Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

terça-feira, 15 de março de 2016

Balada do Condor Baiano

Balada do Condor Baiano
(para Antônio Frederico de Castro Alves​)

Salvador; 08 de março de 2016 (23h24)

Castro Alves del Brasil, tú para quién cantaste?
Para la flor cantaste? Para el agua
cuya hermosura dice palabras a las piedras?
 (……………………………………)
-Canté para los esclavos, ellos sobre los barcos
como el racimo oscuro del árbol de la ira
viajaron, y en el puerto se desangró el navío
dejándonos el peso de una sangre robada.
(……………………………………)
-Cada rosa tenía un muerto en sus raíces.
La luz, la noche, el cielo se cubrían de llanto,
los ojos se apartaban de las manos heridas
y era mi voz la única que llenaba el silencio.
Castro Alves del Brasil – Pablo Neruda

Castro Alves (sem ser casto, mas gigante),
Para quem cantaste teus poemas?
Não foram apenas os olhos de Moema
Ou para relembrar do canto da ema.
Tua sombra se projeta bem distante.
Pequenino que mirava o horizonte,
Sabia que arte vinha de outra fonte,
Era da mesma têmpera de Anacreonte.

Dos sertões agrestes de Curralinho
Levantou voo jovem baiano condor.
Abriu as asas em máximo esplendor
De poeta audaz, altaneiro cantor.
E com seus cabelos em desalinho,
Aos colegas de farra, ele assombrava,
Às moçoilas em flor, ele encantava,
A todos os desmandos, ele denunciava.

Tua voz era o ribombar do trovão,
Refletia os sonhos da juventude.
Era voz da desgraçada negritude,
Sem perder estro, arte e virtude.
Era lava bruta de fogoso vulcão
Que acendia a chama republicana,
Sem s’esquecer dos beijos da baiana
Ou perder a doçura sul-americana.

Ah, Castro Alves, excelso poeta!
Com mão cheia poemas tu semeaste
Como sementes de firmes hastes
A vencer séculos e tempestades.
Tua aura de tribuno, boêmio e esteta
Já venceu a implacável eternidade.
E se hoje nos reunimos com saudade,
É pra celebrar suas nobres qualidades.

Evoê, Condor Castro Alves, Evoê!
Emocione como emocionou Neruda!
Emocione como quem, da pedra bruta
Tirou as mais belas flores do amarelo ipê.

quarta-feira, 2 de março de 2016

terça-feira, 1 de março de 2016

Soneto da Sereia de Botero

Soneto da Sereia de Botero

Baía de Todos os Santos (F/B Maria Bethânia); 1º de março de 2016 (18h51)

A beleza dos gestos, tentação final
Beiços carnudos rubros sem nada que sobre,
Agitados quadris loucura sem igual

Mulher - Mustafá Rosemberg

Sob a luz noturna do farol escarlate,
      Surge do mar uma sereia renascentista.
            Seios ebúrneos e doces, face de ametista,
                  Que enfeitiçava a todos: marujos e vates.

                  Reclinada como deusa no velho quebra-mar,
            Cantava cavatinas, canções e delírios,
      Sua voz trazia o olor mágico dos lírios
Nascidos nas ondas de um novo cantar.

Ah, sereia, de um sonho de Botero, nascida!
            Como não desejar seus primores luxuriosos?
Como não se apaixonar por essa fofa beldade?

            Surge assim, como uma ninfa oferecida,
Para saciar do poeta os sonetos gozosos
            A serem escritos com prazer e suavidade.

P:.

Biblioteca do Bardo Celta (Leituras recomendadas)

  • Revista Iararana
  • Valenciando (antologia)
  • Valença: dos primódios a contemporaneidade (Edgard Oliveira)
  • A Sombra da Guerra (Augusto César Moutinho)
  • Coração na Boca (Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo)
  • Pelo Amor... Pela Vida! (Mustafá Rosemberg de Souza)
  • Veredas do Amor (Ângelo Paraíso Martins)
  • Tinharé (Oscar Pinheiro)
  • Da Natureza e Limites do Poder Moderador (Conselheiro Zacarias de Gois e Vasconcelos)
  • Outras Moradas (Antologia)
  • Lunaris (Carlos Ribeiro)
  • Códigos do Silêncio (José Inácio V. de Melo)
  • Decifração de Abismos (José Inácio V. de Melo)
  • Microafetos (Wladimir Cazé)
  • Textorama (Patrick Brock)
  • Cantar de Mio Cid (Anônimo)
  • Fausto (Goëthe)
  • Sofrimentos do Jovem Werther (Goëthe)
  • Bhagavad Gita (Anônimo)
  • Mensagem (Fernando Pessoa)
  • Noite na Taverna/Macário (Álvares de Azevedo)
  • A Casa do Incesto (Anaïs Nin)
  • Delta de Vênus (Anaïs Nin)
  • Uma Espiã na Casa do Amor (Anaïs Nin)
  • Henry & June (Anaïs Nin)
  • Fire (Anaïs Nin)
  • Rubáiyát (Omar Khayyam)
  • 20.000 Léguas Submarinas (Jules Verne)
  • A Volta ao Mundo em 80 Dias (Jules Verne)
  • Manifesto Comunista (Marx & Engels)
  • Assim Falou Zaratustra (Nietzsche)
  • O Anticristo (Nietzsche)