Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor, autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Graduado em Letras/Inglês pela UNEB Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Radio Atividade Livre


Rádio Atividade Livre

Valença, 29 de agosto de 2012 (à noite, na sede da MaCRo)


Rádio ondas livres.
Rádio ondas surreais.
Rádio ondas sonetos.
Rádio ondas verdes.
Rádio ondas tropi-hai-kais.
Rádio doce que não se cala,
Rádio que te quero sonho.
Rádio escarlate, mundial,
Rádio atividade constante.
Rádio ativa, solidária,
No deserto, rádio trovejante.
Rádio estrela, rádio galáxia,
Horizonte novo que amanhece.
Rádio sorriso de menino.
Rádio coração de estudante.
Rádio Soberana, popular,
Rádio do trabalho e do lar.
Rádio Maria’s e das cores,
Rádio primavera e das flores.
Rádio absyntho, fada verde,
Rádio racional, Ocidente, fractal!
Rádio Oriente, esotérica, transcendente.
Rádio una rio mar oceano,
Rádio de tantos planos.
Rádio rio corrente,
Una, elo, Rádio semente,
Rádio que quero ouvir sempre!

domingo, 23 de setembro de 2012

Requiem para MaCRo


Uma pessoa pinta uma flor de lótus na parede. Outra pessoa ensaia uns últimos passos de dança num palco que já não mais existe. Alguém escreve algo no seu computador, a espera de um sarau silencioso. Um casal fica nas cadeiras da platéia, olhando com nostalgia para uma sombra perdida no passado. Zeca Baleiro roda triste no aparelho de som, cantando um salmo serenamente angustiado de despedida, para um sonho que termina nesta noite do dia 19 de setembro de 2012. Neste momento de catarse, jovens e artistas vivenciam o fechamento melancólico da Casa de Cultura Maria Claudia Rodrigues (MaCRo).

Fundada em 15 de setembro de 2011, como homenagem a atriz e guerrilheira cultural Maria Claudia Rodrigues, a MaCRo funcionava na residência da homenageada. Neste um ano de atividade interrupta, a Casa de Cultura Maria Cláudia Rodrigues (filha natural da Ocupação Cultural) marcou a vida cultural da cidade. Realizou o "T3atro ATrois": experiência revolucionaria em que três espetáculos teatrais eram realizados simultaneamente: “Há vagas para rapazes de fino trato”, “Bororó” e “A Órfã do Rei”. Mais tarde, a peça "A Órfã do Rei" participou de um festival de teatro em Luanda (Angola) – ou seja, levando o nome da cultura valenciana para o mundo. Somando-se a isso, a MaCRo abrigou um curso de cinema ministrado por Araken Vaz Galvão, o Ritual da Lua Cheia (festejo new age realizada durante o plenilúnio); Uma oficina de máscara; um Curso de violão com Matheus Magyver e David Terra; Vernissage e Exposição das obras de Otávio Mota e Juliano Brito; O Cine Clube (em parceria com a UNEB) e uma edição do projeto "Por do Sol Unebiano" sobre literatura feminina. Além disso, em marco de 2012, abrigou o grupo argentino "Só Alegria". Em um ano rico, Valença viveu um clima raro de efervescência.

Valença tinha lá o seu espaço de experimentação, criação e existência artística. Era o espaço alternativo, onde as pessoas podiam livremente debater idéias e estéticas, sem preconceitos ou julgamento. Era o espaço underground da dialética e do pluralismo que nunca Valença tivera. Independente do credo religioso, político, estético ou filosófico, a MaCRo funcionava como uma trincheira cultural, um foco de alegria critica e que servia de contraponto ao status quo ideológico que impera em Valença. Local por excelência do debate sadio, era lá que os artistas jovens e jovens arteiros expressavam livremente seus pensamentos, sem medo nem censura (que, infelizmente espectro este ronda nossa cidade nestes últimos dias). Literatura, música, grafitti, teatro, filosofia, política, teologia ou apenas humor, tudo era falado, tudo era ouvido, tudo era sentido sem culpa e sem magoas.

Contudo, a MaCro fechou suas portas. Entrou em um estado de dormência, hiberna na espera de uma outra estação. Por quê? Falta de publico? Falta de dinheiro? Falta de clima propicio para um experimento como esse? Prefiro dizer que se fechou um ciclo. Em algum momento era preciso parar e colocar em ordem tantas as experiências e aprendizado. A Casa de Cultura Maria Claudia Rodrigues fecha as portas para entrar para a historia cultural de Valença. Mas os sonhos que a MaCRo representou continuam, esta certeza de que arte - ou melhor, a cultura - é um lugar de resistência e alegria, como uma melodia eterna perdida na brisa... Evoé, MaCRo, Evoé!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Palavras de Ordem!

Todo poder á Ocupação (Cultural)!
Sacanagem, vinho e Pão!

Uma homenagem à Velha Guarda Bolchevique da Cultura...

quarta-feira, 14 de março de 2012

UNEB e MaCRo promovem palestra em homenagem a Macaria Andrade


UNEB e MaCRo promovem palestra em homenagem à Macária Andrade



A Casa de Cultura Maria Cláudia Rodrigues (MaCRo) e a Universidade do Estado da Bahia (Campus XV / Valença) promovem nesta quinta-feira, dia 15 de março, às 17h, na sede da MaCRo (Praça Barão do Rio Branco, 8, São Félix), a palestra "A poética do feminino na poesia baiana: uma homenagem à escritora Macária Andrade". A palestra faz parte do projeto "Por do Sol Unebiano", que se realiza em conjunto com as atividades "Março Mulher", desenvolvida pela MaCRo para comemorar o Dia Internacional da Mulher.


Durante a palestra do Por do Sol Unebiano, serão analisados os elementos que caracteriza a literatura feminina como uma poética (modo específico de criação artística), utilizando exemplos da poesia escrita por autoras valencianas, especialmente nos textos de profa. Macária Andrade. O evento será conduzido por Ricardo Vidal, escritor e professor do Colégio Estadual Hermínio Manuel de Jesus, que é formado em Letras /Inglês pela UNEB, está concluindo a especialização em Estudos Literários na UFBA e possui pesquisa acadêmica sobre a literatura feminina na contemporaneidade.


