Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Absynthum

Absynthum
Salvador, 25 de fevereiro de 2002
Teu aroma doce, verde esmeralda rico,
É o convite a orgia.
Teus lábios inebriantes, de quente hálito
São o fogo dos deuses.
São o jogo mortal do prazer e da carne
E do silêncio, onde
O fetiche demoníaco das almas
Inflama a mente, queimando os olhos:
Ilusões tecendo a doce poesia trágica,
Mágica da verde estrela absinto…

Cântico de Amor de um Ausente

Cântico de Amor de um Ausente
Valença, 05 de fevereiro de 1996
Ao meu amor serei fiel e atento,
Guarda-lo-ei preso em meu coração.
Tê-lo-ei vivo n’alegria e no tormento,
Tu és minha eterna emoção.
***
Viva e ardente será a tua lembrança,
Que mesmo distante, se faz presente.
Mantenho cálida e acesa a esperança
De não ti ser mais ausente.
***
Assim, quando maior for a saudade,
Mais viva e forte é a minha fidelidade,
Amada Valença, querida cidade.

Entardecer no Inverno

Entardecer no Inverno
(Menção Especial Bahia, Concurso Iararana de Poesia 2001)

Salvador, 26 de novembro de 1997

As folhas bailam no ar
Ao beijo do vento gélido.
O Frio das revoadas
De sonhos e Saudades
Ventam nas planícies
Como auroras polares.

São flores do outono,
São sombras do luar,
Brumas de um lago,
Beijos castos de neves
De um crepúsculo
no
inverno.

Elegia ao Deus Pã

Elegia ao Deus Pã
Salvador, 04 de abril de 2000

"………Bosques, desencantai-vos…
Fontes do ermo, chorai que é morto o Grande Pã!…
"
A Morte de Pã - Manuel Bandeira
Quando as hostes celestes, nos céus da Palestina
Cantaram o advento do Cristo Nazareno;
Um grande gemido ouviu-se lá no porto d’Athenas.
O grão deus , senhor d’Arcádia, estava morto!
***
As belezas que existiam na nobre Antiguidade,
Os vários sonhos doirados do velho paganismo,
A poesia e a arte dos helenos e dos romanos,
Tudo acabou! Cristo nasceu, porém está morto!
***
Morreram todas as hamadríadas e os faunos,
Morreu a Alegria e toda a potência do Viver.
A Terra, em profusão chora: O deus está morto!
***
Florestas de cruzes e imensas catedrais brotam
Na terra como sementes boas e fecundas.
Entretanto, o grande Deus, O Rei está morto!

Canto para Avalon

Canto para Avalon
Menção Especial Bahia, Concurso Iararana de Poesia 2001


Salvador, 22 de janeiro de 2000

Uma ilha esquecida nas brumas,
Um paraíso perdido no lago.
Lá gostaria de morar

Uma ilha misteriosa e encantada,
Uma ilha governada por fadas.
Lá gostaria de ficar.

Uma ilha de sonhos e segurança;
Eterno repouso do sangue ancestral.
Lá gostaria de viver.

Ilha secreta de eterna música,
Terra dos celtas e das magias - Avalon!
Lá onde irei morrer.

Cântico dos Lírios

Cântico dos Lírios
(Menção Especial Bahia, Concurso Iararana de Poesia 2001)

Valença, 26 de agosto de 1996


Se tu não fosses de meu irmão,
Um buquê de lírios colhidos do coração
A ti ofertaria;
Mas a agonia
Que me maltrata e devora
Minha mais doce e bela aurora,
Desfaz minha alma em prantos
Pequenos e amargos cantos.

Os Lírios, então dormem escondidos
Numa estufa de opacos e finos vidros.
Os campos,
Em prantos
Secam em triste e amarga solidão
Pelos solitários lírios do coração.
Jazendo em ênea torre, perdendo o brilho,
Eis que sufocados ficam os teus lírios,
Lírios que sofrem pelo teu amor,
Entorpecendo-me em medo e dor.

