)
  • Coração na Boca (Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo)
  • Pelo Amor... Pela Vida! (Mustafá Rosemberg de Souza)
  • Veredas do Amor (Ângelo Paraíso Martins)
  • Tinharé (Oscar Pinheiro)
  • Da Natureza e Limites do Poder Moderador (Conselheiro Zacarias de Gois e Vasconcelos)
  • Outras Moradas (Antologia)
  • Lunaris (Carlos Ribeiro)
  • Códigos do Silêncio (José Inácio V. de Melo)
  • Decifração de Abismos (José Inácio V. de Melo)
  • Microafetos (Wladimir Cazé)
  • Textorama (Patrick Brock)
  • Cantar de Mio Cid (Anônimo)
  • Fausto (Goëthe)
  • Sofrimentos do Jovem Werther (Goëthe)
  • Bhagavad Gita (Anônimo)
  • Mensagem (Fernando Pessoa)
  • Noite na Taverna/Macário (Álvares de Azevedo)
  • A Casa do Incesto (Anaïs Nin)
  • Delta de Vênus (Anaïs Nin)
  • Uma Espiã na Casa do Amor (Anaïs Nin)
  • Henry & June (Anaïs Nin)
  • Fire (Anaïs Nin)
  • Rubáiyát (Omar Khayyam)
  • 20.000 Léguas Submarinas (Jules Verne)
  • A Volta ao Mundo em 80 Dias (Jules Verne)
  • Manifesto Comunista (Marx & Engels)
  • Assim Falou Zaratustra (Nietzsche)
  • O Anticristo (Nietzsche)