Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

domingo, 29 de abril de 2007

The Sea and the Lighthouse

The Sea and the Lighthouse
(Dedicated to Misses Janaína Weissheimer)

Salvador; February, 23th 2006 (02h54 AM)

The waves embrace luxuriously the crag
While the lighthouse look out the distance.
Giant of rocks and electricity, Immortal guard
Of storms, darkness, winds and tides,
The lighthouse shines.

Mermaids and tritons light the dream in waves
And stars on the horizon talk with the lighthouse.
The fishes, phlegmatic, drift in the sea ways.
The dew and the sea were the same tear,
The waves are sleeping.

The sea — the Nature created it liquid. And liquid,
Mother and cradle it was of all living creatures
The lighthouse was built solid by engineers
To protection of all ships, tides and fishes.
But they love themselves.

The lighthouse kisses the sea with its light
And the sea caresses the lighthouse with the waves.
The lighthouse was the security of the of the sea,
The sea was the life’s reason of the lighthouse,
Because they became just one.

* * * * * * * * *

So it is the life and the love in the Nature,
When a soul found another different soul.
Thesis and antithesis, both build together,
Dialectally a new and harmonious existence,
In perfect synthesis.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Reflexões sobre as Estrelas - um texto de 1994

Reflexões sobre as Estrelas

23 de agosto de 1994 (22:00h)

Contemplo admirado a uma estrela no firmamento. Engraçada ela piscando, suavemente, como se sua vida fosse só este bailado.

E nesta contemplação dos mistérios da natureza, nesta constelação de milagres e fantasias, o que eu vejo?

Um olho distante chorando, Um coração pulsando de amor, Um grito de protesto e luta, Flores argênteas no céu, Pingo de tinta esquecido por Deus, A luz de uma inspiração, O Riso celeste de algum anjo, O nome de minha amada…

E, enquanto uma torrente de metáforas vertiam caudalosas como o rio Amazonas, surgia, quase que no relâmpago fugidio, fulge — talvez — a mais singular da idéias: O que eu na verdade via era… um estrela com um planeta orbitando em volta, habitados por seres vivos dotados de algo com um que de inteligente e que, neste exato momento, alguém sonhador que também estivesse filosofando e, quiçá com pensamentos similares, observando, dentre as miríades de astros, estaria contemplando um ponto distante que nós humanos chamamos SOL.

Juventude Perdida - Crônica

Juventude Perdida

Salvador, 29 de agosto de 2003

O dia acorda cinza e melancólica, enquanto o mar verde–prateado saúda as últimas estrelas boêmias que teimam em ficar no céu. Na vitrola, o disco toca alucinadamente The Mamas & The Papas: California Dreamin’, Monday Monday, Creeque Alley. Eu estou sentado em minha mesa, em frente à janela. Na mesa estão as fotos da turma, quando éramos jovens.

Sei que quando jovens, nós sonhamos mudar o mundo. Sonhamos uma vida repleta de amor. Sonhamos o sucesso. Sonhamos sermos nós mesmos. Éramos os senhores do tempo e das tempestades. Cabelos revoltos, músicas no ar, calças jeans e computadores eram nossas armas. A estrela vermelha e a paixão eram nossos emblemas. A noite e a farra eram o nosso ambiente

Mas a fantasia não poderia ser para sempre. A cada ano que passava, novas demandas mudavam nossos planos. Os cabelos já não ficavam revoltos e não vestíamos mais calças jeans. Os músicos precisavam concluir o curso de arquitetura e os poetas estavam trabalhando como escriturários nos bancos. O dinheiro que financiava nossas noitadas fora desviados para as contas do fogão e da geladeira. A turma, nós não mais nos reunimos, pois tem que bater o ponto com as esposas, após sermos libertadas dos grilhões do escritório.
E todos os dias, então, as manhãs passam a nascer cinza e melancólica e a turma, a turma é só mais uma fotografia na mesa.

