Weblog de Ricardo Vidal, destinado a divulgar os textos de escritor baiano de ascendência galega/espanhola. Poesia, confissões e contos. (Ou o que mais der na telha....)
Prefácio do Blog
"Estrela da noite nascente, (...), ergues a tua cabeça fulgurante sobre a nuvem e caminhas majestosa ao longo da colina. Que estás a ver na charneca? "Ossian, in Werther - Goethe
"- Não haverá mais tempo apenas a poesia: Mãe e Manhã" Espelhomem - José Inácio Vieira de Melo
Caros Amigos e Queridas Amigas:
Meus conhecidos sabem que tenho uma relação ambígüa quanto a tecnologia: da mesma forma que me mostro refratário a certos tecnomodismos como telefone celular e câmara digital (ainda prefiro minha velha máquina fotográfica analógica) eu também adiro a outros, como o Orkut e a próprio ambiente comunicacional da internet. Falo disso pois era estranho que um aspirante a escritor como eu ainda não tinha organizado um blog. Bem, a muito que eu já sabia disso e, até por conta dos trabalhos da Faculdade de Comunicação da UFBA eu tentei organizar um em 2001. Não deu certo, abandonei-o - até porque o site Usina de Letras pareceu-me mais interessante como veículo de divulgação de textos. Agora, já como estudante de Letras / Inglês da UNEB-Salvador, retomo ao Blogger, dando mais um passo na minha carreira literária. Sinto-me mais maduro no meus escritos, a próprio peso de já ter uma livro impresso e participar de antologias já me permite ver a literatura com outros olhos e dá-me mais segurança em tentar outros meios e outras linguagens. Então abro este weblog, (...), para divulgar meus textos. Bem, era isso que eu teria para dizer neste prefácio. Espero não decepcionar meus leitores e seja o Deus quiser...
José Ricardo da Hora Vidal, escritor, nasceu em Valença (Bahia) no dia 20 de abril de 1978. Cursou o ginásio no Colégio Social de Valença e o Científico no Educandário Paulo Freire (sendo um dos alunos destaques ao concluir o 3º ano em 1995). Desde 1996 ele divide sua residência entre Valença e Salvador. É mestrando em Crítica Cultura pela UNEB Campus II. É Licenciado em Língua Inglesa e Literaturas pela UNEB e Especialista em Estudos Linguísticos e Literários pela Instituto de Letras da UFBA, após estudar (sem concluir) o curso de Jornalismo pela Faculdade de Comunicação da UFBA. Além de escrever, também é fotógrafo amador e programador visual.
Em 2004 publicou o seu primeiro livro de poemas, Estrelas no Lago, pela Cia Valença Editorial (Salvador/BA). Em 2014, lançou 4 Ases & 1 Coringa, em colaboração com Mustafá Rosemberg, Otávio Mota e Adriano Pereira. Ricardo Vidal tem ainda inéditos os livros de poesia Flores do Outono; Sombras do Luar; Brumas do Lago; O Farol e o Lago; Torre de Quimeras e Peregrino en una Noche sin Luna (este último, em espanhol e inglês). Em prosa, tem inéditos Prosas Bárbaras (miscelânea de contos, crônicas e artigos) e As Corujas de Frei Ethereld (peça de teatro).
Ricardo Vidal é bisneto do Maestro Barrinha (autor da música do Hino de Valença), sobrinho-neto de Antônio Sereia, sobrinho do poeta Valdo da Hora e primo do pintor Junior da Hora (www.rrtv.com.br/juniordahora) e do vereador Zé da Hora.
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Escritor, autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Graduado em Letras/Inglês pela UNEB
Falando de mim em outra forma:
"Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son,
Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."
Se eu fosse glamurizar a vida de escritor, o que poderia dizer? Que um escritor é alguém famoso, que tira o dia para ficar pensando em algum poema ou capítulo de romance ou cena de teatro, que toda noite é sempre tomada por palestras, vernissages ou noite de autógrafos - tudo regado a um bom vinho e canapés sofisiticados... Que sempre há em seu redor um grupo de pessoas inteligentes que conduzem uma conversa rica e estimulante. Ou que pode viver uma vida sossegada, numa casa confortável e calma; onde pudesse se concentrar para produzir um livro... Se a vida fosse realmente isso, haveria de ser um paraíso, Mas não é a verdade dos fatos. Ou eu apenas conto alguns momentos luminosos e fulgurantes. No restante do tempo... Vejamos o este meu domingo: Começo o domigo bem, com insônia. Bastou uma sesta rápida na tardinha de sábado (para digerir TUDO que comi no rodízio de massas) e fiquei acordado desde a 20h00 de sábado. Sento no único computador em que eu trabalho em casa, na sala. De início, já me irrito vendo um vídeo rídículo de lichamento que meu pai DEVE ter copiado do e-mail para guardar no seu Pen-Drive. Meu Deus, um tipo de comportamento brutal que abonimo no ser humano e meu pai achou que "vale a pena" guardar? Lamento que a minha casa é a única cujo computador NÃO SE PODE ter logins separados de acesso. Na cozinha, minha mãe fica costurando até umas 02h00 da madrugada. Então, aquela luzinha chata e o barulhinho da máquina já avisa que ainda não chegou o momento certo para escrever. Às vezes, o periquito surta a fazer barulho. Mais uma irritação que me obriga a postergar o momento de escrever. Fico bestando Google Earth, saltando de lugares em lugares. Simultaneamente fico baixando alguma música ou uma foto pela internet, para distrair o espírito. Há algum tempo tenho pensando em dois romances - mas eu preciso de tempo e calma. Preciso seguir meu ritmo de escrita. Mas não dá! Lembro-me da minha monografia atrasada, da mente cansada do emprego, de providências mil que devo tomar com urgência. Queroe screver meu romance, só que alma pesa. Devo obedecer a vida civil e trabalhar na monografia. Efetivamente só irei escrever mesmo depois que minha mãe for dormir. Mas aí, já fiquei irritado e tenho que perder um certo tempo para entrar no clima. Escrevo algumas linhas na minha monografia, só que o espírito está longe... De vez em quando penso no romance, abro alguma página na internet para relaxar as mãos. Penso no futuro, no concurso de poesia da ALER e vejo que preciso correr - já perdir a inscrição em dois concursos literários este ano e não gostaria de perder mais esse. A cabeça está tão quente que nem percebo que o dia amanheceu. Minha mãe acorda e abre logo a maldita janela da sala. Pouco depois o periquito de estimação surtar e começar a grita alucinadamente. Pronto, já sei que daqui para frente acabou o sossego para escrever. Minha mãe liga a televisão na cozinha e a máquina de costura. Tento ficar lendo alguma coisa na Wikipedia, mas já não consigo me concentrar mais. Mais de uma da tarde, minha mãe me chama para almoçar. Pergunta se eu quero almoçar no comida a quilo. Bem, o problema é que meu pai viajou com meu tio para um passeio de moto. E somente assim, nas últimas semanas que eu consigo usar o computador daqui de casa. Não vou e minha mãe então prepara uma farofa