Vaqueiro das Palavras no Sertão sem Fim

Vaqueiro das Palavras no Sertão sem Fim
Ao colega José Inácio Vieira de Mello
Salvador, 24 de setembro de 2002
Poeta, tu trazes em teus versos
O sabor solar do sertão sem fim,
Como o vaqueiro que conduz
Suas reses morro abaixo.
De cada torrão de terra,
De cada flor de mandacaru,
Tua poesia brota como água rara, água fresca
Que reascende o verde
No sertão árido das palavras.
***
Legítimo descendente da viola cabocla,
F ilho e irmãos dos cordéis,
Corre em teu estro a força
Das toadas da caatinga.
Tu carregas para a cidade à beira mar
O Sol nacarado do pastor
De nuvens e canções.
***
Poeta, traga as chaves dos Códigos do Silêncio
E nos mostre os poemas que habitam
Na lama e no coração.
Decifre-nos os abismos do espelhomem,
mulherva-doce.
Vai, vaqueiro das palavras, vai.
Vai e siga pelas veredas literárias
Do doce sertão de rabiscos sem fim,
E colha o poente escarlate do sucesso.

domingo, 16 de outubro de 2005

Prefácio do Blog

"Estrela da noite nascente, (...), ergues a tua cabeça fulgurante sobre a nuvem e caminhas majestosa ao longo da colina. Que estás a ver na charneca? "
Ossian, in Werther - Goethe
"- Não haverá mais tempo
apenas a poesia:
Mãe e Manhã"
Espelhomem - José Inácio Vieira de Melo
Caros Amigos e Queridas Amigas:
Meus conhecidos sabem que tenho uma relação ambígüa quanto a tecnologia: da mesma forma que me mostro refratário a certos tecnomodismos como telefone celular e câmara digital (ainda prefiro minha velha máquina fotográfica analógica) eu também adiro a outros, como o Orkut e a próprio ambiente comunicacional da internet. Falo disso pois era estranho que um aspirante a escritor como eu ainda não tinha organizado um blog. Bem, a muito que eu já sabia disso e, até por conta dos trabalhos da Faculdade de Comunicação da UFBA eu tentei organizar um em 2001. Não deu certo, abandonei-o - até porque o site Usina de Letras pareceu-me mais interessante como veículo de divulgação de textos.
Agora, já como estudante de Letras / Inglês da UNEB-Salvador, retomo ao Blogger, dando mais um passo na minha carreira literária. Sinto-me mais maduro no meus escritos, a próprio peso de já ter uma livro impresso e participar de antologias já me permite ver a literatura com outros olhos e dá-me mais segurança em tentar outros meios e outras linguagens. Então abro este weblog, com o mesmo título de meu livro de poemas, para divulgar meus textos.
Bem, era isso que eu teria para dizer neste prefácio. Espero não decepcionar meus leitores e seja o Deus quiser...
Ricardo Vidal
Salvador, 17 de outubro de 2005

Biblioteca do Bardo Celta (Leituras recomendadas)

  • Revista Iararana
  • Valenciando (antologia)
  • Valença: dos primódios a contemporaneidade (Edgard Oliveira)
  • A Sombra da Guerra (Augusto César Moutinho)
  • Coração na Boca (Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo)
  • Pelo Amor... Pela Vida! (Mustafá Rosemberg de Souza)
  • Veredas do Amor (Ângelo Paraíso Martins)
  • Tinharé (Oscar Pinheiro)
  • Da Natureza e Limites do Poder Moderador (Conselheiro Zacarias de Gois e Vasconcelos)
  • Outras Moradas (Antologia)
  • Lunaris (Carlos Ribeiro)
  • Códigos do Silêncio (José Inácio V. de Melo)
  • Decifração de Abismos (José Inácio V. de Melo)
  • Microafetos (Wladimir Cazé)
  • Textorama (Patrick Brock)
  • Cantar de Mio Cid (Anônimo)
  • Fausto (Goëthe)
  • Sofrimentos do Jovem Werther (Goëthe)
  • Bhagavad Gita (Anônimo)
  • Mensagem (Fernando Pessoa)
  • Noite na Taverna/Macário (Álvares de Azevedo)
  • A Casa do Incesto (Anaïs Nin)
  • Delta de Vênus (Anaïs Nin)
  • Uma Espiã na Casa do Amor (Anaïs Nin)
  • Henry & June (Anaïs Nin)
  • Fire (Anaïs Nin)
  • Rubáiyát (Omar Khayyam)
  • 20.000 Léguas Submarinas (Jules Verne)
  • A Volta ao Mundo em 80 Dias (Jules Verne)
  • Manifesto Comunista (Marx & Engels)
  • Assim Falou Zaratustra (Nietzsche)
  • O Anticristo (Nietzsche)