O projeto Por do Sol Unebiano, que já está sua quarta edição, é uma atividade de extensão organizada pelos alunos de Pedagogia do Campus XV da UNEB, sob a tutela de Prof. Ms. Ruy D'Oliveira e com a participação da Profa. Esp. Taylane Nascimento. Ele visa fazer debates abertos à população com temas relevantes da atualidade. Normalmente realizada no auditório da universidade, este é a primeira vez que uma palestra será realizada fora da instituição, com o intuito de aproximar o saber produzido pela universidade com os interesses da população.


Beleza Roubada no MaCRo Cineclube

Na sexta-feira, dia 16 de março, às 17h, O MaCRo Cineclube o filme "Beleza Roubada", de Bernado Bertolucci. Com Jeremy Irons e Liv Tyler, a história fala de como uma garota norte-americana de 19 anos, que após o suicídio da mãe, parte para Itália em busca da identidade de seu pai e para rever seu namorado. Viagem esta que irá marcar definitivamente sua vida. O debate após a exibição do filme será conduzido por Nádia Ribeiro, estudante de psicologia da UFRB.


As atividades desenvolvidas pela MaCRo durante o "Março Mulher" contam com o apoio do UNEB - campus XV, CUT Bahia, Lojas Rio Mar, Aplb Sindicato, Secretarias Municipais de Cultura e de Promoção Social, Gráfica Prisma e Jornal Valença Agora, através do Projeto Deixe sua Marca.


Assessoria de Comunicação da MaCRo (Casa de Cultura Maria Cláudia Rodrigues)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Cacau, Cravo e Dendê:

Cacau, Cravo e Dendê:
literatura valenciana em perspectiva
Salvador, 06 de agosto de 2011
O que falar sobre literatura valenciana?
Olá, eu sou Ricardo Vidal, natural de Valença (mas atualmente resido em Salvador), licenciado em Letras/Inglês pela UNEB, curso a especialização em Estudos Lingüísticos e Literários na Ufba, onde estudei inicialmente Jornalismo, sem concluir o curso e, last but not least, eu sou escritor. Acho importante esta apresentação inicial para situar melhor o ponto de partida da minha fala nesta mesa.
Quando recebi o convite dos meus amigos Profa. Taylane Nascimento e Adriano Pereira para participar desta mesa, ao mesmo tempo em que eu fiquei feliz (uma vez que estaria na minha cidade natal falando de algo que eu gosto), também fiquei preocupado: afinal, o que iria dizer aqui, nesta mesa em que estão presentes pessoas do porte da profa. Raimunda e Prof. Moacir e para uma platéia de estudantes e professores de Letras?
Via-me diante dum aparente problema paradoxal: de um lado, como disse a pouco, eu moro em Salvador, já faz quinze anos (uma vez que na época que concluí o científico na Paulo Freire não havia faculdades na minha terrinha, o que obrigava a um “exílio pela busca do saber”). E isso poderia me colocar como um estranho, alguém que não estivesse a par ou vivenciando a atual cena literária da minha cidade natal. Por outro lado, sei que a maioria dos autores são meus conhecidos, pessoas QUERIDAS como Mustafá Rosemberg, Profa. Rosângela Góes, Profa. Macária Andrade, a turma da Ocupação Cultural (do qual me considero, de certa forma, ser a minha turma), patrícios de MINHA CIDADE NATAL, o que poderia tornar meus comentários suspeitos por um comprometimento afetivo devido a esta proximidade. Algo como o que deve ter sentido Érico Veríssimo quando de suas palestras sobre literatura brasileira na Universidade da Califórnia em Berkeley, no meados dos anos 40 do século passado, ao fala dos escritores da geração de 30.
Contudo, vi que este problema poderia ser também uma solução para a minha fala: O fato de morar em outra cidade dar-me-ia uma visão de grupo desta literatura, com certo distanciamento para apreciar as obras. E a proximidade afetiva oferecer-me-ia a oportunidade de assumir uma perspectiva “egocêntrica”, de ver com os olhos de quem está dentro do furacão. Usando a metáfora de Érico Veríssimo, diria que meu avião voa em média altitude, para que eu possa ver tanto os contornos difusos da ilha como os detalhes ofuscantes. Assim, vou tentar orientar esta visão a partir da mescla de escritor apaixonado por Valença (o lado de dentro) com o de acadêmico de Letras (o lado de fora), para falar sobre a produção literária valenciana.
Três ingredientes valencianos
Mas, para falar de literatura valenciana, é preciso conceituá-la. Ela é mais do que uma literatura de base geográfica, feita por pessoas nascidas em Valença ou por seus residentes. Ou de base temática, que descreve APENAS seus encantos. Provisória e poeticamente, eu diria é uma literatura feita com três ingredientes: cacau, cravo e dendê.
O cacau é o que dá este gosto de sul da Bahia, interiorano, próximo a uma natureza luxuriante nos nossos textos. É uma literatura doce e negra como são as águas do rio Una antes de entrar na cidade; como esta imensidão de terra e mar descortinada nos pequenos morros que nos rodeiam, indicando bem a origem local e meta de ser universal. E é também o suor do escritor, que após a inspiração semear nossa mente, precisa trabalhar a palavra, a frase, para chão da folha/tela em branco frutifique o texto redondo, certo, próximo da perfeição, pois não se engane que poesia é só brisa! É também trabalho árduo e paciente de por em ordem o que a inspiração trouxe aos borbotões. Um exemplo deste artesanato poético prenhe das nossas belezas está nos poemas de Otávio Mota, como em que se lê versos “Rio que te quero rio-perene / todo doce / até o sal. / Águas que te quero límpidas / no teu leito / de sonhos ao mar”. Olhe o detalhe: verso maior ser seguido por dois versos menores e no jogo de contraste doce / sal.
O dendê é o seu lado vigoroso, intenso, quente. É lado recôncavo de nossa terra, culturalmente mais ligada a Salvador do que Ilhéus. É uma literatura sempre em ebulição, como uma moqueca de camarão recém saída do forno, pois nunca ficará parada na mesmice. Uma literatura marítima, que também sabe respirar ares cosmopolitas e faz da tradição um processo de renovação constante (como se observa na quantidade de escritores valencianos participando na Academia de Letras do Recôncavo, nas atividades da nossa própria Academia, a AVELA e, por que não dizer, já nos escritos do Cons. Zacarias). Como exemplo, um poema de Celeste Martinez: “Enfia teus dedos em hirto em minha garganta / e arranca o medo virulento / que ameaça as minhas células. / Se o medo, / mesmo assim, / insistir em não sair, / ESMAGA-O / com o martelo de Thot”. A poetisa usa visceralmente as palavras, foge dos lugares-comuns (como rimar “amor” e “dor” ou “coração” e “emoção”) e com um ritmo intenso, vai buscar no passado universal (no caso, Thot, o antigo deus egípcio da escrita) para falar de um sentimento moderno como o medo e a sua superação. Isto é dendê puro!
E o cravo aparece na nossa literatura como signo desta nossa valencianidade: uma baianidade própria e híbrida, que não é só os romances rurais de Jorge Amado nem a poesia barroca e ardente de Gregório de Matos. É isso tudo e vai além: além de Castro Alves, além de Machado, além de Shakespeare, para construir ícones próprios. É uma sutileza que nos diferencia dos demais pólos culturais do estado, por possui um perfume e um gosto que é só nosso. Como o som do arguidá, da zabiapunga ou nossos versos de Cadu Oliveira: “Toda a Valença é, portanto, um tear, / e, em seu pano grosso de aspecto rudimentar, / Amparo, a Bordadeira, virá aplicar fibra // Será linda a fazenda incrustada de pérola / do sururu que a valenciana catará. / Será forte como o braço de Pedro / quando puxa sua peça de pescar / Seria como se bichos-da-seda no bagaço de dendê cosessem casimira”. Creio que seria desnecessário comentar um trecho como este, basta retornar a métafora: Valença como um tear, em cuja urdidura está natureza (sururu), nosso passado (a fábrica de tecidos), o povo (bordadeira, Pedro), a tradição (Amparo) e um futuro (casimira cosida por bichos-da-seda a partir do bagaço do dendê).
Para completar a receita, eu diria que depois de misturar tudo no tacho, deixe a massa dá o ponto e a ponha para descansar. Com calma, tirar-se-á um bom texto daí, a ser saboreado tanto com vinho do Porto como por água de coco.
Primavera Fecunda e que vem de longe
Com estes três ingredientes, naturalmente observa-se que a literatura valenciana é muito fecunda e variada. Hoje, se formos a uma banca de revista (como a de Rangel, lá na Praça da Independência), podemos escolher livros de poesia (como os de Amália Grimaldi, Mustafá Rosemberg, Profas. Rosângela e Macária), Prosa ficcional (como os presentes na antologia “Novos Valencianos” e no livro “Encantos da Morte”, de Alfredo Gonçalves de Lima Neto), prosa memorialística (exemplo, Gentil Paraíso Filho), crônicas (exemplo, prof. Moacir Saraiva e Profa. Macária), teatro (como não lembrar do “Apocalipse Man” de Otávio Mota), ensaios historiográficos (Os livros dos professores Edgar Oliveira e Guto Moutinho, para mim, são fundamentais), além da imprensa atuante, capitaneado pelo semanário “Valença Agora”. Saliento que estamnos falando de produção nossa, não de autores importados de Salvador, São Paulo, Madrid ou New York. Não será por falta de opção que um estudante de Letras em Valença poderá dizer que desconhece esta literatura! E nela encontrar um material para fazer uma tese fecunda para o doutorado.
Claro, para esta abundância de autores, eu sou forçado a ver TAMBÉM o dedo das novas tecnologias de informação e comunicação, que facilitou (e muito!) a vida dos escritores, no que se concerne publicizar o trabalho. Friso no verbo: publicizar. Porque, para produzir literatura, a tecnologia quadrimilenar da escrita já mais do que suficiente (não obstante, em último caso, como no de Patativa de Assaré, até isso era dispensado, bastando o dom natural da língua). Agora, editar um livro, o trabalho é diferente: é preciso também editorar, artefinalizar, montar, fundir as matrizes, imprimir, paginar e costurar um livro. Assim, se vai mão-de-obra e dinheiro, fazendo que antigamente muitos livros mofassem inéditos no fundo da gaveta, pela falta de… dinheiro. Agora, entretanto, o computador facilitou a vida de um escritor, seja com a internet (mais precisamente os blogues), criando um outro suporte de divulgação de textos; seja facilitando o mecanismo de editoração. Basta um computador com um programa profissional de editoração, como Adobe Pagemaker, Adobe InDesign ou o Quarkpress (por favor, desconsiderem o pacote Corel Draw e programinhas amadores como Word, MS Publisher ou PrintArtist. Estamos falando de programas de gente grande!) e saber trabalhar com eles para o próprio escritor possa entregar na gráfica o arquivo pronto para imprimir. Eu mesmo agi assim para publicar meu livro “Estrelas no Lago”. Economizei um bom dinheiro sentado na minha casa, compondo o texto e fazendo a capa a partir de um foto minha. E ainda um representante da gráfica foi na minha residência pegar o CD com os arquivos eletrônicos e modelo impresso (O que em artes gráficas é chamado de “boneca”). Imaginem se fosse antigamente, antes do computador. Como seria trabalhar com um linotipo (que não é barato e nem fácil de mexer) para fazer a matriz fundida? Ou um fazer a metalogravura ou litogravura da capa? O meu livro não sairia. Além do que, a microinformática facilitou a vida dos gráficos, o que permite, por exemplo, fazer livro por demanda.