de dendê com camarão aferventado. "Grande" almoço... Já não há mais pique para escrever nada. Abro meu e-mail, olho meu perfil no Orkut, entro em um jogo que simula as batalhas da SegundaGuerra Mundial. Alguém acreditaria que uso os jogos bons de computador (jogo complicado, não as besterias como Freecell e Paciência) como uma ferramenta para concentrar e raciocinar melhor o que escreverei? Pois jogo não por brincadeira, para mim - é parte do trabalho. O vizinho da frente começar a botar música eletrônica. Quer dizer, algo que ele chama de música, porque eo que eu ouço uma repetição monótona e cacónica de batida de estacas sampleadas. Se ele ouvisse para ele próprio, tudo bem. Mas o cretino, além de ter um péssimo gosto músical, ainda colocar alto, para incomodar. E como minha família teve a "brilhante" ideia de transferir o computador para sala... Começo a compreender melhor o Theordor Adorno quis dizer que a tal da regressão do gosto muscal na modernidade. Mais tarde meu pai e meu tio chegam do passeio de moto. Interrompo o que faço para que meu pai repassem par o computador as fotos que os dois fizeram. Meu pai, como sempre, não sabe mexer direito nas máquinas e demora para colocar as fotos. A mim, só me cabe esperar. Depois de meia-hora eu volto para o computador. Meu tio e meu pai conversam alto. A janela está aberta e o vizinho, volta e mei repetir o mesmo CD de música/tortura eletrônica. O periquito na cozinha faz barulho. Meu tio repete a mesma conversa chata de a administração do PT é ruim, com bases apenas em lugares comuns e pré-conceitos. Barulho, barulho, barulho. Irritação. Quem consegue escrever alguma coisa assim? Principalmente uma monografia, que precisa de reflexão, calma e sossego??? Nisso me lembro do blog, que está desatualizado. Faz alguns meses que não escrevo um poema ou um conto. Preciso tirar o diploma com urgência. Preciso estudar mais sobe designer gráfico. Há os exames de saúde que preiso entregar logo na SESAB. O computador está lento. Quando se dá conta, são noves hora da noite de domingo. E vizinho continua a ouvir o mesmo bate-estaca chato e alto, irritando mais que Fernanda Young. Minha mãe continua costurando na cozinha e deve levar até a madrugada. Ou seja, mesmo que eu quisesse tentar a estudar, não teria sossego para escrever monografia. Fiquei o dia todo em casa, insone. As refeições foram frugais. O dia foi barulho e irritação, tendo que dividir meu intelecto entre as necessidades da vida civil e a carreira literária. Amanhã volto à roda-viva do trabalho. E aos meus sonhos de ser um escritor de renome, ter um agente literário que cuide de minha carreira e um sobrado na Ilha de Sark - onde eu residiria e pudesse viver a vida glamurosa de escritor que às vezes acalento... Vou tomar um banho e ver se depois de 24 horas de acesso eu consigo realmente dormir.
Olhando a quantidade de acessos ao meu blogue, uma coisa eu percebi: Constantemente as pessoas acessam meu blog para visualizar meu brasão (putativo). Parece que as pessoas procuram imagens no Google e vendo meu brasão, esbarram no meus textos. Alguem que acessa meu blog pode comentarisso? Eu agradeceria.... Quem quiser observaresse fenômeno, basta olha na lateral esquerda a quantidade de vezesque o portão do castelo baixou seu portão....
Na mais alta torre do Castelo, a tela do computador está em branco. Nenhum texto novo. Idéias não faltam, mas não há tempo para escrever. Bem, também não há do reclamar: Criar cartazes de agitprop para o governo também é arte e um exercício de criatividade para R Vidal. Na ficção da vida civil, o trabalho como designer gráfico na ASCOM da SESAB tem me sido gratificante.
Aos amigos poetas da Bahia, informo que já está aberto o 04° Concurso de Poesia da Academia de Letras do Recôncavo. No link http://www.aler.org.br/concurso_principal.htm está o regulamento. Um abraço
Sempre quis acompanhar estas vistas, os locais de acesso, por quais caminhos chegaram ao meu. Contudo, eu não sabia como fazer. Até que desde 11 de janeiro de 2009 consegui instalar um contador de visita. Claro que um espaço de quase quatro eu não pude averiguar com precisão. Todavia, isso não impede que neste curto espaço de tempo que eu não tenha me divertido e surpreendido com a descobertas em relação aos meus visitantes. Abaixo, segue aos Capslocks sobres locais ond eme acessaram... Com isso eu posso dizer que meus blogs respira um pouco de "ares internacionais"...
E atodos que me acessaram até agora: MUITO OBRIGADO, MUCHAS GRACIAS, THANKS SO MUCH, GRAZZIE MILLA, MERCY BEAUCOUP, ARIGATO, DANKE!!!!!!!!
(O modelo da entrevista estava disponível no site da Blocos OnLine em 2003, para quem fosse editado pela mesma. Eu respondi só por diversão na época - uma vez que eu ainda não publicara meu livro, nem pensava em retormar à Blogosfera. Hoje, seis anos depois, vale como recordação...)
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Entrevista de Ricardo Vidal
Perguntas de Leila Míccolis:
1 – Onde você nasceu?
Nasci em Valença, estado da Bahia; no dia 20 de abril de 1978
2 – Reside em outro lugar? Qual e por quê?
Atualmente moro em Salvador (desde 1996), para onde vim estudar jornalismo (só que me decepcionei e hoje estou cursando Letras)
3 – Solteira/o? Casada/o? Filhos? Fale um pouco sobre o amor na sua vida.
Sou solteiro e sem filhos. Falar dos amores de minha vida… hum… È complicado quando o grande amor de minha vida não me quer. Pior, ela voltar para os braços de um ex-namorado que já havia traído ela com outra. (encabulado) Podemos pular este assunto? O problema é que, sendo o maior um dos grandes temas de minha vida, ele tem me feito sofrer muito. Ah, essas mulheres…
4 – Como você definiria sua obra?
Poesia meio Neo-romântica, meio Moderna, com uma pitada de erotismo e parnaso–simbolismo, eu acho. Sinceramente, sempre tive dificuldade em classificar minha poesia e minha prosa.
5 – Algum esporte? Alguma mania?
Não. Cheguei a fazer capoeira na adolescência, mas parei. Sinceramente, nunca gostei muito de esportes… Manias, nenhuma que eu saiba. Escrever por ser considerada uma mania?
6 – Cite seus autores, músicas e filmes inesquecíveis.
Autores eu cito sete essenciais: Goethe, Nietzsche, Karl Marx, Fernando Pessoa(s), Castro Alves, Vinícius de Moraes e Manuel Bandeira. Agora, existem livros que fizeram época em minha vida: O Morro dos Ventos Uivantes, O Alquimista (admito, gostei muito quando adolescente), As 20.000 Léguas Submarinas (sonhei tanto em ser o Capitão Nemo! Decorei toda a viagem desde Mares do Sul até as costas da Escandinávia, passando pelo Túnel Arábico, Vanikoro e o Pólo Sul!), Os poemas de Florbela Espanca, Contos e Lendas Orientais – de Malba Tahan, A trilogia de Xisto – de Lúcia Machado de Almeida, O Tempo e o Vento – de Érico Veríssimo, dentre outros.
