Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Surreal Delirio

Surreal Delírio

Valença, 23 de julho de 1996

Estive onde a música 
Cai como tempestade de estrelas, 
Mas a beleza de teu esculpido desejo 
Dentre serras e beijos, 
Fadas e coqueiros tragava-me 
.                                  em alegria, 
Quão fecundo era o teu amor! 
Nossos amor, paixão, carne doce 
Se resvalando no altar em que nossas juras 
Fingem-se um Vento burlando 
As faces róseas das gazetas em flor, 
Num triste bailado nas campinas púrpuras. 
Vagas luminosas, Teares acesos pela chama 
Do General Ludd em nova Roma da Modernidade. 
Beijos de patos dentre brigas de gansos , 
Cores de formas de luares do teu 
.                          rosto 
.                         quente 
.                              e 
.                           vago… 
Vestimenta de Arte, 
Armorial neerlandês a explodiam como cerejas 
E Fogos Chineses de um sombra na trevas, 
Amarga e solitária. 

……………………………………………………………

Uma árvore verde, 
Teu nome esculpido a sangue 
Relembra a mísera dama 
Que do leito do Mondego 
Foi encontrar a eternidade no palácio do Rei. 
Teu rosto pintado à lágrimas 
De uma aquarela invisível e muda. 
Meus versos cheiravam a mel, 
Claro e viscosos. Vivo.  
Mel doce como Visões dardejantes 
E almas alegres a bailar, 
A bailar pelo azul horizonte esmeraldino. 
Dançando uma música insana, 
No qual uma orquestra de cigarras, desafinada – longe 
Muito e longe que só um pulsar quase mudo chega 
–Abraços de anos-luz pelo vazio cósmico do universo– 
Embala violinos de guerra 
Com explosões monótonas… 
São os Sois de um novo Waterloo, 
O Amanhecer nas Costas da Normandia 1944. 

Sobre um Goethe suicida clama Santiago (o pastor–alquimista): 
“Às Pirâmides do Egito!” “Quatro Séculos de trevas e luz”
Vinte mil léguas submarinas de distância 
Separam a América de suaa Felicidade, 
E Cinco Milhões de Dólares: O Homem, de seu espírito. 

E um raio de sol encantado 
Refrata–se em um sorriso louco. Enigmático. 

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Elétron–volts de poesia pós–moderna. 
Força magna de crateras 
Mortas de um vulcão corso. 
E as vozes escarlates de sapos 
Que, nas charnecas, nas penumbras, 
Pergunta por ti, Ó velho Ossian – o precito, 
O Anunciador da Renascença 
Em que os antigos heróis voltam das tumbas 
E digladiam pela ancestral Ilha escondidas nas Brumas, 
  … Avalon! Avalon do Estandarte do Dragão! 
  Avalon dos Druidas e da Senhora do Lago!… 

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Uma mão flana na multidão de versos, 
Escritos nos Abismos da Loucura e do Oceano. 
São versos azuis como o Sol, 
Doces como Baudelaire, 
Macios como a frigidez dos nórdicos, 
Gráficos como as invenções da Arcádia
Estranhos como sonetos 
Arquitetados no Bauhaus de Weimar. 

Vogando pelo gelo do Volga, 
A velha Guarda aguarda 
A volta do relógio e da Esfinge.

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E a música, subindo, 
                    subindo,  
Sublimado pelo êxtase da essência humana, 
Carrega aos píncaros do Ipiranga 
O clarão mórbido das batalhas 
 sobre uma negra mortalha, 
   A Fênix renasce 
    … E VOA, 
                    ALTO, 
Alto como a alma humana 
Até sobrepujar a sombra da lua 
e voltar, 
.   descer suave, 
E repousar nas páginas 
.                    de um poema,  
E esquecendo as vertigens da poesia 
Selvática e estridentes, relaxa os olhos
Para dormir o sono sossegado dos justos 
E das criancinhas inocentes e ingênuas..

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Pequena Balada Boemia

Pequena Balada Boêmia
(Estação Poesia II)

Valença, 01º de agosto de 2013 (01h25)

De todos os sonhos, 
         Eu quero a verdade.
De todos as verdades, 
         Eu quero a dúvida.
De todos as dúvidas, 
         Eu quero a estrela.
E com as estrelas
         Eu destruirei a mediocridade.
Sonhos e estrelas, treze desejos
         Inauguro sobre o rio Una,
A magia nobre dos bardos 
         E das ninfas.
E eu fecundo como um Sátiro
         Feliz e jovem
As ilusões que inauguram 
         Auroras e Utopias.
Nessa estações de sabores e poesia
         Eu cravo minha bandeira
E com as dúvidas eu edifico
         Todas as verdades
Que trazem na alma a Valencianidade
         Dos poetas e boêmios.
Nessa estação de poesias e temperos,
         Dentre Mojitos e Sorriso.
Escrevo meus versos e verdades
         A conduzir-me dentre ritmos
Até os píncaros da eternidade...

Biblioteca do Bardo Celta (Leituras recomendadas)

  • Revista Iararana
  • Valenciando (antologia)
  • Valença: dos primódios a contemporaneidade (Edgard Oliveira)
  • A Sombra da Guerra (Augusto César Moutinho)
  • Coração na Boca (Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo)
  • Pelo Amor... Pela Vida! (Mustafá Rosemberg de Souza)
  • Veredas do Amor (Ângelo Paraíso Martins)
  • Tinharé (Oscar Pinheiro)
  • Da Natureza e Limites do Poder Moderador (Conselheiro Zacarias de Gois e Vasconcelos)
  • Outras Moradas (Antologia)
  • Lunaris (Carlos Ribeiro)
  • Códigos do Silêncio (José Inácio V. de Melo)
  • Decifração de Abismos (José Inácio V. de Melo)
  • Microafetos (Wladimir Cazé)
  • Textorama (Patrick Brock)
  • Cantar de Mio Cid (Anônimo)
  • Fausto (Goëthe)
  • Sofrimentos do Jovem Werther (Goëthe)
  • Bhagavad Gita (Anônimo)
  • Mensagem (Fernando Pessoa)
  • Noite na Taverna/Macário (Álvares de Azevedo)
  • A Casa do Incesto (Anaïs Nin)
  • Delta de Vênus (Anaïs Nin)
  • Uma Espiã na Casa do Amor (Anaïs Nin)
  • Henry & June (Anaïs Nin)
  • Fire (Anaïs Nin)
  • Rubáiyát (Omar Khayyam)
  • 20.000 Léguas Submarinas (Jules Verne)
  • A Volta ao Mundo em 80 Dias (Jules Verne)
  • Manifesto Comunista (Marx & Engels)
  • Assim Falou Zaratustra (Nietzsche)
  • O Anticristo (Nietzsche)