Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Direto de Dom Macedo City

Car@s amig@s e leitores(as) do meu blogue:
Estou de férias do meu trabalho, mas não de minhas obrigações... Estou aqui em Dom Macedo Costa, na casa de minha namorada, estudando para o concurso do Estado da Bahia para provimento de professores do ensino básico. Em brfeve retorno a literatura e ao blogue. Até lá, Um feliz natal para todos!
Bo Nadal!
Merry Christmas!
Feliz Navidad!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Lancamento da antologia Novos Valencianos

LIVRO COLETÂNEA DE ESCRITORES VALENCIANOS SERÁ LANÇADO EM DEZEMBRO PELA OCUPAÇÃO CULTURAL

Intitulado NOVOS VALENCIANOS, com apresentação e organização de Araken Vaz Galvão, chega às ruas, esse mês o livro coletivo dos artistas do projeto Ocupação Cultural.
O lançamento está previsto para o próximo dia 17 de dezembro, data em que se realiza a última edição do projeto, no Centro de Cultura de Valença. Quem está radiante de felicidade é o produtor, Adriano Pereira. Além de ser o autor dos textos que abrem o livro, o jovem está completando 28 anos, no dia do lançamento. “Será uma comemoração tripla, par mim, mas também para os artistas, pois estamos finalizando o 2 ano do projeto e lançando ao mesmo tempo 13 jovens escritores, a grande maioria artistas que se conheceram ou se fortaleceram na Ocupação” – arremata Pereira que aproveita para convocar todos os artistas e apoiadores do projeto para confirmarem sua presença.
O livro, composto de poesias, contos e ensaios em prosa, é dedicado ao ator Judson Santos Conceição. Com ilustrações de Jamile Menezes, nele escrevem, além de Adriano Pereira, Ricardo Vidal, Thyson Pereira, Cadu Oliveira, Isabela Brito, Maria Cláudia Rodrigues, Djafar Araújo, Geilson de Brito, Raony de Souza, Nayra Évine, Chico Nascimento, Jeu Guanabara e Cynara Novaes.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

palavras ao vento

Palavras ao vento

Era um poema. Ou um conto
Não sei...
Apenas uma vontade de escrever,
Jogar as palavras no branco papel,
Brincar com elas na tela,
Ver o curso nervoso, as teclas em fúrias,
Um não sei que de literatura.
Algum alimento para que o blog não seque de tristeza.
Era para ser um poema. Ou conto.
Um fragmento de diário.
Um capítulo sobre o reino encantado de Jambom.
Mas não poderia de ser mais nada,
Além de palavras ao vento...


Salvador, 18 de novembro de 2010 (12h48 AM)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Memoria - um conto

Salvador, 16 de novembro de 2010
madrugada (IVhXXVII)

Já madrugada e o escriba ainda está frente do computador. A janela com o seu trabalho (atrasado) está baixa, pois o escriba estava a ver páginas do Orkut. Revia fotos de ex-colegas, amigos próximos que não encontravam a anos. Em algumas fotos a admiração e o espanto dava a tônica: Um esperado botão mirrado e inexpressivo desabrochou espetacularmente em uma orquídea sensual, Uma barriga saliente e decandente aos trinta, casamentos inimagináveis.

Ele olhava saudoso, quase melancólico, os caminhos que foi conduzido as pessoas. Alguns foram médicos que se perderam no mundo. Outros, bacharéis em Direito e Administração, ornavam seus diplomas de faculdades particulares com alguma pequena sinecura conquistada alhures. Quase todo casados e com fotos dos filhos, indicavam que seguiam o rumo do sucesso: casa própria, família constituída, carro do ano, alguma viagem na memória e o cotidiano calmo e pequeno-burguês que certamente será conduzido a uma aposentadoria simples e posterior esquecimento.