Músicas, eu gosto das clássicas (especialmente Tchaikovsky, Bach e Beethoven), MPB (destaque para Wave, Tempo Perdido, Samba da Benção e Astronauta de Mármore), portuguesa (Madredeus e Amália Rodrigues) e as de Enya (especialmente The Sun in the Stream, Book of Days, Orinoco Flow e Only If).
Filmes há dois inesquecíveis: Sociedade dos Poetas Mortos e Primavera de uma Solteirona. Agora, também dignos de nota, eu acrescentaria também Encouraçado Potenkim, Cidadão Kane, Terra em Transe, A Guerra do Fogo, Macunaíma, Viagem ao Mundo dos Sonhos, Highlander, Coração Valente, 2001 – Uma Odisséia no Espaço e Segredos da Vida.
7 – Alguma experiência engraçada, curiosa ou dramática ocorrida devido à algum texto (poesia ou prosa) que você escreveu?
Bem, talvez para mostrar que minha vocação está na Literatura, ocorreu uma vez, estando eu no meu estágio, demorei mais duas horas para redigir o parágrafo de uma notícia factual e atrasando o boletim diário do sindicato. Meu supervisor, por ser muito meu amigo, passou o maior sermão, estranhando que eu, um poeta, não conseguisse escrever uma simples matéria. Isso me deixou frustrado. Contudo, como o outro dia foi o centenário de nascimento de Drummond, veio-me a solução para me redimi do sermão do dia anterior. Cheguei mais cedo no estágio e preparei todo o boletim sobre vida de Drummond e relacionando com o fato dele ter sido servidor público de carreira e uma pequena avaliação crítica da obra. Em uma hora e meia terminei o boletim. Quando o meu supervisor viu o meu trabalho, sem erros e bem escrito, ele olhou para mim rindo e disse: “Ricardo, você não presta! Quando o assunto é Literatura, você é um cão! Precisa ser assim com as outras matérias de jornal”. Foi por essas e outras que acabei abandonando o curso de Jornalismo.
8 – Vida e obra precisam caminhar juntas ou podem tomar rumos diferentes e até contraditórios?
Depende do autor. Claro que, quando o autor escreve com base em suas experiências e sua vida, além de ser mais fácil, faz que obra ganhe em sinceridade – o que aumenta a empatia com o público. Todavia, isso não pode ser considerado como cláusula pétrea – como dizia Fernando Pessoa, o poeta é um fingidor. Goethe não precisou se matar com uma bala para escrever Os Sofrimentos do Jovem Werther, nem vender a alma ao diabo para escrever o Fausto…
9 – Entre aquela viagem ou aquele carro que você tanto sonhou e a publicação de seu livro com tiragem de 10.000 exemplares, qual dos dois você escolheria?
Nunca sonhei com carro – que é um luxo que não me apetece. Sempre sonhei em ter meus livros publicados, nem sejam cinco exemplares de prova de prelo… Agora, se puder juntar dois sonhos em um: Escolheria uma viagem à Suécia, para receber o prêmio Nobel de Literatura.
10 – Que personagem de ficção você gostaria de ser na vida real?
Ora, existem vários personagens interessantes. Teria o Werther, de Goethe. Dr. Fausto, também de Goethe. Já sonhei em ser o Capitão Nemo e pilotar o Nautilus. Gostaria ter as visões da família Franchi, de Os Irmãos Corsos. Gostaria de poder me transformar em vento, como o pastor Santiago, em pleno deserto do Saara.
Agora, um que tenho um carinho especial é o Prof. John Keating, do filme Sociedade dos Poetas Mortos. Tivéssemos tantos professores assim, acho que teríamos mais leitores de poesia no mundo…
11 – Você já cometeu alguma gafe ou indiscrição literária?
Que eu me lembre não. Se for o caso, trocar o nome de autores ou obras em alguma conversa… Nada de mais grave.
12 – Que autora ou autor você escolheria para ficar a sós numa ilha deserta e por quê?
Gostaria de levar aqueles que eu julgue essenciais, juntamente com Florbela Espanca e Safo de Lesbos; para poderemos conversar e aprender mais sobre os mistérios da Vida e da Arte.
Perguntas de Fernando Tanajura Menezes:
1 – O que você gostaria de perguntar a um escritor? (consagrado ou não)
Gostaria de conversar sobre o processo de escrever, as influencias sofridas, como a vida e a obra se confundem. Isso seria para todos os escritores, principalmente para os meus sete escritores essenciais e para a Florbela d’Alma Espanca.
2 – Como escritor/poeta o que gostaria que lhe fosse perguntado em uma entrevista?
Explorassem mais meu trabalho literário, minhas referências culturais, algumas entrelinhas que existem em meus versos. Não quero ser pretensioso, mas eu procurei, em meus versos, trabalhar com certas sutilezas, com insinuações e ficaria frustrado se isso passasse em branco numa entrevista – ao não ser que o objeto da entrevista não fosse meu trabalho com escritor…
3 – O que mais detestaria que lhe perguntasse se a entrevista fosse ao vivo?
Vulgaridades acerca de minha vida privada (como, quais das musas que inspiraram os poemas eu transei). Que parte de minha vida está nos poemas e esta relação pode ser muito bem explorada numa entrevista, não teria problema – desde que seja feita com classe.
Perguntas de Ricardo Alfaya:
1 – Por que você escreve?
Boa pergunta. Escrevo porque escrever é a vocação de minha vida. Nem que seja uma mera lista de necessidades (ou futilidades), eu preciso ocupar meu tempo com a escrita. Escrever tem o sabor e o orgasmo de fazer algo de útil na vida, em minha vida.
2 – O que você considera mais importante para que uma poesia seja classificada como de boa qualidade?
Para mim, basta ser interessante e me disser algo no momento. Agora, dentro de uma visão de crítica literária, eu não faço a mínima idéia…
3 – Que autores influenciaram sua forma de escrever?
Sempre fui um menino de várias leituras… isso pode ser notado nos meus versos, que encontram citações e alusões aos livros que eu li. No geral, diria que foram os românticos: Castro Alves, Álvares de Azevedo, Goethe, Alexandre Dumas Pai – além da filosofia alemã, principalmente Marx e Nietzsche. Fernando Pessoa, Vinicius de Moraes e Manuel Bandeira seria os principais poetas contemporâneos que mais influenciaram. Contudo, as pessoas poderão ver notas de Brecht, Olavo Bilac, Dante, Omar Khayyam, Alcorão, Martin Codax…
4 – Sente o escrever como missão, lazer, prazer ou como conditio para a sobrevivência? Você acha que poderia parar de escrever?
Como disse numa pergunta anterior, sinto que escrever é uma condição de vida… Quanto a parar de escrever, seria uma tormenta ver minha mente fervilhar de idéia e não poder me expressar. Às vezes, fico doente quando não escrevo…
5 – No seu entender, o compromisso social é uma condição essencial para um bom escritor?
