Referências
Sua Majestade, O Bardo
- José Ricardo da Hora Vidal
- Valença, Bahia, Brazil
- Escritor, autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Graduado em Letras/Inglês pela UNEB Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."
domingo, 6 de novembro de 2011
Os fabliaux de H Hilst
Referências
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Os (diversos) nomes de Eros
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Último Suspiro
Último Suspiro
Salvador, 04 de setembro de 2000
Deitada na laje fria de mármore,
Teus seios brilhavam a luz do luar.
E tuas formas seminuas, lânguidas,
Resvalam pelos mantos de cetim.
De teu torso níveo, tua tez macia,
Entrevia uma seara fremente
No qual a Vida ainda vegetava
Em luxuriosos desejos e amores.
Teu hálito de canela rescindia
Enquanto meus lábios juntavam-se
Aos teus em um beijo funéreo.
Pouco depois, o teu corpo arfava
Em pecaminosos espasmos e gozos
Que lhe sugavam u’a última gota vital.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Paz na cama (de quem ama)

PAZ NA CAMA (DE QUEM AMA)
A paz na cama
Após este desejo
Que inflama
O pudor e o pejo
É luz diáfana
Que desce o Tejo
Até o Sol de Pindorama .
E assim, sem nexo,
Estico meu corpo
E procuro seu sexo,
Encantos e seu léxico
Feminino, quente , louco.
Prazer e emoção do amplexo
Que antecede o gozo.
Renasce o fogo que ama
Na paz do nosso retiro.
E a lassidão encanta
Meus mornos suspiros;
A languidez de nossa manta
Cobre o sossego que prefiro
Quando desce a paz em nossa cama.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Drummondiana

Drummondiana
Valença, 01º de março de 2000
Depois do amor, sonhar!
E sonhando, indo pelas nuvens… amar!
Mas amar não dois corpos
Numa cama mecânica de cobre,
. Mecânicos gestos,
. Mecânico falar,
. Mecânico gozo.
É AMAR –sentido vulcões–
Tocar orquestras de trovões,
Aspirar à suavidade do mel;
Galgar a profundidade do éter,
Ouvir as doces fragrâncias do azul.
Pele a pele, boca a boca;
Quero unir em um abraço cósmico
O aleph e o ômega de teu corpo
Em espasmos de prazer,
E glórias profundas,
E coloridos orgasmos de jasmins.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Farol do Desejo (Aquele Beijo...)


Farol do Desejo (Aquele Beijo...)
http://www.camarabrasileira.com/sens08-025.htm
Foi numa noite de chuva
Que beijei teus lábios úmidos.
Tu estavas tímida, e timidamente,
Desabrochavas tua feminilidade em nosso ninho.
As gotas de chuva, lá fora, entoavam
Uma sinfonia em cada pétala
De rosa que elas beijavam.
E o beijos que tu me davas,
E o calor das taças de vinho,
E o silêncio confidente da lareira
E o fogo de teu corpo fremente
Incendiava irreversivelmente meu corpo,
Conduzindo minha língua
Pelo teu umbigo macio,
Pelos teus lábios maternais,
Pelos teus seios luminosos,
Pelo teu pescoço ebúrneo
Até chegar a tua face e boca marota.
Nossos corpos nus entraram em curto-circuito
E atingimos a comunhão
Dos corpos e dos orgasmos.
E em nossos lábios,
Recindia a saudade daquele primeiro beijo.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
In Taberna

In Taberna
29 de julho de 1996
A dream that was not at all a dream
Darkness - Lord Byron.
— Passava lá fora, a chuva caía a cântaros, a tempestade era medonha, entrei. Boa noite, senhores! Se houver mais uma taça na vossa mesa, enchei-a até às bordas e beberei convosco
Bertram - Álvares de Azevedo.
O vinho faz do poeta um príncipe e do príncipe um poeta
Verso árabe citado em Macário - Álvares de Azevedo.
(Prólogo - Fala do Autor)
(Estava chovendo cântaros rubros,
Parecia que Deus abrira sua vinha.
Vários jovens vejo à sono solto
Cantando os sonhos que me convinha)
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(Idealista Rico)
Dizem ser o dinheiro
Um mal necessário ...
Oras bolas - carambolas!!!!!
Por que não o fazem um bem fútil?
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(Esteta Helênico)
Pega-te furtivamente este verso
Escreva-te uma galante pena,
Dei-lhe um belo título:
- Eis um grande poema
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(Médico de Coimbra)
Zombaste Bocage, meu caro Bocage
De toda a medicina.
Mas do que valeria sua vida
Se o esculápio não cumprisse sua sina??
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(Realista mas Honrado)
Ventos, Chuvas e Trovões
Terremotos, Incêndios e Tufões;
Mas quem agüentaria, Caro barão,
Ter em chamas o próprio coração????