O leitor pode imaginar que em breve aquela sessão de nostalgia iria redundar em uma vontade de rever a turma. E foi o que aconteceu. O escriba ameaçou abrir o e-mail e tentar contactar alguém. Marcar um encontro. Talvez fosse melhor ir para a comunidade da antiga escola e deixar uma convocatória. Passou a sonhar acordado, pensando no que iria dizer aos colegas, uma pilhéria, uma comentário - quiça, flertaria com algumas ex-colegas (uma forma de voltar a adolescência e comer a maçã que ele havia desperdiçado).

A solidão da noite dourava ainda mais o passado que se julgava maravilhoso, cobrindo as máculas com um véu de jocosidade. Reencontrar os ex-colegas, que se não viam a mais de uma década, seria o ópio que precisava no momento. Nada de preocupação ou pernilongos. Apenas lembranças falsamente verdadeiras de um tempo que os adultos julgavam bom, porque já não são mais adolescentes ansiosos com a chegada da maturidade.

Só que o sono começou a vencer a saudade e a distância entre os ex-colegas era grande para se tentar algo. Mesmo que quisesse, aquela não seria o melhor horário para localizar alguém com quem não se conversa a muito tempo. É madrugada e há ainda um trabalho a terminar mais tarde, no escritório.

O escriba fechou todas as janelas (sem antes salvar algumas fotos de ex-colegas com trajes de praia) e se preparava para dormir. O sonho traz sempre lembranças melhores do que a memória...

sábado, 9 de outubro de 2010

Gliese 851c

Recentemente, li ma internet uma notícia qualquer sobre o exoplaneta no sistema Gliese 581. Por ele ser próximo ao tamanho da Terra, está na zona de órbita potencialmente apta a vida e relativamente perto de nós (40 anos-luz), não seria de estranhar que imagens sobre eles sejam procuradas na internet. Ora, em fevereiro de 2008 escrevi um poema sobre este planeta, ilustrada com uma imagem da Wikipedia. Com isso, percebi que parte dos últimos acessos devem a isso. Fica assim um pequeno registro.


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Câmbio, desligo. Fim da transmissão

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

8 de outubro e dois icones

Hoje é oito de outubro. Duas colegas de trabalho fizeram aniversário. Pelo Google, soube que hoje John Lennon completaria 70 anos, se estivesse vivo. Antigamente, alguém ainda lembraria que hoje é também a data em Che Guevara foi morto ou capturado na Bolívia, deixando a vida para forja um ícone eterno de um ideal, há 43 anos.
Curioso que duas figuras chaves da geração de 60 se encontrem numa mesma data. Um, nascia, outro morria. Um era inglês que emigrou para os EE.UU., músico, membro-fundador do mais famoso conjunto musical da história, pensador, pacifista, contestador, um "beatle". O outro é um argentino naturalizado cubano (embora se considerasse um cidadão do mundo), médico, revolucionário, teórico da guerrilha, contestador, um herói. Sendo famosos, com certeza um sabia da existência do outro, embora não se saiba se haveria admiração entre eles.
Mas em que esta lembrança haveria de interessar neste blog de literatura? Poderia fazer deste texto um pedaço de diário fala do que eles representam para mim, afinal meu pai é fã declarado dos The Beatles e eu, de Che. Ou fazer uma análise cultural dos dois (quiça um confronto? Ou semelhanças?). Mas o que me vem a mente agora é se valeria a pena falar deles ainda, em plena segunda década do terceiro milênio.
Querendo ou não, eles são ícones dos anos sessenta, duas faces do maio de 68. Quer pelo engajamento contra-cultural ou político, eles são referências desta geração - inclusive na estética da moda. E isso pode dar um ar datado a alguns de seus cultores, algo o do jovem rebelde de esquerda ou hippie eterno. E algumas das coisas que eles pregavam já foram superada: o modelo de comunismo defendido por Che foi soterrado quando Muro de Berlin caiu à esquerda. E a Guerra do Vietnam acabou sem que fosse dada uma chance a paz. O próprio mundo já deu muitas voltas e surgiram tantas coisas novas, como a internet, redes sociais eletrônicas, mudanças climáticas, celulares e ocorreram as eleições de Reagan, Thatcher, Hugo Chavez, Carlos Menen, Os dois Bush, Evo Morales, Collor, F(T)HC, Lula e Barack Obama e a subida ao poder dos xiitas no Irã e dos talibãs no Afeganistão. Aliás, falando em voltas, não deixam de se notar que, apesar de contestarem a ordem burguesas, eles foram deglutidos pelo próprio capitalismo, tornando-os produtos que diluem as mensagens de seus textos e exemplos, a imaginar, e.g., a foto de Che tirada por Alberto Korda estampando embalagens de vodka e cigarros.
Contudo, uma aura de perenidade cercam os dois. John Lennon, como músico, é um mestre. Listar as músicas compostas por ele (sejam sozinho, com Paul McCartney, ou com qualquer outro) que fizeram sucesso e ainda são lembradas pelos público seria em parte que fazer a lista dos grandes sucesso da segunda metade do século XX. Algumas, como "Imagine", são hinos que entraram definitivamente para o cancioneiro popular. Depois, sendo famoso, não deixou de usar sua fama para fins nobres, como a paz
Já a vida de Che Guevara, com suas peripécias e tomadas de decisões, fazem dele um personagem singular. Alguém que, formado em medicina, sai percorrendo a América Latina para conhecê-la e, levado por misto de senso de inconformismo e generosidade, alia-se a uma grupo de revolucionários vitoriosos e ser tornar apóstolo da revolução, renunciando a regalias, é por demais cativante. Não é a tôa que o próprio EE.UU. se rendeu, com a produção de filmes sobre a vida de um dos seus maiores críticos. Além do que, como escritor, ele possue seus méritos - basta ler o Diário da Guerrilha Boliviana.
No fundo, eles representam (de alguma forma) a utopia de um mundo melhor, pacífico e justo. E que ela é possível, quando se vai a luta.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