Olha, será muito difícil para um autor apartar suas posturas sociais enquanto estiver escrevendo. Creio ser muito difícil escrever algo com arte, porém sobre algo que se discorda. Também, não devemos esquecer que aquilo que nós escrevemos pode influenciar os outros. A fama do romance Werther, de Goethe, não vem, em parte, por ter ajudado a criar um caldo de cultura para o suicídio de jovens no início de século XIX? O Apanhador no Campo de Centeio, de Salinger, também não fez a época de toda uma geração? Eu acho o escritor dever ter essa noção de compromisso social, de saber e refletir sobre o que esta escrevendo – afinal estamos falando e brincando com idéias e emoções humanas. Como elas poderão ser percebidas pelo público? Que reações poderemos está causando?
Agora, não considere que somente o compromisso social deva ser considerado como uma condição essencial do escritor. Temo em cair na armadilha da produção militante, fundamentalista de literatura estéril. Mesmo eu sendo de esquerda, filiado a partido, não vejo a obrigação de escrever dentro deste compromissosocial, de fazer propaganda de ideologias ou posturas. A literatura passa por esta seara, todavia a ultrapassa. No mais, fico me perguntando: onde está o compromisso social de O Senhor dos Anéis, de Tolkien? E ele deixou de ser um bom escritor?
6 – Que influência a Internet exerceu em sua escrita?
Nenhuma. A bem da verdade, comecei a escrever meus poemas a caneta sem sequer saber datilografar. E isso ainda se mantém, pois são poucos os poemas que eu escrevi direto no computador. E quanto a Internet eu costumo utilizá-la como leitor, não como escritor. Nunca fiz experiências com multimídias em meus poemas e nem me interessa muito – apesar de achar legal o que já foi produzido nesta área.
7 – Você acha que sua escrita poderá vir a afetar de alguma forma a realidade?
E por que não? Eu fui tão influenciado pelos textos dos outros, por que alguém não poderia se influenciar pelo meu? Além de que, foram através de meus poemas que consegui, em parte, conquistar o amor de minha vida e a amizade de algumas pessoas.
8 – Que qualidade considera fundamental num escritor?
Saber escrever bem e se criativo já é um bom caminho…
9 – A crítica literária ajuda ou atrapalha?
Ajuda, quando indica caminhos possíveis para o leigo se familiarizar com a Literatura. Por exemplo, com tantas pessoas difundido seus textos pelas diversas mídias, como poderemos separar o joio do trigo, separar o “doutor” diletante do escritor genuíno?
E para quem é do meio literário, ajuda como visão externa do ato de criação literária. Mesmo sendo soberano no ato de escrever, o autor não pode acreditar ele sozinho poderá dominar integralmente a sua obra, controlará toda a interpretação ou os efeitos criados, ou saberá ver com clareza as qualidades e os defeitos… Sempre terá algo que escapará da percepção do autor e que poderá ser visto por outra…
10 – É notório que existe uma quantidade enorme de escritores, sobretudo no campo da poesia, em detrimento do número de leitores. A grande quantidade é para você um incentivo ou um desalento?
Olha, quem escreve costuma ler, então isso significa que existe um público consumidor. Contudo, não corremos o risco de escrever para uma panelinha? Dúvidas, dúvidas, dúvidas…
11 – O que acha que poderia ser feito, se é que poderia, para que mais pessoas se interessassem pela literatura?
Acho que o ensino de Literatura no país precisa ser repensado. Precisamos reconhecer que hoje a Literatura tem que competir com outras mídias como o Rádio, a Televisão, a Internet, o Cinema. Como convencer a um jovem que as horas que eles dispensa lendo pode ser mais agradável que o Filme do Cinema, que está contando a mesma história do livro? E como fazê-lo acreditar que ainda sim, o livro sai ganhando? Olhe para ler ele precisa despender mais esforço e tempo para compreender o texto, ao passo que na película estas informações são mais mastigadas e rápidas de se assimilar…
Também devemos deixar de lado o utilitarismo que as escolas dão à Literatura no Ensino Médio, ao tratar como mera exigência do vestibular. Se, em lugar das escolas adotarem os módulos e os resumos de obras, fizerem os alunos lerem, pelos menos, os principais livros da nossa literatura (algo como 15 livros por ano); com o passar do tempo, criará o público leitor necessário que barateie a produção de livros.
12 – Que ambiente você prefere para escrever?
Não tenho nenhum específico – conquanto seja calmo e silencioso…
13 – Manhã, tarde, noite - Existe um horário que lhe seja mais propício ao escrever ou isso lhe é indiferente?
Tecnicamente falando, não existe para mim um horário específico para escrever. Já escrevi bons textos tanto de dia como de noite. Agora, gosto mais à noite, em que as sílfides, ondinas, sereias e fadas se sentem mais à vontade para me ajudar…
14 – Você utiliza algum artifício que o induza a um estado de espírito favorável à escrita?
Não, a não ser a própria poesia e a intuição… Às vezes a emoção, mesmo sabendo que isso pode ser mais um empecilho do que uma solução. Depois, preciso manter uma certa sobriedade para minha imaginação, que já foi taxada de indomada por uma professora minha.
15 – O que é melhor: escrever ou ver publicado?
Os dois – escrever e ver o material publicado
16 – Escrever em computador, à mão ou em máquina de escrever. Faz diferença para você?
Por costume, escrevo a maioria de meus os versos à mão e a prosa, por formação, deixo mais para o computador. Máquina de escrever eu dispenso – até por não saber manuseá-la direito.
Diferença, em si não faz. Agora, o costume meio que acabou moldando a forma de minha expressão. Na verdade, eu comecei escrevendo poemas na adolescência e eu não tinha acesso a computador. Também meus poemas são normalmente curtos, dificilmente escrevia algo muito longo a mão – como um romance. Mais tarde, na universidade, como eu precisava escrever matérias, artigos, fui me acostumando a escrever direto no computador, exercitando inclusive não só textos mais longos como a edição, as emendas que são possíveis de serem feitas através do computador. Por isso que mantenho estes hábitos – não que isso implique em radicalismos. Já aconteceu de eu fazer o inverso: escrever três laudas de contos e rascunhar três versos no computador…
17 – Qual a pergunta que você gostaria que eu lhe tivesse feito e que não fiz?
Poderia fazer aquela pergunta que Abujanra faz em Provocações: Qual o autor que ainda não encontrou e gostaria de encontrar?
A resposta seria: Jorge Amado (só li um livro até hoje) e Guimarães Rosa; além da literatura infantil de Monteiro Lobato. Acho engraçado eu ter lido até a Epopéia de Gilgamesh, Cantar de Mio Cid, Maiacovisky, Bhagavad Gita, Omar Khayyam, Alcorão – e não ter lido nada que é mais próximo a mim… Sinto uma certa culpa por causa disso.
R. Vidal mira o horizonte através janela de vidro. Ele não está no seu castelo.Está muito distante. A nova empreitada não permitia mais tempo no castelo. Agora era tempo de tempestades e incertezas quanto ao amanhã no escritório... Por isso que ele rouba um tempo da tempestade para mirar o horizonte e encontra na distância um oráculo para suas decisões.