Falei da impressão facilitada pelo computador, mas vejamos como mais calma a internet. Falei dos blogues, que é só escrever e publicar instantaneamente na rede mundial de computadores, sem precisar mais do conhecimento avançado de edição em html, asp e java; e de postagem via FTP. Os blogues fazem com que a nossa literatura se dissemine com rapidez. Eu posto um poema ou conto meu em Salvador e está disponível urbi et orbe, para a cidade de Valença e para o mundo, inclusive podendo comentá-lo: Olha, seu texto está bom! Não, ele está uma m&rD@! Não gostei do final, poderia ser diferente. Deste modo o leitor pode conhecer mais o que se produz em Valença. Também tirar ao escritor um pouco da neurose de se publicar um livro – o está está lá, no ambiente digital, nas nuvens como se diz modernamente. Melhor que isso, os blogues permitem testar antes os textos junto ao público, ter um feedback que guiará na hora da seleção do que será impresso. Eu mesmo tive esta experiência, em publicar um conto no meu blogue e ter o retorno de uma leitora. E hoje está se tornando comum esta passagem, primeiro no mundo virtual para chegar ao mundo impresso. Não sei de experiências destes tipos aqui em Valença, ainda. Mas acredito que as próximas gerações de escritores valencianos deveram usar isso com mais frequência. No mais, sei que existem blogues bons de literatura e cultura valenciana, como o da Ocupação Cultural, A Caixa de Pandora (de Adriano Pereira), O de Araken Vaz Galvão, A Novidade (do Prof. Dr. Ruy Oliveira), A Casamata (de Aécio Flávio) e, se me permitem uma rápida propaganda, o meu blogue, Castelo do Bardo Celta www.bardocelta.blogspot.com.
Falando assim, da literatura valenciana, parece que ela é recente, uma explosão repentina do nada cujas novas tecnologias permitiram seu florescimento. Ledo engano! É interessante salientar que a literatura valenciana não é algo que surge agora. Se as novas tecnologias de informação e comunicação facilitaram nossas vidas como escritores, no que se refere a pu-bli-ci-za-ção, há também que pagar tributos aos que nos antecederam na lide literária. Falo considerando a tristeza em não existir a mais tempo em Valença uma faculdade de letras que pudesse se debruçar com mais afinco em obras como os ensaios e discursos do Conselheiro Zacarias (com destaque ao seu livro “Da Natureza e Limite do Poder Moderador”), nos romances sociais do nosso conterrâneo e médico anarquista Fábio Lopes dos Santos Luz (autor de “Os Emancipados” e “Ideólogo”), nos poetas que hoje jazem esquecidos, mas que foram publicados em jornais extintos, como o “Jornal do Baixo Sul” (início da década de 90), “O Aráivd”, “O Manacá” (ambos dos anos 70), “O Comércio” e “O Industrial” (estes, já que quase cem anos nas costas). Poetas como Valdo Sousa da Hora, cujos textos não chegaram a sair em livros, estão dispersos dentre noticias antigas e que mereceriam, por parte da academia, uma edição crítica. Quando disse que a pouco em tradição e renovação nas Letras da terra do Rio Una, é por reconhecer a primazia nestes autores que hoje passam como mudos e que abriram os caminhos para esta explosão que vivenciamos atualmente. Se hoje temos um jornal semanal e outros mensais, sites noticiosos como o Baixo Sul Notícias, e com ele esta produção literária de contos, crônicas, poemas, ensaios e romances, é porque em Valença já existe uma tradição de escrita e necessita ser resgatada. Imagine a FAZAG, por exemplo, lançando uma edição crítica dos romances de Fábio Luz? Os dividendos a serem ganhos mais do que se pode imaginar, isso eu garanto…
Perspectivas e futuro
Com estas raízes e com as facilidades, podemos ver que temos uma literatura muito rica sendo feita hoje em Valença. Quem realmente pode deixar marcas duradouras, só o tempo pode dizer. Mas já existem duas gerações de escritores valencianos dialogando entre si. Um grupo que compôs a antologia “Valenciando” e que está na gênese da AVELA e outro, oriundo da Ocupação Cultural, que está na antologia “Novos Valencianos”. Creio que isso é um alento para que possamos consolidar a nossa literatura. E o fato da FAZAG abrir suas portas para este Feira do Livro Valenciano, onde não só podemos mostrar nossas obras como podemos também refletir sobre a nossa produção.
Talvez, este é o desafio da nossa literatura daqui pra frente: consolidar não só um mercado consumidor dos livros de autores da nossa cidade como a própria literatura valenciana. Tradicionalmente a imprensa de nossa cidade sempre abriu as portas para nossas produções, permitindo que o povo conhecesse mais sobre o escrevemos. E aqui não posso de deixar de citar o exemplo do jornal Valença Agora, quando em fevereiro de 2007 lançou em livro o “Caderno de Cultura”, coletânea de artigos, crônicas e poemas publicados em suas páginas. Também há iniciativas como a Ocupação Cultural, em que não só escritores como demais artistas locais mostram o que Valença faz de melhor e mais avançado em cultura, além de instituições como a Academia Valenciana de Educação, Artes e Letras, A Fundação Cultural Euzedir e Arakem Vaz Galvão e a Casa de Cultura Maria Claudia Rodrigues / Macro que podem dar este suporte. E Arakem merece todas as salvas de aplausos pelo seu brilhante trabalho de organizar antologias de autores da terrinha, permitindo que muitas vozes possam navegar nas páginas impressas pelos mares da eternidade.
Quanto ao poder público, representado pela Prefeitura e pela Câmara Municipal, acho que eles que ainda estão um pouco fora de sintonia com os avanços vividos hoje pelas esferas nacional e municipal. Atualmente há uma mudança de paradigma no tratamento dado à cultura, em que antes (quando muito!) era vista como um apêndice para a indústria do turismo. Cultura hoje está começando a ser tratada como uma política de estado. Cabe a cada esfera cuidar de sua cota. E a literatura valenciana está na cota maior da prefeitura. Digo isso não achando que a cultura valenciana deve ser pajeada pela prefeitura, assumindo todas as despesas. Contudo, creio que sinto falta, aqui na minha cidade, de uma política pública municipal na área de cultura. Falo isso quando comparo o que é feito nas outras cidades. Não sei se há aqui, por exemplo, uma lei que determine a compra de parte da nossa produção literária para a formação de bibliotecas escolares da rede do município, ou de uma diretriz da Secretaria Municipal de Educação que sugerira aos professores a preferência aos autores locais na hora de indicar livros paradidáticos como leitura. O fato de hoje ter renascido a biblioteca pública Ruy Barbosa é algo a ser comemorado. Porém, creio que ela não deveria continuar como se fosse um mero apêndice acanhado do Centro de Cultura. Poderia ter uma sede própria, mais central, mais ampla e que pudesse ser outro centro cultural no município. Falta um Arquivo Público Municipal, onde um escritor de nossa pudesse ter subsídios para uma pesquisa. O Teatro Municipal, lá no Jardim Novo, situado em posição estratégica, continua jogado às traças. E lá poderia ser TAMBÉM um outro ponto de encontro de escritores, outro lugar para recitais e debates sobre literatura, como o é o Centro de Cultura Olívia Barradas. Não digo que devemos abandonar o Centro de Cultura, mas não acho que devemos se restringir só a ele. Já imaginaram como seria um recitar de poesia dentro da Câmara Municipal? Ou na Recretaiva? Isso, y otras cositas más que eu sinto falta da atuação do poder público local para consolidar nossa literária, para que o povo valenciano possa se orgulhar ainda mais dos escritores que temos.
Finally, eu creio que poderemos contar agora com os cursos superiores de Letras, como o da FAZAG, não só formando professores de literatura, como também críticos literários. Nós, que pertencemos a comunidade dos estudantes e formados em Letras, principalmente quem está no campo da licenciatura (e sinto a vontade em falar isso, pela minha formação ser uma Licenciatura em Letras/Inglês), estamos na linha de frente na formação de novos leitores. Serão as nossas aulas que irão ajudar a definir o gosto (ou não) dos estudantes pelo caminho da leitura. E para isso que precisamos apurar a visão crítica sobre os livros. Faço um convite para vocês, estudantes e professores, que voltem suas pesquisas e análises para os nós, os escritores valencianos. Destrinchem os nossos textos, vejam nossas falhas e nossos acertos, descubram outras leituras que mesmo nós sequer vislumbramos antes, ou diálogos incríveis, como o de nossa poesia pode ter com a poesia norte-americana de Allen Ginsberg ou com a poesia inglesa do período da restauração. Cito rapidamente um poema meu, “Canção para Setembro”, em que há citação sutil ao romance de H. G. Wells e a um poema de Bertold Brecht. Que outras conexões, como a de nossa prosa com a de H. P. Lovecraft, por exemplo, ainda não foram descobertas? Esta é uma seara que ainda não foi desbravada academicamente e quem primeiro adentra estará fundando caminhos. Fica o convite feito, para futuros artigos e monografias. Com este olhar crítico da academia (no caso, o ensino superior) poderemos criar um movimento que permita ter um ganho de qualidade para a nossa produção. É um diálogo que ainda está começando e que tenho esperança que será deveras frutífero.
Palavras finais
Bem, para finalizar, eu diria que hoje vivemos uma grande efervescência literária aqui em Valença. As facilidades que as atuais tecnologias de comunicação e informação nos deram ferramentas para publicizar nossa literatura feita à base de cacau, cravo e dendê. Valenciando neste Rio de Letras, cada vez mais Novos Valencianos estarão colocando seus escritos para fora. Disso eu tenho certeza! Obrigado pela atenção de todos, e caso haja interesse nesta minha fala, ela está disponível no meu blogue. Thanks so much!