cronica - escritores que não escrevem

Ainda pouco, quando despedia-me de mais fim de semana, encontrei no Orkut uma comunidade que se chamava: "Escritores que não escrevem". Logo me lembrei de uma matéria da Playboy, feita ou ilustrada por Alan Sieber sobre uma das edições na FLIP (Festa Literária Internacional de Parati), em que havia uma charge sobre a exiguidade de páginas dos novos autores*. Achei curiosa esta comunidade exatamente porque estou terminando minha monografia e fiquei algum tempo sem escrever meus poemas. Sentia-me como um escritor que não escreve. Mas, vejamos alguns fatos:
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Uma comunidade dessa parece paradoxal, mas não deixa de desnuda o que ocorre com a internet. O fato de termos na internet uma ambiente comunicacional (ainda) focado na escrita, que não possue "gatekeeper" para a circulação de informação, faz com as pessoas, usando os blogues, sintam-se livres para escrever. Nisso que se proliferam poetas, contistas, cronistas e outros gêneros de "escritores" em uma proporção aparentemente maior que outros tempos. Diferente de a trinta, quarenta anos atrás, em que as dificuldades técnicas de editar um texto em papel fazia com que muitos autores fossem "eternamente" inéditos; hoje, toda e qualquer pessoa que queira publicizar o seu texto todo para (literalmente) todo o mundo, pode fazê-lo. Basta, para tanto ter acesso a internet e usar as ferramentas gratuítas disponíveis. Não importa se o texto for apenas uma linhas, poucas palavras ou simplesmente raso.
Mas que está na pauta? Microcontos, fanfics, nanopoemas e minicronicas. Nada de grande monta ou pretensões. E as refêrencias praticamente se prendem a uma cultura cyberpop: o blockbuster do momento, o hit musical top five da web-estação e disponível para download, E-zines da galera, o viral ou o hoax que sempre volta em corrente de e-mails, o blogue ou twitter do momento. Às vezes, até o best-seller da semana serve como referência, que gera novos blogues, home-pages e comunidades. Esta literatura sem texto não precisa ser teclada (o atual equivalente do escrever) conhecendo a língua portuguesa com segurança - o internês (consiso e telegráfico) para que, com siglemas e contrações, os textos nasçam na tela do computador - pelo menos, é o que se pode observar na maioria.
Isso significa que a nova geração de escritores é raca, comparada as anteriores? E creio que não. Claro, há muito de mediocridade, pastiches e lixo sendo jogado na rede. E da mesma forma que alguns blogueiros não podem ser considerar "jornalistas" de fato (apesar de agirem como se fossem e aí cabe ao público saber separá o joio do trigo e não comprar gato por lebre), muitos des ses "escritores que não escrevem"não podem sequer a aspirarem a ser autores de pulp-fiction. São neo-diletantes, amadores que aproveitam a facilidade da internet para se fazerem ouvir. Porém, e aí está o grande barato da internet: descobrir e ler ótimos autores que, sem outros meios, talvez estaria hoje no limbo de eternos inéditos e poderiam morrer esquecidos.
Felizmente (apesar de haver hoje méios técnicos para tanto), muitos dos escritores que não escrevem, realmente não aspiram a serem editados em livros. E as árvores que não foram abatidas agradecem. Só sendo muito diletante ou tendo alguma qualidade é que dão o salto qualitativo da tela para página e produzem literatura.
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Talvez a vertentes da discussão não seria essa, da "não-literatura na internet". O papo seria: afinal, o que é o escritor?