Por um átimo de segundo, observou um paralelo, uma coincidência emtre ele e Maiakovisky: Ambos de esquerda, vivendo um momento de mudança na vida do país e trabalhando no governo socialista como... arte-finalista!
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Já na ficção da vida civil, só tempestades e interrogações...
Há um post de Renata Belmonte sobre sua relação com a bloguiverso, na vontade de ter "férias" que nunca se concretizam. Bem, com a correria que tive nestes dias, acabei não comentando lá. Contudo, para mim ocorre o inverso: gosto de ficar mais tempo no meu blog e fico quase doente quando chega o final do mês sem que eu tenha nada novo para postar. Gosto de ver meus textos publicados, ler o comentários, exercitar minha escrita. É uma forma de manter viva minha profissão como escritor. E (por que não?) não deixa de ser uma terapia.
Contudo,prometo colocar mais poemas e contos novos aqui. Ou uma confissão ou alguma coisa mais interessante que meu diário. Quiça mais alguma novidade do Reino de Jambom
Trabalho. Ponto de seguimento... ou seria de reflexão? Alguém poderá se perguntar: e daí?. Não está bem... vamos recomeçar: Hoje eu estive no Seminário "Enlaçando Sexualidades". Estou gostando porque assim me desligo em pouco do trabalho e me rejuveneço academicamente. Mas falta entregar a monografia... Tem que ver os aldo da Conta-Corrente, há a viagem no final do ano para conhecer a sogra. Há que juntar dinheiro e publicar um livro... Há o relógio de ponto e um mestrado por fazer. E há que estruturar melhor meu futuro... Enquanto eu vivo como o Gumercindo-Paixão-Burocrata-Padrão, como TODO O MUNDO espera que eu viva uma vida burguesa, há uma vontade louca de jogartudo isso para o alto e querer me dedicar apenas à literatura, como eu gstaria de viver. Faz algum tempo que venho matutando um romance. Um romance sério, adulto, de fundo psicológico e que deverá ser escrito um pouco no estilo contemporaneio, com vários narradores entrecruzando as estórias. Tudo está esquematizo: local, tempo (semana do 11 de setembro de 2001), cinco personagens losers e/ou slackers, citações à Milan Kundera, Nietszche, Karl Marx, Carlos Ribeiro et caterva. Só que escrever aproximadamente 150 páginas, sem um computador descente e meu (cansei de dividir computador com minha família -só estou tendo aborrecimento), sem tempo suficiente para meu seguir meu ritmo, com a formatura pesando um pouco como assombração; praticamente é não ter como escrever. Nisso me preocupar outra fantasma: ser um escritor de livros imagimários, que vive anunciando obras inconclusas, arauto de promessas que não seriam mais do que notas...
Contudo alguém pdoeria me perguntar: como um socialista reclama do trabalho? O problema não é o trabalho em si, mas a sensação de alienação que o trabalho no mundo capitsalista provoca -aliada com o caos de viver numa metrópole. Diabos! Meu medo é um dia eu me render a esta mediocridade... Nâo vive para isso. Por isso que estou adorando assistir o Seminário. É uma forma de esquecer esta roda-viva. É como se vivesse de novo. Bem, há de ter paciência. Em todo caso, há ainda o IV Concurso de Poesia da ALER. Será que desta vez eu ganho um primeiro lugar? Dormir que amanhã ainda terei conferência. Minha esperança que o mundo há de encontrar a redenção pelo socialismo e pelas artes...
Dois amigos se encontram numa mesa de bar. naturalmente, de gerações diferentes. Um está com I-pod repleto de músicas de A-ha e The B-52s e cujo deenho lembra um walkman antigo. O ouro está normal, apresentando a idade que ele realmente tem.
- Olá! como vai, OutraGeração? - Eu vou bem, 80X. Soube da novidade? Michael Jackson acabou de falecer... - Mentira! Isso não pode acontecer... -Pois é... Ele morrreu!!! Não.. Isso só pode ser brincadeira... Eu posso acreditar que o sonho acabou, que Margaret Thatcher estava certa, que John Lennon morreu ou o fim das utopias esquerdistas com a queda do Muro de Berlim... Mas a morte de Michael Jackson eu ainda não tenho cabeça para assimilar... - Como não, 80.X? Até parece que você que não tem 40 anos completos... Olha, não sei se você... mas pessoas morrem. Todas, sem excessão, um dia morrem... - É que com Michael Jackson é diferente... Ele, assim como Madonna, Prince, Indiana Jones, os Goonies... eles todos eram meus ídolos de juventude. Tudo bem... Deu para agüentar a morte de Frank Sinatra e de Paulo Autram, por exemplo. Afinal, eles já estavam velhos. Agora, Michael... Sinceramente, eu ainda não acredito que Renato Russo morreu... juro que eu já me esbarrei com ele diversasvezes depois daquela notícia de 1996 (ou 1997). E ainda espero que a Legião Urbana volte e grave um LP novo... - ?????? - É mesmo. Olha, a questão é a seguinte: Quando certos ídolos morrem, eles mostram que já envelhecemos, que também teremos fim. Talvez, para quem viveu a euforia revolucinária dos anos 60 ou foi veterano daSegunda Guerra Mundial, a morte não pese muito. Ela estava perto. Mas para minha geração, a geração X... Quem viveu os anos 80, esta geração que não sabia dizer para que veio e que ainda parece meio infantil, bebês cangurus que moram com os pais ainda que tenham 30 anos, que aos 40 anos de idade fica neste saudosimo eletrônico "Você se lembra do Conga ou das músicas da Blitz?" ou "Se lembra de seriados como Esquadrão Classe A, Spectreman e Manimal", uma geração cuja utopia social era ser yuppie e ouvir The B-52s...Talvez a geração que mais radicalizou a eterniação da juventude exatamente por não saber aonde ir quando estivessem maduros; ouvir a morte de grande ídolo é ser obrigado que já somos mais jovens e que ocupamos o lugar de nossos pais. Já não podemos jogar mais pedras porque somos vidraças que nosos filhos e filhas querem quebrar. Sempre fosse assim... - Também não precisa ser dramático, 80.X... - Não é drama não, Outrageração... Apenas um pouco de filosofia barata. Acho que cheguei na idade em que eu posso me dar a esse direito. Vocês também não dizem que a sua geração foi melhor? Quem vocês viveram a história? Que suas bandas são as melhores e que eu estou sendo saoudosista? É o peso da idade que eu sentimos... - Acho que você bebeu Grapete demais e misturou isso com muito bala Dulcora e Diplink. Bem, vejo que está quando seu notebook corporativo. O que está vendo. - Nada de mais: baixando série completa do desenho do He-man. Lá em casa já tenho a série completa dos Thundercats e de She-Ra. Espero ainda baixar os Mp3 do disco Thriller. Deste modo euresguardo meu Long Play original. - Legal! Garçom, traga outro Grapette sabor uva para mim e algumas balas Dulcora. E aumente o som do DVD com os melhores momentos do Xou da Xuxa...