terça-feira, 22 de março de 2011

Requiem para uma Jovem

Réquiem para uma Jovem

(M.C.R., in memoriam)

Salvador, 22 de março de 2011

Todo pássaro nasceu para ser fogo.

Todo fogo nasceu para ser canção.

Toda canção nasceu para ser estrela.

Toda estrela nasceu para paixão.

E toda paixão nasceu para ser pássaro.

Os sonhos jamais foram o limite

Quando se aspira à Ígnea Flor que vive além do horizonte.

Contudo (talvez) faltou uma mão amiga

(talvez a minha

E isso dói muito)

Que, do Destino, o laço sombrio desamarra-se.

Teu grito mudo quebrou-se no Abismo,

Anunciando a Jornada precoce….

Do seu pássaro, então, sobrou a lembrança da luz,

E do fogo, o eco amargo na parede.

Sua canção não resplandece no infinito,

Nem a estrela floresce no coração.

Paixão, suas asas de anjo agora passeiam no horizonte,

Como uma saudade de lágrimas duras.

Vá, meu anjo, percorra as searas dos deuses

E declame teus versos de fogo na amplidão.

Ocupe os palcos de nuvens que por ventura tua sombra passar,

Que daqui ouviremos tua estrela cantar, sempre.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ocupacao Cultural no Porto da Barra

A raiz tá no ponto
A colheita vai começar
pra torrar a farinha
é preciso o argüida...

Artistas valencianos desembarcam no Porto da Barra no próximo dia 05 de Fevereiro. Na Praia dos Livros, a partir das 17 horas, com presença do Grupo Argüidá (manifestação cultural da zona rural do Jiquiriçá) e lançamento dos livros Amor com Humor (Macária Andrade), Vivendo e lembrando (Francisco Neto) e Novos Valencianos (antologia de jovens escritores de Valença), a Ocupação Cultural realiza mais uma edição, desta vez na capital baiana.

O sarau poético musical pretende adentrar a noite e espraiar-se pelas areias da Barra mostrando o melhor da cultura valenciana.
Já confirmaram presença: Adriano Pereira, Chico Nascimento, Cadu Oliveira, Edegar Otacílio, Geilson de Britto, Gilberto Magalhães, Isaias Menezes, Jamile Menezes, Jhecy Coutinho, Juliano Britto, Macária Andrade, Otávio Motta, Ricardo Vidal, entre outros.

Os interessados em mostrar seu trabalho devem entrar em contato o quanto antes pois as vagas são limitadas.