Escritor é quem escreve algo com algum que a mais. O escritor é o artista, enquanto o escriba é o artesão. E como o texto escrito foi o suporte por excelência do artista da mimesis pela palavra, escritor... escreve! Livros, no sentido gutembergiano da expresso: códice encardenado, páginas enumeradas, capa, racionalidade linear, editados e reproduzidos quando o papel recebe a tinta presente nos relevos dos tipos. Mesmo sendo concretistas e fazendo brincadeiras gráficas com a página, ainda sim o texto só texto quando as palavras seguem a fila indiana na folha de papel. Mas isso é no sentido tradicional da palavra.
E as mudanças tecnológicas? No Brasil, há autores de telenovelas estão na mesma qualidades de autores clássicos. Como esquecer que Dias Gomes, imortal da ABL, também escreveu textos antólogicos da teledramaturgia. Igualmente, medalhões como Machado de Assis, José de Alencar e Alexandre Dumas escreviam folhetins, e como folhetins surgiram livros com "Iracema". Se pensarmos bem, por melhor que se possa ser uma novelização, uma obra como "Vamp", "Que rei sou eu?" e "Roque Santeiro" são boas porque foram para TV e uso o que a linguagem da TV poderia dar.
E o que impediria de surgir na internet uma literatura que só funcione neste ambiente? Eliana Mara editou (muito bem, por sinal) seu livro "Fábulas Delicadas" (favor ler resenha abaixo) a partir do seu blogue. E muitos blogueiros aspiram a verem suas obras no papiro, encardenado, como um bom livro. Mas não seram todos que podem fazer a migração intersemiótica. Digo assim: E quem escreve no Twitter? E blogues como "Te dou um dado"? É como pensar nos cronistas, articulistas ou em alguns poetas cujos textos estão dispersos na imprensa: escrevem sim, não estão no formato livro.
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Na verdade, o chavão é inevitável: estamos no auge de uma revolução em andamento e fato de vivermos ela agora, a proximidade não nos permiter ter ainda uma visão de conjunto.
Lembro-me agora das aulas de André Lemos, sobre Comunicação e Tecnologia, FACOM/UFBA. Hoje, a idéia do livro como códice está tão cristalizada que esquecemos dos pergaminhos enrolados e das tábuas de argila. Para nós, escrita, alfabeto e códice impresso estão tão interligados que parecem que surgiram juntos. E estamos falando de tecnologias distintas no tempo. E por isso que uma comunidade no Orkut, de "escritores que não escrevem", possam parecer estranha. E que no fundo, seus objetivos estão anos-luz de distância desta crônica. E qual a charge de Alan Sieber, é um humor sobre um fato que não é tão relevante assim: o texto da Tábua de Esmeralda é realmente pequeno. Contudo, deuses nasceram e morreram às margens do rio Nilo e o texto continua vivo, portador de uma beleza esotérica e perene e ainda seguirá por séculos intrigando a mente do homem. E um dos texto mais lidos de Karl Marx é um manifesto com menos de 50 folhos. Será que um dos autores com livros magros nãoe stão fadados a serem os clássicos de outras gerações?
*Como não achei a imagem na internet, fica descrição da cena: em uma mesa de bar, três "escritores estreantes" comentam o tamanho de seus livros. geralmente não alcançando mais do que 100 páginas. Lembro-me também que no texto, havia o comentário de ue livro com mais de 300 página era artigo em extinção...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Fabulas delicadas em tempos de blogues