Meu nome completo é José Ricardo da Hora Vidal, mas como nome literário uso "Ricardo Vidal". Sou fotógrafo amador e escritor, natural de Valença (Bahia), nascido em 20 de abril de 1978 (portanto já estou nas casas dos 30). Sou alto, magro, uso óculos, tenho cabelo e olhos castanhos e não sou fã de esportes. Há um fundo de verdade quanto à lenda sobre minha paixão pelos livros - minha biblioteca pessoal possui quase mil volumes e está em contínua expansão. Em 2009 eu concluirei a Licenciatura em Letras (Inglês) pela Universidade do Estado da Bahia e pretendo seguir a carreira acadêmica até o pós-doutorado em Literatura. Fui ex-aluno de jornalismo da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (mas não conclui o curso). Como neto de gallego, possuo dupla nacionalidade - o que curiosamente resultou que eu tivesse um outro sobrenome, Gonzalez Sousa. Tenho orgulho de minhas origens familiares: sou bisneto de Maestro Barrinha (autor do hino de minha cidade), sobrinho-neto de Antonio Sereia (benfeitor e mecenas de minha cidade), sobrinho de poetas inéditos (Valdo Sousa da Hora e Ivanice Conceição) e primo do artista plástico Junior da Hora. Minha família paterna possui vocação para música; e a materna, para desenho – dons que eu não herdei plenamente (acho que eu escrevo para compensar a falta de vocação para estas artes). Gosto de filosofia, literatura, fotografia, política, história, ufologia, erotismo, paleontologia, astronomia e arte. Detesto quiabo, caruru, músicas da Jovem Guarda, racismo e fundamentalismos religiosos e políticos. Socialista democrático convicto, orgulhosamente filiado ao PT, nas eleições européias voto no PSOE e admiro Che Guevara e o presidente Lula. E termino aqui meu perfil.
2 - Quantos e quais livros você publicou e/ou participou?
Até hoje, eu só publiquei um livro de poema, "Estrelas no Lago" (2004).
Contudo já participei dos seguintes livros
a) "Quase Escritores" (1994), meu debut, numa antologia organizada pelo Educandário Paulo Freire.
b) "Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos" volumes 08, 10 e 34 - pela CBJE
c) "Antologia de Contos de Autores Contemporâneos" volume 01 - pela CBJE
d) "Panorama Literário Brasileiro" 2004 e 200/ - pela CBJE
e) "Sensualidade em Verso e Prosa" 2007 - pela CBJE
f) "Antologia de Contos Fantásticos" volume 10 - pela CBJE
g) "Livro de Ouro do Conto Brasileiro" 2009 - pela CBJE
Além disso, tenho obra dispersa na revista Iararana, nos jornais "Valença Agora" e "Costa do Dendê" e no meu blog "Castelo do Bardo Celta" [www.bardocelta.blogspot.com].
Até o final do ano de 2009 pretendo publicar meu livro de contos e/ou meus artigos sobre ensino da língua inglesa e literatura.
3 - O que já ganhou com a literatura?
Dinheiro foi muito pouco, quase nada. Contudo, no meu currículo, consta um terceiro lugar (menção especial Bahia) no concurso nacional de poesia da revista literária Iararana em 2002 e duas menções honrosas nos concursos de poesia da Academia de Letras no Recôncavo e uma moção de aplauso da Câmara Municipal de Valença. Também por duas vezes meus poemas foram selecionados pela CBJE para compor o "Panorama Literário Brasileiro" (2004 e 2007).
4 - Como surgiu seu interesse pela poesia/literatura?
Desde criança eu gostava muito de ler. Minha mãe diz que me alfabetizei muito rápido… Meus pais, apesar de não serem intelectuais, tinham uma pequena biblioteca em casa, composta basicamente de alguns romances e contos de Júlio Verne, Alexandre Dumas Pai, Mark Twain, Oscar Wilde e Emílio Salgari. Todavia, o fato deles não cultivarem muito o espírito (prova disso é que nunca tivemos livros de poema ou de filosofia em casa) fez com meus primeiros interesses intelectuais se voltassem as ciências - especialmente História e Astronomia. Quando muito, dava vazão à minha criatividade tentando desenhar revistas em quadrinhos - experiência não muito frutífera, por sinal. O bichinho da poesia só veio dar as caras, timidamente, através dos poucos poemas de meu tio Valdo, que eu li ainda criança.
O verdadeiro encontro com a Literatura foi entre a oitava série ginasial e o primeiro ano Científico, com as aulas de Português de profa. Dinalva Teles. Com ela eu aprendi a tomar gosto pela prosa de ficção e pelo teatro, além de decifrar os labirintos da poesia. Aprendi a desvendar o brilho élfico das palavras e como esculpir universos com parágrafos. A existência de uma boa biblioteca do colégio onde estudei o segundo grau, junto com as aulas de literatura com profa. Rosângela Góes, de história e filosofia com prof. Jorge Aguiar e de redação com profa. Josiene – juntamente com a base de leitura que eu já possuía fez com eu naturalmente seguisse a senda literária.
Deste modo, quando eu entrei na Faculdade de Comunicação da UFBA aos 18 anos, minha intenção de seguir a carreira de escritor já estava sedimentada. Em resumo, praticamente minha vida girou entre livros, acho eu já estava no meu destino…
5 - Como você define a relação da sua vida com a sua obra?
Pergunta difícil... Sinto que a maior tentação de um escritor é escrever uma autobiografia disfarçada, meio para exorcizar fantasmas pessoais, meio para idealizar a própria vida. Às vezes me pego (principalmente nos contos) enxertando um pouco de minha vida, de minhas vivências, de minhas leituras e de meus sonhos. Mas isso não ocorre sempre. Há um conto inédito meu que é ambientado em Paris, embora até hoje eu nunca tenha pisado por lá. Da mesma forma que escrevi poemas "fingindo sentimentos" que não sentia - como no caso de "Farol do Desejo" e "Cântico dos Lírios", publicados pela CBJE. Eu diria que minha vida e minha obra andam juntas, algumas vezes tangenciam-se, mas não sempre se confundem.
6 - Quais são seus autores preferidos?
Nove autores eu considero fundamentais: oito homens - Göethe, Omar Khayyam, Fernando Pessoa(s), Castro Alves, Manuel Bandeira, Vinicius de Moraes, Karl Marx e Friedrich Nietzsche - e uma rainha, Florbela Espanca. Estes eu costumo ler mais amiúde e com constância. Não obstante, há "épocas" em minha vida em que um escritor mexe comigo. Na adolescência eu achava Álvares de Azevedo um rei. Depois houve um período só de Olavo Bilac, uma época que imperava de filosofia grega clássica, outra em que eu era vidrado em ficção científica do século XIX. Atualmente, estou na fase da literatura erótica feminina contemporânea: Anaïs Nin, Ana Ferreira, Catherne Millet...
Agora, independente do autor, alguns livros eu tenho um carinho especial e constituem minha biblioteca mínima: "Fausto”, “Sofrimentos do Jovem Werther", "Assim falou Zaratustra", "Manifesto Comunista", "20 mil léguas submarinas", "Estrela da Vida Inteira", "Rubayyat", “Contos e Lendas Orientais, de Malba Tahan” e "Mensagem".
7 - Como você conheceu a CBJE e qual tem sido a importância dela na sua vida como poeta/escritor?