A vida é assim: A juventude sonhar em dominar o tempo. E o Tempo vence e soterra a juventude.

Tsunami - Poetrix

Salvador, 02 de setembro de 2005.

Tsunami
Teus olhos de ressaca e de menina
Arrebataram meu ser poético
E afogaram-me no teu orgasmo de felina.

De Repente - Poetrix

Salvador, 02 de setembro de 2005.
De Repente
Numa noite limpa e estrelada,
A Lua acordou maravilhada
Para ouvir nas matas o Silêncio.

Cenas Urbanas - Poetrix

Cenas Urbanas

Salvador, 02 de setembro de 2005.

Cena Urbana I
Um barulho suspeito lá fora.
Medo. Seria um assaltante?
Um bêbado passa na rua, delirante.…

Cena Urbana II
Nos semáforos, crianças
Brincam seriamente com malabares,
Malabaristas precoces da miséria.

Cena Urbana III
Na metrópole ensandecida,
As pessoas correm, como suicidas,
Para ganhar (perder) a vida.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Sete Doces Tentações Vidalianas

Sete Doces Tentações Vidalianas

Salvador, 10 de abril de 2007 (03h13)

Ontem à noite, eu entrei em epifania: Se não houve bastado a conversa com Profa. Sônia sobre a peça “Sonhos de Uma Noite de Verão” e as relações com as fogueiras de Beltane, Mitologia e Goethe, fui comer o ovo de páscoa caseiro que meu irmão caçula fizera (inclusive com capa em papel verde, minha cor predileta). Para entrar bem no clima, aproveitei pra assistir o filme “Chocolate”. Existe coisa melhor do que comer chocolate enquanto Juliette Binoche e Lena Olin fazem iguarias? Ver a atuação de Johnny Depp no cinema? E qual tal chocolate caseiro recheado com torrone?

Nisso eu deixei minha mente divagando: que outras tentações doces poderiam existir na vida? Então me lembrei dos grandes vinhos (como os Riesling alsacianos, os vinhos libaneses do Vale do Bekaa ou os Tokaji húngaros), nos perfumes, nos poemas que eu li e me encantei, nas melodias eternas dos mestres cantores. Foi como se o templo baudelllairiano de correspondências houve aberto suas portas e um turbilhão proustiano fosse detonado com os pedaços de chocolate que iam se derretendo na minha boca.

Bem, alguém poderia imaginar que isso deveria inspirar um poema, uma canção ou uma crônica. Mas me limitei a fazer uma lista de minhas tentações. Lista particular e como sempre, nunca definitiva e sujeita a controvérsias. Mas fica como uma lembrança deste ovo de páscoa. E quem quiser, faça sua lista pessoal de tentações… A minha é esta que segue:

01) Beber uma garrafa de vinho Oporto vintage numa tarde de outono, enquanto ler uma página de Nietzsche, Baudellaire, Rimbaud, Castro Alves, Maiakóvsky, Manuel Bandeira, Vinícus de Moraes, Fernando Pessoa(s) e Goethe.

02) Comer chocolate caseiro enquanto assiste o filme “Chocolate” – especialmente as cenas de Lena Olin e Juliette Binoche na cozinha, preparando iguarias com cacau.

03) Ver Sharon Stone cruzando as pernas em “Instinto Selvagem”, O strip-tease e as cenas picantes de Kim Basinger em “09 ½ Semanas de Amor”, A sessão de fotos de Sabina (Lena Olin) em “A Insustentável Leveza do Ser” e as aulas de literatura em “Sociedade dos Poetas Mortos”.

04) Comer a pizza Toscana, tamanho família, da Pizzaria Casa Verde em Valença. É um poema em massa esta pizza! Ou então, Casquinha de Siri Gratinada no kiosk 'Águas de Março' na Orla do Rio Una, bebendo "estalazóio"...