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(Apaixonado Incorrigível)
Quem é a sombra
Que mo aparece a noite?
É um anjo do amor?
Ou o demônio de mia desgraça?
A virgem de meus sonhos?
Ou a música perdida da infância?
É só uma barata .......... POOF!!!!!!!!!
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(Um Poeta Medievalista)
Traga-me papel e tinta; caneta e café,
Um grande poema estar surgindo...
Um soneto sobre algum copo de vinho,
Uma epigrama sobre a noite com u’a mulher!
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(Um Francês da Quartier Latin)
Je suis fleur du amour,
Coeur orange du Vie, Soleil.
Poetè, Je mangè emocion,
Glorie, tout le musique macabre,
Je — feèrique passion
Pour une femme.
Je suis flame du monde:
Je suis…
Je suis le Noir,
Je suis le Rein.
………………………………………………………………
(Velho Libertino)
Beije todas as fadas
Enquanto fores jovem e vigoroso
Beba toda a juventude
Para não reclamares quando estiveres idoso.
………………………………………………………………
(Nosso Padre, Bêbedo)
Khayyam, Epicuro, Bocage, Anacreonte:
Em quer ares estiveram antes
Para nos darem lições tão brilhantes?
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(Sincero, com um guarda)
Não entendo o porquê das mulheres dizerem hoje
Não existir, dentre os homens um só cavalheiro?
Quando fazemos uso da boa etiqueta
Somos acusados de atacar co’o falo guerreiro
………………………………………………………………
(Inglês, dentre amigos)
Three things I need:
A full bottle of wine;
A good book of poems
And a hot kiss of virgin.
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(Espanhol, nascido nas Américas)
Besame ahora, angelito negro;
El tiempo vuela como un caballo.
Después, yo estuviere viejo en mío aposento...
Y tu, veleidosa, amases otro señorito.
………………………………………………………………
(Outro Francês, este contemporâneo do 9Termidor)
Lumière du ma vie, soleil noir.
Tu es la fleur du un coeur poètique,
Tu es la fèe du une poèse romantique
- Musique divine in blanc soir.
………………………………………………………………
(O Bruxo Solitário)
Bruxas e fadas, Elfos e duendes;
Tenhas Robim Goodfellow por companheiro
Quando a floresta estiver em festa,
Tenhas Mefistófeles por conselheiro
Quando o coração estiver em chamas,
Tenhas Vênus por amante
Quando tua alcova arder em desejo;
Mas não tenhas a cabeça nos pés,
Não tenhas pedras no coração
Quando estiveres amando em teu leito.
………………………………………………………………
(Rapaz Italiano)
Buona sera, casta signorina.
Come stai, bella madona?
Come stai, fiore della vita mia.
Bongiorno, calda nostagia.
Dove stai, il mio dolce amore?
Dove stai, sogno del gioventù?
Gellida mattina, dove stai mia fiore?
………………………………………………………………
(Espírito Latino)
Copulo ergo sum.
In seacula seaculorum,
Carpe diem. Carpe diem.
Post Nubila, Phoebus.
………………………………………………………………
(Arauto do Mago)
Cante o vento a boa-nova,
Espalhe a brisa pelos prados
A notícia que agora brado:
Estão Oberon e Titânia em amor profundo.
(Sei agora que perto estamos do fim do mundo).
………………………………………………………………
(Outro Inglês)
Go away, go away mad
Horse in sea’s wind ...
Go after, go after sad
Darkness - go and leave-me!
Go and leave-me!
………………………………………………………………
(Estudante da Sorbone)
Seios duros e glúteos arrebitados
Beijos lascivos e corpos mulatos
Nada como gozares a juventude fresca
Antes que esta profana fonte esteja seca.
………………………………………………………………
(Revolucionário, dentre outros conspiradores)
Liberdade - Voe alto, Revolução,
Detenham as lavas do vulcão!
Liberdade - Lema da Juventude;
Abra tuas asas na mais alta amplitude.
………………………………………………………………
(Nobre de antiga estirpe)
Sua Majestade el-rei mandou avisar:
Precisa-se de domador de fera
Corajoso, louco e bonito para casar
Com a princesa - graciosíssima megera.
………………………………………………………………
(A Romantic Poet)
I sleep in river of my heart.
The moonlight kiss me, love me.
The butterfly drink my dreams.
I die! I lie! I am the black spleen.
………………………………………………………………
(Cantor de Ópera, cínico)
Baixe seus olhos, Orgulho!
O mundo não passa de uma canção:
Coros de catástrofes, Allegro de saparias
E quartetos solitários em teu leviano coração.
………………………………………………………………
(Filosofo Sóbrio)
Taberneira! Traga-me mais vinho!
Não se afoga coração sem a loucura,
Não se fica bêbedo sem o espírito
E a morte não tem meio melhor
De levar alguém à sepultura.