Conheci a CBJE pela internet. Demorei, lendo direito o site, até tomar coragem e enviar um texto em 2004: meu poema "O Farol e o Mar".
A CBJE é importante na vida como escritor é exatamente pelas portas que ela abriu e ainda abrem. Através dos concursos regulares eu pude publicar meus textos, com a certeza que os mesmos sairão numa edição caprichada e com boa circulação. Também me permitiu entrar em contactos com autores contemporâneos, como Bruna Longobucco e Andressa Le Savoldi.
Costumo recomendar a CBJE para os amigos que estão começando na Literatura e para quem quer conhecer um pouco do que há de novo sendo produzido em literatura brasileira contemporânea.
8 - Que conselho você daria a quem está começando?
Embora eu me considere dentre os que estão começando, eu diria o seguinte:
a) LEIA SEMPRE E CADA VEZ MAIS! Não existe um escritor que não seja um grande leitor.
b) APRENDA A DECANTAR SEU TEXTO. Escreva, corrija, guarde por um tempo e leia seu texto. Assim fica mais fácil ver se o texto está bom ou não, e/ou quais emendas são necessárias.
c) PARTICIPE DE CONCURSOS. É um bom modo de testar seu texto, ver se ele realmente tem futuro ou era apenas um exercício de ego.
d) OUSAR. Se quiser mesmo ser escritor, deve perder a timidez e mostrar sua produção para os outros. Quem escreve procura, no fundo, ser lido pelos outros.
e) LEIA "CARTAS A JOVEM POETA", de Rilke. Não procure fórmulas neste livro, apenas indicações para outros vôos.
Acho que para começar estas dicas estão de bom tamanho.
9 - Ping-Pong Final
uma cor - verde, em todas as matizes.
uma flor - Jasmim.
uma estação - Outono
uma palavra - Cultura ("Não me amarra, dinheiro não, mas a cultura...")
uma comida - pizza toscana do Restaurante Casa Verde, em Valença.
um lugar - Valença/Bahia, minha cidade natal
uma viagem - Uma só? Três: Roma, Paris e Santiago de Compostella.
uma música - "Che Gellida Manina", ária de Rodolfo na ópera "La Boheme"
um filme – “Sociedade dos Poetas Mortos”. Nem precia dizer o porquê…
um livro – difícil… “Fausto”, “Mensagem”, “Rubayyat” e “Sofrimentos do Jovem Werther”
uma qualidade pessoal - Gostar de estudar.
um defeito pessoal – são tantos…
uma paixão - meus livros.
uma frustração - não saber tocar um instrumento musical nem desenhar e pintar bem
um sonho - ganhar o prêmio Nobel de Literatura. Acho que o povo da minha cidade iria gostar da notícia
um desejo - ser eterno como os poemas de Homero...
Uma vez, li uma da crônicas de Eliana Mara Chiossi (Humor e sacanagem é igual a coçar, basta começar), em que num dado momento, falava das piadas dos pontinhos. O que é um pontinho amarelo tocando viloão? è um "Cheetos Buarque"... Pensando nisso, inventei duas piadas-homenagens para Eliana, cujo sorriso é encantador:
01) O que é um ponto brilhante na literatura? . . . . . Adivinharam? . . . pensem mais um pouco . . . . Já sabem a reposta? É Eliana Maraescrevendo um poema...
02) E o que é um ponto brilhante na frente do computador? . . . . . Esta não é difícil... . . . . . . A resposta é simples:
Eliana Mara escrevendo uma crônica havaiana no computador.
Sei que este post não tem a graça das crônicas de Elana... Fica aqui então como homenagem a uma amiga...
E antes que me esqueça: dia 18 de junho, é o lançamento do livro dela, "Fábulas Delicadas", na livraria LDM
Quem já leu as "Crônicas Havaianas", na revista eletrônica Verbo 21, sabe que os textos de Eliana Mara Chiossi são deliciosos. Divertidos, gostosos, maravilhosos. Mas o que podia espera de uma doutora em letras, poetisa, cronista, blogueira (conferira o blog "O mundo tem inscrições sempre abertas") - enfim, uma escritora de mão cheia e pessoalmente linda? Diante disso, a leitura dos eu livro "Fábulas Delicadas" torna-se leitura obrigatória. O lançamento, na Bahia, é dia 18 de junho, quinta-feira, das 18h00 às 20h30, na livraria LDM (Praça da Piedade). Eu estarei lá, com certeza (e cerveja)!!!
Quando comecei no movimento estudantil secundarista, lá na minha cidade de Valença nos idos de 1994, ficava sonhando com a década de 1960. Bem, para nós, militantes, o movimento estudantil possuia então duas referências claras: Os cara-pintadas de "Fora Collor" e a resistência à Ditadura Militar.
Sobre o "Fora Collor" não era preciso comentários - era algo recente, o gatilho que acendeu o gosto por política estudantil. Já a resitência à Ditadura Militar... Essa tinha o gosto da mitologia. 1968... Passeata dos Cem Mil... O Congresso da UNE em Ibiúna... Os estudantes que optaram participar da luta armada... Visto sob o prisma da história, parecia feitos ciclópicos e aqueles que tombaram na luta pela democracia, eram horados como mártires. Admito que sentia inveja daqueles que enfrntaram a polícia, a tropa de choque, que continuava na luta mesmo que sob a mira dos torturadores. Para piorar, os livros que retratavam aquela época era sedutores: "O que é isso, companheiro?","1968- o ano que não terminou", "Lamarca - O Capitão da Guerrilha".
Não sei... Achava que o fato de vivermos uma democracia tirava um pouco desta alegria, porque podíamos andar com bandeiras vermelhas do socialismo ou bandeiras negras do anarquismo, cantar a "Internacional" ou "Para não dizer que não cantei das flores" sem a sensação do proibido. às vezes, tinha até a impressão de que os policiais militares que iam na frente organizando o trânsito para passagem da manifestação, também cantavam baixinhos estes hinos esquerdistas. Tudo indicava que a minha geração não enfrentaria a polícia, nem sentiriamos o cheiro do gás lacrimogênico, muito menos haveria uma história para contar. Tudo seguirá anormalidade democrática: Passeata pelas principais ruas da cidade com escolta da polícia, panfletagem, carro de som, comício no final da passeata, em frente a um orgão público ou em uma praça principal. Após a caminhada cívica, todos se dispersariam ordeiramente, alguns iriam para boêmia da esquerda festiva, outros partiriam para as intermináveis reuniões de esquerda, com seus "capa-pretas" fazendo análises e mais análises de conjutura... Sinceramente, emsmo eu sendod e esqeurda, às vezes essa rotina era chata! às vezes sonhava com um pouco de ação.