Ricardo Vidal

Escritor, formado em Letras (Inglês) pela UNEB/Salvador.



O escritor italiano Marinetti, no início do século passado, imaginou que a literatura do futuro teria na velocidade seu valor central. No mundo do futuro tudo é rápido e os textos se-riam telegráficos e bruscos como uma facada, em que a poesia diria o máximo com o mínimo de palavras. Isso parece se confirmar atualmente com a internet e os celulares. A necessidade de se passar à informação em tempo real criou novas formas minimalistas de literatura (como indrisos, poetrix e microcontos), que se adequam a esta nova linguagem seca e instantânea. Deste modo, haveria ainda espaço para uma literatura mais suave? Para a escritora Eliana Ma-ra Chiossi, a resposta é sim, como pode se ler no seu livro de estréia, «Fábulas Delicadas».

«Fábulas Delicadas» (editora Escrituras) é uma coletâneas de 107 textos em prosa (pu-blicados originalmente em blogues), divididos em nove sessões reunidas em um volume de 112 páginas. Os textos se constituem em um único parágrafo, onde Eliana narra e disserta so-bre fulgazes instantes capturados pela sua escrita feminina e contemporânea. Oficialmente, e-les estão catalogados como contos, mas a riqueza das expressões aliada com a suavidade com que a autora trata os temas os colocam próximos aos poemas em prosas de Charles Baudellai-re e Raul Pompéia.

Nos seus textos, a brevidade da narrativa não significou o surgimento de cortes cinema-tográficos secos, onde as idéias são lançadas rapidamente nos papel – como em «Pau Brasil», de Oswald de Andrade, e «Martim Cererê», de Cassiano Ricardo. Pelo contrário, delicada-mente Eliana conduz o leitor pelos textos do livro, em que concisão da palavra é como um ri-acho que serenamente encontra sua foz. Sua poesia é fluida e macia, mesmo quando trata de temas fortes (como em “Cenário” e “Face”). Aliás, a fluidez de sua escrita acaba refletindo nas imagens recorrentes ao campo semântico da água: rio, chuvas e ondas. Exemplo disso são os textos “Arquipélago” (‘Este rio destemperado e provisório, enchente e charco’) e “Embar-que” (‘Água tão cristalina, água convicta: sou uma mulher sozinha’).

Nesta linguagem diáfana o lírico convive com o humor, o místico, a saudade e a refle-xão, bem ao gosto da escrita feminina. Exemplo disso é o texto “Proprietária”, no qual Eliana fala de Jesus Cristo como alguém próximo e humano, quase uma criança pura similar ao me-nino Jesus descrito por Fernando Pessoa / Alberto Caeiro em “O Guardador de Rebanho” e di-ferente do Cristo crucificado institucionalmente nos altares. Como ela diz: ‘Jesus é Cristinho e é meu. Já ajustamos nossos idiomas. Ele sabe que eu o entendo’.

Com uma linguagem envolvente, «Fábulas Delicadas», de Eliana Mara, é um livro arre-batador, que traz instantes de suavidade e poesia em meio ao caos frenético da vida urbana.