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domingo, 5 de dezembro de 2010

Lancamento da antologia Novos Valencianos

LIVRO COLETÂNEA DE ESCRITORES VALENCIANOS SERÁ LANÇADO EM DEZEMBRO PELA OCUPAÇÃO CULTURAL

Intitulado NOVOS VALENCIANOS, com apresentação e organização de Araken Vaz Galvão, chega às ruas, esse mês o livro coletivo dos artistas do projeto Ocupação Cultural.
O lançamento está previsto para o próximo dia 17 de dezembro, data em que se realiza a última edição do projeto, no Centro de Cultura de Valença. Quem está radiante de felicidade é o produtor, Adriano Pereira. Além de ser o autor dos textos que abrem o livro, o jovem está completando 28 anos, no dia do lançamento. “Será uma comemoração tripla, par mim, mas também para os artistas, pois estamos finalizando o 2 ano do projeto e lançando ao mesmo tempo 13 jovens escritores, a grande maioria artistas que se conheceram ou se fortaleceram na Ocupação” – arremata Pereira que aproveita para convocar todos os artistas e apoiadores do projeto para confirmarem sua presença.
O livro, composto de poesias, contos e ensaios em prosa, é dedicado ao ator Judson Santos Conceição. Com ilustrações de Jamile Menezes, nele escrevem, além de Adriano Pereira, Ricardo Vidal, Thyson Pereira, Cadu Oliveira, Isabela Brito, Maria Cláudia Rodrigues, Djafar Araújo, Geilson de Brito, Raony de Souza, Nayra Évine, Chico Nascimento, Jeu Guanabara e Cynara Novaes.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ultimo Post de 2009

Não a última crônica de Fernando Sabino ou o último poema de Bandeira. Não. Não quero escrever nada aqui (e agora) como se estivesse escrevendo a última página do livro. Mas o ano de 2009 se acaba e em breve irei viajar para Dom Macedo City. Por isso quero deixar este post no meu blog, um pouco como valanço, um pouco como uma mensagem boiando numa garrafa.
No geral, 2009 foi um ano bom. Trabalho, Literatura, Amor, Faculdade, tudo isso eu termino o ano com saldo positivo. Estou empregado, trabalhando como Designer. Ganhei outra menção honrosa na ALER, meu nome foi citado nos livros de Renata Belmonte e Eliana Mara e participei das primeiras Ocupações Culturais e da Bienal de Livros da Bahia. Estou amando minha atual namorada. E a formatura está próxima. Talvez, eu tenha que dizer que perdir um pouco aquele tempo de ficar mais comigo, pensando nos meus textos. E também tenha que deixar para o meado de 2010 a publicação de meu próximo livro. Que fazer?
Do blog, basta ver o número de visitas e os lugares que eles vieram nos ler. Austrália, Moçambique, Cabo Verde, Índia, França, Espanha, Portugal, EUA, Rússia... Sucesso? Talvez... Sim. Ou não! Com certeza, alguém mais me leu...
Mas é isso aí. 2010 vem pela frente, como uma caixinha de surpresas. Não me é dado conhecer o futuro (apesar de Rimbaud achar que o poeta é um vidente...). Mas, pelo menos podemos sonhar com um ano que seja de Paz, Properidade, Sucesso, Saúde e Sossego. Talvez seja isso que queria dizer neste último post: Feliz Ano Novo!
PT Saudações,
-------------- fim da transmissão --------------------

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

MAIS DENDE PARA CULTURA VALENCIANA - Carta Aberta

MAIS DENDÊ PARA CULTURA VALENCIANA

(Carta Aberta à Conferência Municipal de Cultura – Valença)

Artistas e Intelectuais de Valença

SaudaçõeS

Nos últimos recebi por e-mail as notícias sobre a Conferência Municipal de Cultura que será realizada em Valença no próximo dia 16 de outubro. Dentre os e-mails, um pedia o apoio à escolha de Adriano Pereira como um dos delegados que representará nossa cidade nas outras conferências mais abrangentes. Infelizmente, não poderei estar na minha cidade e participar deste fórum devido aos compromissos profissionais que tenho aqui em Salvador. Contudo, se eu estivesse aí no dia, uma coisa seria certa – escolheria Adriano como um dos nossos delegados, para que ele ajude a trazer mais dendê para a cultura de nosso município.

Nossa cultura é rica e saborosa como uma boa moqueca de camarão. Possuímos uma história rica que ainda estar por se descobrir. Possuímos escritores e escritoras presentes em academias e nos pódios de concurso que reafirmam uma tradição literária municipal do qual fazem parte nomes como os de Fábio Luz e Conselheiro Zacarias. Possuímos artistas plásticos de renome internacional. Possuímos, ao lado desta cultura erudita, uma cultura popular forte como o sertanejo de Euclides da Cunha ­- mesmo na adversidade e com falta de recursos, ela brilha e resiste sempre. Todavia, a nossa moqueca sofre com a falta de dendê. Falta mais investimentos, articulação entre os poderes públicos (principalmente com o municipal), sensibilidade de que cultura é investimento. Publicação de livros, patrocínio à eventos culturais e apoio a grupos folclóricos é geração de renda, prevenção à delinqüência juvenil, é promoção da cidadania. Falta colocar mais dendê nesta moqueca para ela possa mostrar toda a sua complexidade de sabores.

Para isso que o nome de Adriano surge como dos mais indicados para levar nossas opiniões e reivindicações nas conferências regional e estadual, que serão realizadas mais na frente. Ele é o idealizador e catalisador do projeto "Ocupação Cultural" ­­– que atualmente dá um novo sopro para a vida intelectual da Valença. Ele trafega por entre o mundo do teatro, os domínios da crítica cultural, o universo dos blogues, os altares da escrita. Ele está nas ruas fazendo teatro popular e estar nas academias, discutindo e propondo teorias. Adriano não apenas "faz arte" - ele agita, produz, reflete e transforma a cultura. Sendo ele um intelectual agitador e militante, ele se coloca como um dos mais aptos a levar a "moqueca cultural" de Valença para os debates sobre a cultura baiana e a trazer novas idéias e dendê para nós.

Bem, essa é a palavra que eu gostaria de trazer para vocês. Apesar de morar hoje em Salvador, meu coração ainda está aqui e meus olhos e ouvidos acompanham atentamente nossos jornais e nossas rádios. Na minha literatura eu trago as marcas de quem se criou às margens do Rio Una. Lamento não poder estar nos debates da conferência municipal de cultura. Contudo, endosso o nome de meu amigo e colega intelectual Adriano Pereira.