E esta ação chegou com as "Jornadas do Maio Baiano", de 2001. Para recordar, o senador baiano "Toinho Malvadeza" (que agora deve dar ordens ao Diabo, no Inferno), viola o Painel Eletrônico do Senado, abrindo uma crise política no governo FHC. 10 de maio de 2001: após alguns ministos de vacilação de alguns dirigentes (ligados ao PC do B), a passeata que seguia em direção à Praça Muncipal muda de rumo para o Edifício Stella Maris - residência do senador, para realziar uma lavagem simbólica da política baiana. Na altura da Casa di Itália, a tropa de choque da PM Baiana tranca o acesso. E do alto de carro de som, quando eu fotografava para o SINTSEF, a polícia militar lança uma bomba de gás lacrimogênico e inicia o tumulto. Seria essa a bomba que daria adeus a inocência de minha geração? Não, como vi depois. 16 de maio de 2001. Nova passeata. Desta vez, o estrategema era singelo: usar a próprio campus da UFBA (àrea federal que "teoricamente" a PM Baiana não poderia entrar) como via de acesso ao apartamento de Toinho Malvadeza. O que se viu naquele dia é que a PM da Bahia deixou de ser um instrumento de segurança para ser um bando de jagunços de um "coroné". Desrespeitando a lei, invadiu um território federal, ignorou uma ordem judicial entregue por policias federais (acho que foi a única vez que vi estudantes esquerdistas batendo palmas para um corpo policial), atacou estudantes indefesos e destruiu patrimônio alheio. O que me lembro? Barulho de bombas, fumaça, uma tentativa de resistência dos estudantes, eu saindo pelo fundo da Escola de Administração para chegar à Faculdade de Pedagogia, os olhos ardendo, uma diretora do SINTSEF me ajundando a colocar água e deixando eu ficar na biblioteca da FACED para minimizar o ardor. Mais tarde, os estudantes se reorgizando em passaeta para um ato de desagravo, a visão dos entãos deputados Jaques Wagner e Pinheiro recém-chegados de Brasília atravessando a multidão, alguns estudantes da UFBA (eu entre eles) voltando para reitoria e forçando Heonir Rocha a tomar uma atitude drástica. Nâo vi do 17 de maio, porque queria descanso. Quando Malvadeza renunciou, participei ainda do 31 de maio, como fotógrafo do SINTSEF. Dessa passeata de 31 de maio que mais tarde descobri que há imagens minha no filme "Maio Baiano" de Carlos Pronzato. Relembrar isso tudo, oito anos depois, é ver as ironias: ACM faleceu, sendo derrotado em vida. Jacques Wagner é governador da Bahia, Pinheiro é Secretário de Planejamento. César Borges, então governador e pau-mandado de ACM, agora é senador e dar um apoio discreto à Lula e Wagner. Hoje, trabalho na Secretaria de Educação, cujo 04ª andar eu acompanho a manifestações dos estudantes. Mas antes de mais nada, já não sinto mais inveja da década de 60, nem do Maio de 1968. Já tive minha aventura, uma história para contar. E, principalmente, não há nada melhor que viver num regime socialista-democrático, em todos podem fazer sua passeata sem medo da repressão. E no final, passar em algum bar ou participar nas intermináveis reuniões de esquerda, com suas longas análises de conjuntura. Viva a Democracia!
"Intimidade e Confissões na literatura feminina", com a participação de minha querida escritora Renata Belmonte. Se a mesa já de peso, imaginem ainda com a presença de Renata? Farei de tudo para estar lá. E convido os leitores deste blog para também estarem lá
Vestígios Poéticos e Existenciais de Renata Belmonte
Ricardo Vidal*
Uma cama. Um vestido. Um livro. Três indícios de um sonho. Três flagrantes de uma vida. Três momentos que resumem os questionamentos da personagem-título de “Vestígios da Senhorita B”, o mais recente livro lançado por escritora Renata Belmonte pela coleção “Cartas Bahianas”. Mas quem será a misteriosa senhorita B, do qual se lê vestígios de poesia e existência?
As 50 páginas do livro dentro da capa em formato de envelope contam a história da protagonista, conhecida apenas pelas letras “R” e “B”. A narrativa não-linear apresenta três capítulos soltos, em que a autora mergulha poeticamente na alma da personagem, devassando suas angustias e a dialética de amadurecimento, ao contrapor a busca pela afirmação da sua existência com a realidade cotidiana e prática.
A história é narrada em primeira pessoa, o que leva a uma dúvida: seria a Senhorita B a própria Renata Belmonte? As letras que a identificam são as mesmas que compõe as iniciais da autora. A história também parece indicar flagrantes reais da vida da própria autora, tornando a obra numa espécie de ficção autobiográfica. Mas o livro vai mais além deste exercício. Os três instantâneos da vida da personagem conduzem o leitor pelos labirintos da existência humana e lança luz sobre questões mais profundas como solidão, sentimento de culpa e a busca da identidade. Renata Belmonte parecer retomar um pouco a questão de Jean Paul Sartre, de que a existência precede a essência: o ser humano é jogado na vida e depois molda sua personalidade ao longo de sua vida. E uma personalidade sensível como é a Senhorita B sabe que esta tarefa é difícil: há a dialética da vida, com seus meandros e armadilhas, com suas contradições que não admite conceitos absolutos. Pelo contrário, o ser humano aparece mesclado, onde anjos e demônios convivem numa mesma pessoa confusa. Assim, numa noite de São João perdida na infância, B experimenta a inocente crueldade infantil misturada com um sentimento de culpa. O amor não chegará puro na noite de debutante – deixará uma mácula para o resto da vida. Diante destes fatos que a senhorita B se constrói como ser humano, a “mulier sapiens” que reflete sobre suas fragilidades e ainda assim não deixa de sonhar – mesmo que o sonho seja efêmero.
Mas a construção da identidade como mulher se dá em meio a tormentas. E este turbilhão de lembranças se reflete nas curvas no texto – este reinventa as palavras e redireciona a sintaxe, fazendo que o mesmo ganhe ares de poema em prosa – como se pode observar nas palavras iniciais do livro “Com a mala cheia de insultos, ela guardouas dores do mundo e vestiu um poema barato”. E os capítulos, apesar de seguirem uma ordem cronológica clara (infância, 15 anos, início da juventude), estão soltos, como se contos fossem (o que não seria estranho, considerando que os dois livros anteriores de Renata são de contos). Pode-se lê-lo fora da ordem, e ainda assim o resultado final é o mosaico do amadurecimento de B. Mosaico que se fecha com blog e no curta-metragem homônimos.
“Vestígios da Senhorita B” é um livro cativante, poético e experimental que retrata a busca poética e existencial de uma jovem na busca de seu lugar no mundo. É a mesma busca que todos nós, seres humanos, fazemos e que também deixamos vestígios neste longo estradar da vida e que nunca se sabe a que destina…
O Castelo do Bardo, no Reino do Jambom, está vazio. Sua torre de Menagem está sem alma, sem livros voando entre prateleiras, nem passos noturnos de um pensador. Onde está R Vidal? Ele viajou para a Bienal Nacional de Livros e depois tomou um navio, um cruzeiro pelas nuvens. AnaC foi vista em seus braços, dizem as gaivotas que enviam este avigrama. Estaria a visitar sua prima Rosa Ana, Duquesa das Rías de Vigo? Não se sabe... A única certeza é que o castelo ainda é a residência do Bardo Celta. ***************** Na ficção da vida civil, meu novo trabalho está me ocupando o tempo. Responsabilidade. Nos raros momentos, um novo post twittado...