05) Ouvir Heitor Villa-Lobos (especialmente os choros e as bachianas), Johan Sebastian Bach, Piotr Tchaikovsky (escolhrias as suítes dos balés), a ópera “La Bohemè” de Puccini, Thelonius Monk, Edith Piaf, Madredeus e/ou Bossa Nova numa tarde de outono, bebendo vinho e lendo poemas.

06) Passear de calça jeans, casaco moleton e boina de veludo na orla marítima, numa tarde de outono nublada, fria e de ventos fortes, observando a ressaca do mar.

07) Fazer amor luxuriosamente sob o luar e depois dormir agarradinho num quarto perfumado de incenso de jasmim e com a chuva caindo lá fora. O fulgor dos relâmpagos é opcional.

(Acrescento mais esta oitava tentação: participar dos ritos pagãos da fogueira de Beltane – seria uma forma de resumir as sete tentações anteriores).

Coluna Lemos & Relemos - Ricardo Vidal

Coluna Lemos & Relemos - Jornal Valença Agora nº100

RICARDO VIDAL

A Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos, organizada pela editora carioca Câmara Brasileira de Jovens escritores conta agora com a participação do confrade valenciano RICARDO VIDAL, que incluiu o seu premiado poema “O Beijo”. A antologia faz parte de uma série de livros que tem objetivo em divulgar novos talentos do Brasil. Residindo em Salvador, RICARDO VIDAL estuda atualmente Letras-Inglês na Uneb. Com a publicação do seu rebento, intitulado “Estrelas no Lago” e com diversos prêmios na literatura, RICARDO VIDAL faz sua estréia nacional em grande estilo e faltando pouco para ingressar no mercado internacional. Talento é o que não falta ao poeta valenciano.

Fonte: http://www.ounet.com.br/noticias/mais/jornais/va/100/pg22.html

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Poetisa

Poetisa

Salvador, 05 de abril de 2007 - 02h51 AM


No meio da conferência
Sobre autoria feminina,
O fã – muito admirado –
Corou-a com o brado:
Minha Poeta Menina!”.

A homenageada – corada ­–
Dissimulou com um sorriso
A dúvida atroz que então surgia:
Desconheço eu o que seja anatomia
Ou ‘poetisa’ é palavra em extinção?
”.

Biblioteca do Bardo Celta (Leituras recomendadas)

  • Revista Iararana
  • Valenciando (antologia)
  • Valença: dos primódios a contemporaneidade (Edgard Oliveira)
  • A Sombra da Guerra (Augusto César Moutinho)
  • Coração na Boca (Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo)
  • Pelo Amor... Pela Vida! (Mustafá Rosemberg de Souza)
  • Veredas do Amor (Ângelo Paraíso Martins)
  • Tinharé (Oscar Pinheiro)
  • Da Natureza e Limites do Poder Moderador (Conselheiro Zacarias de Gois e Vasconcelos)
  • Outras Moradas (Antologia)
  • Lunaris (Carlos Ribeiro)
  • Códigos do Silêncio (José Inácio V. de Melo)
  • Decifração de Abismos (José Inácio V. de Melo)
  • Microafetos (Wladimir Cazé)
  • Textorama (Patrick Brock)
  • Cantar de Mio Cid (Anônimo)
  • Fausto (Goëthe)
  • Sofrimentos do Jovem Werther (Goëthe)
  • Bhagavad Gita (Anônimo)
  • Mensagem (Fernando Pessoa)
  • Noite na Taverna/Macário (Álvares de Azevedo)
  • A Casa do Incesto (Anaïs Nin)
  • Delta de Vênus (Anaïs Nin)
  • Uma Espiã na Casa do Amor (Anaïs Nin)
  • Henry & June (Anaïs Nin)
  • Fire (Anaïs Nin)
  • Rubáiyát (Omar Khayyam)
  • 20.000 Léguas Submarinas (Jules Verne)
  • A Volta ao Mundo em 80 Dias (Jules Verne)
  • Manifesto Comunista (Marx & Engels)
  • Assim Falou Zaratustra (Nietzsche)
  • O Anticristo (Nietzsche)