Nossa cidade possui uma produção cultural vastíssima que precisa se descoberta. Se houver apoio, a cultura de Valença poderá ir além da saborosa moqueca que já produzimos. Temos potencial para uma grande mariscada de poesia, ensaios, polêmicas, teatro, música, debates, folclore, teorias e práticas. Falta colocar mais dendê nela. Adriano Pereira, meu chapa – porque você não vá buscar este dendê nas Conferências Regional e Estadual de Cultura?

Cordialmente

Ricardo Vidal

Escritor valenciano, autor do livro "Estrelas no Lago" e do blog "Castelo do Bardo Celta", participou de diversas antologias da CBjE, 03º lugar no concurso nacional de poesia da revista Iararana e duas vezes menção honrosa no Concurso de Poesia da Academia de Letras do Recôncavo. Graduando em Letras | Inglês na UNEB (campus Salvador)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Fragmentos de um diario - trabajo Y literatura

  1. Depois de alguns ano de inatividade (vivendo quase que como o heterônimo Alváro de Campo), voltei a trabalhar. Sinto-me um pouco enferrujado, mas acho que é questão de tempo, para que me acostume à rotina. Uma coisa é certa: quanto ao dinheiro vou guardar para minha viagem a Paris e publicar outro livro - além de pagar minha previdência privada, o plano de saúde e a inscrição como editor na Biblioteca Nacional. Livros, sou obrigado a comprar menos porque já não tenho mais lugar no quarto.
  2. Falando em literatura, minha vida literária não está tão mal assim: Dia 24 de abril (pouo depois do meu aniversário), estarei na Praça do Cordel e da Poesia (09ª Bienal do Livro), apresentando meus poemas; A Ocupação Cultural em Valença é um sucesso; e, bem, este ano, com o salário, dá para publicar outro livro meu. 
  3. Da Espanha, recebo a notícia de que os angue é mais denso que a água. Milagres da internet.
  4. Minha monografia? Ela está em curso... Em breve ela sai do forno.
  5. Na próxima vez, continuo meu monólogo de Narciso...

segunda-feira, 9 de março de 2009

Que venha as flores - Ricardo Vidal e Adriano Pereira

Que venham as flores

Ricardo Vidal e Adriano Pereira

Felizmente, muito se tem falado sobre a “Ocupação Cultural”, iniciativa que surgiu e se mantêm simplesmente pela vontade de se fazer algo por Valença e pela nossa Cultura.
Cansamos de reclamar da falta de opções sem fazer nada. Deixamos a comodidade dos braços cruzados para assumir os riscos de se realizar o projeto – que felizmente está frutificando rápido. Usando uma linguagem “contemporânea”, resolvemos ser “pro-ativos”. Se for pra reclamar, que outros reclamem do que fazemos. Mas, não ficaremos lamentando, sem fazer nada!
A OCUPAÇÃO CULTURAL surgiu como uma provocação. Ocupar espaços. Ocupar o tempo. Preencher vazios… Quais vazios? Vazio de Gente. Vazio de Beleza. Vazio de Sensações. Vazio de Cultura. Ocupar a mente com o belo. Ocupar a vida com a arte. Ocupar os espaços públicos com o povo. Ocupar sem culpas aquele lugar que é nosso de direito.
O que pretende então a ocupação? Todas as artes sem censura. Todas as falas e sons sem medo. Todas as visões sem dogmas. Todos os movimentos sem divisões. Todas as imagens sem vergonha. Pretende que arte seja parte do cotidiano de nossa Valença.
No momento falta-nos tempo e espaço para analisar e descrever a grandeza que tem sido cada ocupação. Daremos apenas uma descrição sumária para quem ainda não participou entenda o funcionamento e se sinta convidado a comparecer.
A “Ocupação Cultural” acontece quinzenalmente as sextas, no Centro de Cultura, a partir das 18 horas. O espaço é aberto gratuitamente para declamação de poesias, performances, números de dança, música, exibição de curtas-metragens ou qualquer atividades artística. Todos os artistas estão convidados para expor seu trabalho durante a Ocupação Cultural.
Convidamos também a população valenciana que venha prestigiar as apresentações dos nossos artistas. Chame seus amigos, colegas, namorada, família… Abandone o poluído ambiente (infestado pelo som dos carros, música de qualidade duvidosa e feiúra) e venha deliciar-se, divertir-se, curtir uma conversa agradável, beber e degustar (em ambos os sentidos – uma vez que a cantina do Centro também estará aberta, servindo petiscos). O ambiente é para todas as idades.
Nesta sexta-feira, 13 de março, serão homenageados especialmente os baianos Castro Alves e Glauber Rocha. E contaremos com a presença do poeta soteropolitano Geraldo Maia.
Como falamos acima, outro dia analisaremos o que aconteu. Limitamo-nos a confirmar que todos que comparecem à OCUPAÇÃO CULTURAL, têm saído renovados e rejuvenescidos, querendo mais e dispostos à retornar.
Agradecemos o apoio recebido e reforçamos o convite para que todos venham conferir!
E “pra não dizer que não falei das flores”, parodiando Vandré: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”!

terça-feira, 3 de março de 2009

Efeito Ocupacao Cultural - popularidade


Desculpe-me o narcisismo e a vaidade, porém um fato como esse não pode passar em branco: Vendo como estava oa cesso ao meu blog, descobrir que muitas pessoas o procuraram em vista a um poema específico, "Farol do Desejo (Aquele Beijo)". O detalhe é que foi este o poema que declamei (melhor dizendo, li) na segunda edição do sarau e festa artísitica-lítero-cênica-pictórico-sonora "Ocupação Cultural", ocorrido no dia 27 de fevereiro passado.