Eliana Mara é escritora e professora universitária (Ufba e Uefs) paulistana radicada na Bahia, doutora em Estudos Literários Mantém o blogue “O mundo tem inscrições sempre a-bertas” (www.inscricoessempreabertas.blogspot.com) . Assina a sessão ‘Crônica Havaianas’, na revista literária digital “Verbo21” (www.verbo21.com.br).



Salvador, 27 de abril de 2010 (madrugada)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

No Reino de Jambom - reflexoes

No reino de Jambom, a noite chega para encerrar mais um domingo. o escritor R Vidal vê a sua escrivaninha predileta com papeis bagunçados. Confundessem projetos de mestrado, literatura e trabalhos de comunicação. Por isso que ele se levanta agora e vai para a janela. Procura no horizonte alguma resposta para uma pergunta que não sabe ainda qual é. Sente angústia - o relógio na praça mostra que o tempo voa. Mas o que ele poderá fazer, a não ser amanhã correr entre o novo cartaz para o Ministério e a leitura de mais um capítulo de Genette?
Enquanto, na ficcção da vida civil, só há trabalho, estudos e concurso. Ano que vêm acontecerá a Bienal e um novo livro de poesia urge de ser lançado...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Fragmentos de um diario - Pablo M e Mycroft Holmes

Hoje, de madrugada, aproveitei para fazer uma surpresa para meu irmão caçula: começar a preparar o currículo lattes dele. Nisso entrei no Orkut, com a esperança de confirmar o e-mail dele. Qual foi minha surpresa quando descubro o perfil dele no site da Trama (clique aqui e veja) e descubro que eu irmão é compositor. Ora, eu já sabia que o danado (graduando em arquitetura) é músico, baixista da "Rudá e a Jurema de Caboblo". E o já vi fazendo arranjos. Compositor? Fiquei feliz em descobrir isso.

Meu irmão sempre foi reservado, quieto. Talvez, para contrabalancear comigo, que no plano intelectual, sempre foi mais "exibido". O que, para quem nos conhece a mais tempo, vai parecer uma contradição, pois meu irmão sempre foi mais sociável do que eu. Meu irmão é mais fácil de se enturmar do que eu. Porém, numa entrevista de emprego ou numa aula, eu sou mais solto. Participo, pergunto, debato. meu irmão já se mostra mais discreto. Eu, num ambiente propício, deixo às claras quais foram minhas leituras e opiniões, digo quais são meus autores de cabeceira, os prêmios que ganhei, o que penso sobre política, artes, sociedade, ciências e religião. Pablo, não. A imagem que ele me passava era que o ambiente cultural dele seria entre a formação profissional de arquiteto e a cena cyber-rocker-underground. Até para se diferenciar de mim, que já ocupo o papel do "acadêmico", de "intelectual engajado" e de "escritor".

No final, eu acho que ficou uma coisa meio Mycroft e Sherlock Holmes*: dois irmãos com talento para as artes (oh falta de modéstia a minha!!!!), sendo que um "divulga mais" que o outro seus talentos. Por isso, fica o convite para vocês conhecerem a banda Rudá e a Jurema do Caboclo. Como diz o ditado, "quem sai aos seus, não degenera"

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Liberdade - Tragedia Existencial