………………………………………………………………
(O Autor, já com sono)
Morto de sono, durmo com Morfeu.
O vapor do narguilé chama-me à cama.
Sonhos de volúpia e paixão
Dilui-se todos, findou-se a trama;
Era tudo uma triste ilusão.
sexta-feira, 4 de agosto de 2006
Canção das Bundas
Canção das Bundas
(um poeminha safado)
Salvador, 13 de julho de 2000 (00h23)
“A bunda, que engraçada,
Está sempre sorrindo, nunca é trágica”
Carlos Drummond de Andrade
As nádegas são mais que bundas,
São grandes sinos de macio bronze
No bailado balançar brejeiro
Da baiana, que passa na rua.
De nada as nádegas têm de lúdico.
É ninho inocente e luxurioso,
Que nadam na malícia pueril
Que nasce de sua imagem lunar.
Flutuam, antes, nos sonhos sonsos
Do marujo que tem sede de terra,
Do mancebo que desperta pro desejo,
Das várias cabeças varonis.
Que, vendo o badalar do traseiro,
Procuram o desejo ou o amor
E acaba se rendendo as graças
Do balançar de uma bunda.
(Podem, nas alturas do busto,
Confabular os sensuais seios:
‘E nós, frutos da vida, onde
Entramos neste belo mosaico’)
Sinceramente, o que me agrada
Mesmo, é o conjunto brejeiro,
Da bunda que rebola, da boca
Que provoca, do seio que se insinua,
Da nuca sedosa, macia e nua
Gosto corpo feminil inteiro…
quarta-feira, 1 de março de 2006
Pequeno Poema Sensual
Pequeno Poema Sensual
Valença; madrugada de 05 de setembro de 2004
Vendo tuas formas bailarem
Com volúpia e êxtase, sinto
Minha virilidade explodir
Como orgias divinas de estrelas.
Teus seios túrgidos e teus glúteos
Giram rápidos numa dança
Pagã e sensual – expressão
Das magias eróticas do coração
E dos sonhos angelicais de sedução.
Como gostaria de sentir
Tua cona, todas as conas do mundo
Bailando lassas nas minhas entranhas,
E ver bailar teu corpo de Afrodite
Nos meus sonhos impuros de poeta.
Quero sentir o teu corpo feminil,
Sentir e possuir todas as mulheres
Do mundo em um doce sonho
de lassidão…
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
Ninfas e Sátiros
É noite. A Lua encobre o céu e a terra
Com seu negro, veludoso pálio cintilante,
Incrustado de soberbos diamantes;
Iluminando o palco p’ra lasciva festa.
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Dos cantos do bosque, bailavam formosas
Ninfas de talhes belos e perfeitos.
Corpos nus resvalavam seios bem feitos,
Dançavam ao som de flautas vaporosas.
****
Chegando este nobre cortejo à clareira,
Encontravam-se co’os sátiros já em transe,
Com seus falos imensos e latejantes.
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O prazer de Vênus, à todos, incendeia.
Iniciava-se os mistérios: A volúpia regia;
A paixão inflamava e imperava a orgia.
Biblioteca do Bardo Celta (Leituras recomendadas)
- Revista Iararana
- Valenciando (antologia)
- Valença: dos primódios a contemporaneidade (Edgard Oliveira)
- A Sombra da Guerra (Augusto César Moutinho)
- Coração na Boca (Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo)
- Pelo Amor... Pela Vida! (Mustafá Rosemberg de Souza)
- Veredas do Amor (Ângelo Paraíso Martins)
- Tinharé (Oscar Pinheiro)
- Da Natureza e Limites do Poder Moderador (Conselheiro Zacarias de Gois e Vasconcelos)
- Outras Moradas (Antologia)
- Lunaris (Carlos Ribeiro)
- Códigos do Silêncio (José Inácio V. de Melo)
- Decifração de Abismos (José Inácio V. de Melo)
- Microafetos (Wladimir Cazé)
- Textorama (Patrick Brock)
- Cantar de Mio Cid (Anônimo)
- Fausto (Goëthe)
- Sofrimentos do Jovem Werther (Goëthe)
- Bhagavad Gita (Anônimo)
- Mensagem (Fernando Pessoa)
- Noite na Taverna/Macário (Álvares de Azevedo)
- A Casa do Incesto (Anaïs Nin)
- Delta de Vênus (Anaïs Nin)
- Uma Espiã na Casa do Amor (Anaïs Nin)
- Henry & June (Anaïs Nin)
- Fire (Anaïs Nin)
- Rubáiyát (Omar Khayyam)
- 20.000 Léguas Submarinas (Jules Verne)
- A Volta ao Mundo em 80 Dias (Jules Verne)
- Manifesto Comunista (Marx & Engels)
- Assim Falou Zaratustra (Nietzsche)
- O Anticristo (Nietzsche)