Bem, se alguém duvida que as "Ocupações Culturais" possuem algum retorno, eis aqui uma prova de que o retorno é postivo. Quiça, isso inspire aos futuro apoiadores e patrocinadores do evento.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Videos da Ocupacao Cultural - 13 de fevereiro

Acabei esquecendo: a edição da "Ocupação Cultural" está disponível em vídeos. os links no Youtube são estes:

Ocupação Cultural parte 01: http://www.youtube.com/watch?v=HNx3Tc6g7rY

Ocupação Cultural parte 02: http://www.youtube.com/watch?v=geF-E21TmUE

Ocupação Cultural parte 03: http://www.youtube.com/watch?v=xiSbtuxAkms

Segunda Ocupacao Cultural - fotos 27022009

Fotos da segunda edição
da "Ocupação Cutural"
27 de fevereiro de 2009
(Eu com Adriano Pereira, o "sapinho surdo")

(proveitando a noite para ouvir e declamar poemas)
(Grupo de dança. coreografia baseado no mundo do circo. Belíssimo!)


Sucesso! A segunda edição da "Ocupação Cultural" que aconteceu no Centro de Cultura Olívia Barradas (Valença - Bahia) no dia 27 de fevereiro de 2009 foi um sucesso, consolidando o evento na cidade. Apresentação de dança, vídeos, perfomances teatrais, música ao vivo, declamação e leitura de de textos literários. Presença e partipação de Ricardo Vidal, Adriano, Otávio Mota, Juliano Brito, J. Pincel, Ruggero Franco, Araken Vaz Galvão e muitos outros. Agora é esperar o próximo. Sexta-feira, 13 de março...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

NOVA OCUPACAO CULTURAL - DIA 27


Caros amigos, só para lembrar - o evento "Ocupação Cultural" continua.
Sexta-feira, dia 27 de fevereiro de 2009, às 18h - artistas e apreciadores da arte irão ocupar o foyer do Centro de Cultura Olívia barradas, em Valença/BAHIA. Haverá declamação de poesia, leituras dramáticas, música ao vivo, perfomances, apresentações multimídia e muito mais.
Nesta ocupação, serão homenageados Chiquinha Gonzaga e Mário de Andrade.
Venham e compareçam. Vocês são nosso convidados!!!!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ocupacao Cultural - flashes

OCUPAÇÃO CULTURAL Sexta-feira 13 (13/02/2009)
Público presente (foto Ricardo Lemos)

momento musical com Hélio (foto Ricardo Lemos)
Membros da AVELA prestigiando o evento (foto Ricardo lemos)
Eu declamando "Princesa Hebréia" (foto Karina Pinheiro)
Eu declamando "Cântico de Amor de um Ausente" (foto Karina Pinheiro)

Sucesso! A sensação que tive e que é compartilhada pelos demais foi que o evento foi um sucesso. Lotamos o foyer do Centro de Cultura Olívia Barradas (Valença/BA) em plena Sexta-feira 13 do mês de fevereiro. Agora é esperar o próximo, no dia 27 de fevereiro.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ocupacao Cultural - Presencas Confirmadas


O QUE: OCUPAÇÃO CULTURAL

QUANDO: SEXTA FEIRA, 13

LOCAL: CENTRO DE CULTURA DE VALENÇA

HORARIO: 18 HORAS

Artistas confirmados até o momento: (08/02/2009)
Ricardo Vidal, Chico Nascimento, Juliano Britto, Lucas Oliveira, Marinaldo Coutinho, Otávio Mota, Adriano Pereira

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

OCUPAÇÃO CULTURAL - Centro de Cultural de Valença



Ocupação. Ocupar espaços. Ocupar o tempo. Preencher o vazio.

Ocupação. Preencher vazios... Quais vazios? Vazio de tempo. Vazio de Lugar. Vazio de Gente. Vazio de Cultura. Vazio de Beleza. Vazio de Sensações.

Ocupação cultural. Ocupar a mente com beleza. Ocupar os espaços públicos com o povo. Ocupar a vida com a arte. Ocupar sem culpas aquele lugar que é nosso de direito.

Ocupação cultural. Todas artes sem censura. Todas as falas sem medo. Todos os lugares sem barreiras. Todos os sons sem traumas. Todas as visões sem dogmas. Todos os movimentos sem divisões. Todas as imagens sem vergonha.

Ocupação cultural - só falta você e a sua turma - VENHA!!!!

OCUPAÇÃO CULTURAL - Sarau e festa lítero-artística-cênico-pictórico-musical na cidade de Valença-BAHIA

Local: Centro de Cultura Olívia Barradas - Valença (Rua Maestro Barrinha, Graça)
Data: Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Horário: 18 horas

Presença de artistas locais e convidados, gratuita e aberta ao público.

Biblioteca do Bardo Celta (Leituras recomendadas)

  • Revista Iararana
  • Valenciando (antologia)
  • Valença: dos primódios a contemporaneidade (Edgard Oliveira)
  • A Sombra da Guerra (Augusto César Moutinho)
  • Coração na Boca (Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo)
  • Pelo Amor... Pela Vida! (Mustafá Rosemberg de Souza)
  • Veredas do Amor (Ângelo Paraíso Martins)
  • Tinharé (Oscar Pinheiro)
  • Da Natureza e Limites do Poder Moderador (Conselheiro Zacarias de Gois e Vasconcelos)
  • Outras Moradas (Antologia)
  • Lunaris (Carlos Ribeiro)
  • Códigos do Silêncio (José Inácio V. de Melo)
  • Decifração de Abismos (José Inácio V. de Melo)
  • Microafetos (Wladimir Cazé)
  • Textorama (Patrick Brock)
  • Cantar de Mio Cid (Anônimo)
  • Fausto (Goëthe)
  • Sofrimentos do Jovem Werther (Goëthe)
  • Bhagavad Gita (Anônimo)
  • Mensagem (Fernando Pessoa)
  • Noite na Taverna/Macário (Álvares de Azevedo)
  • A Casa do Incesto (Anaïs Nin)
  • Delta de Vênus (Anaïs Nin)
  • Uma Espiã na Casa do Amor (Anaïs Nin)
  • Henry & June (Anaïs Nin)
  • Fire (Anaïs Nin)
  • Rubáiyát (Omar Khayyam)
  • 20.000 Léguas Submarinas (Jules Verne)
  • A Volta ao Mundo em 80 Dias (Jules Verne)
  • Manifesto Comunista (Marx & Engels)
  • Assim Falou Zaratustra (Nietzsche)
  • O Anticristo (Nietzsche)