(21h12) Salvador; 28 de julho de 2010.
Romeu olhou o cardápio. Apesar de dever o cheque ouro até quase o limite e faltando um dia para o crédito do salário, ele não se furtou de beber alguma coisa no “Rei do Mate” do Shopping Galeria, na noite de quarta-feira. Limitou-se, contudo, a um mate quente com cravo e canela – sem o costumeiro quiche de alho-poró. Pagou com moedas arduamente garimpadas de suas algibeiras.
Cansado de um dia modorrento na repartição onde trabalha, Romeu escolheu uma mesa no canto da lanchonete, vizinha a um grupo de publicitárias balzaquianas (sozinhas estariam elas? pensou Romeu), vestidas de blazer azul-pastel, cabelos soltos e independência. Elas discutiam elétricas o conceito de um website numa ilha própria de existência. Uma delas, presumivelmente a mais velha e com o corpo moldado pela ginástica, possuía uma discreta tatuagem tribal na região do cóccix, semi-coberta pela calcinha de algodão. Romeu não deixou de perceber o detalhe da tatuagem. Olhou discretamente. Se ele desejou não se sabe, pode ter sido frações de segundos que escaparam ao narrador.
A verdade é que ele não estava com cabeça para flertes. Não seria canalha para trair Julieta sua noiva. E mesmo que fosse canalha para tanto, sua cabeça voava alhures com tantas preocupações: Os carimbos que lhe roubam o tempo, o projeto de mestrado sempre adiado, a inscrição no próximo concurso artístico, matrícula mal-vinda na auto-escola, o cheque ouro no vermelho, a compra de uma casa só sua, a enxaqueca que o perseguia teimosamente, uma vontade louca de mudar de ares - enfim, a eterna luta entre o ser, o querer e o dever.
Para arejar a cabeça durante a preparação do mate, Romeu sacou de sua bolsa-carteiro um volume de Simone de Beauvoir. Leu alternando as linhas sobre o Egito com a bela Tatuagem tribal da mesa vizinha. A leitura estava tão instigante que ele quase não percebeu  a garçonete pondo a xícara na mesa.
Colocou o livro de lado. Pegou papel e caneta e sorveu o primeiro gole. Ah, volúpia de oboés e jasmins era a quentura do mate descendo pela sua garganta. Os sabores intensos e vermelhos eram sinfonias asperamente macias que Romeu sentia naquele momento. O corpo ficava leve. Já não havia peso de carimbos (deixados para trás há duas horas) nem limite estourado de conta corrente. Melhor, a Tatuagem tribal da mesa vizinha se contorcia em ondas diante dos seus olhos. Estava leve, livre. Como a muito não se sentia.
Romeu bebeu mais um gole. Canela com matizes de fagotes tocando sinfonias amarelas. Isso limpava a pintura pequeno-burguesa que sua noiva lhe pintava nos últimos meses. Beber o mate do pacato Doutor Jekyll o fazia esquecer da maldita carteira de motorista que deveria tirar. Também não havia mais feijoada em família, cerveja com os amigos, prestação vencida e obrigações financeiras futuras. Não havia mais o Romeu encenando a comédia da vida civil: folha-de-ponto pontualmente preenchida, diploma superior na parede, o bom-mocismo de um filho de família classe média e católica, noivo fiel e honesto. O que havia era um Romeu boêmio, refinado, inteligente, sedutor (talvez). O Romeu de seus livros. Era o mesmo o Romeu de sempre e ao mesmo tempo diferente. Um Romeu que só surgia nestes mates clandestino, longe da vida civil.
(Não sei Romeu percebeu agora, mas a Tatuagem tribal da mesa ao lado parecia possuir uma aliança no dedo. Ele não se ligou nesse lance. Para mim, que sou o narrador, este detalhe é importante, só que infelizmente não captei. Seria ela casada ou comprometida? Essa era dúvida. Mas desde quando isso seria empecilho para uma aventura? Se era anel o que ela usava, isso não a impediria de ter uma aventura. Afinal, Ana Karenina e Madame Bovary, eis os exemplos. Só que isso colocava então outra questão para a história: Romeu trairia o seu nome? Talvez, para que a história ganhasse sabor humano. Olhando novamente para a situação, vejo que seria interessante dizer que as balzaquianas estavam cochichavam sobre o meu personagem. Não as ouço bem. Talvez não, elas poderiam estar conversando sobre o website - o que seria naturalmente mais interessantes para elas do que olhar para um personagem de conto. Nem sempre podemos pedir que as personagens sigam os caminhos que autores traçaram previamente e por isso fica apenas a impressão de elas passaram a olhar o Romeu, este personagem que para elas se mostrava misterioso, entretido com o seu mate e as anotações que começara a fazer então e as quais nem imaginavam por onde caminhavam os pensamentos dele. Voltemos para Romeu).
Com mais da metade da xícara vazia, Romeu deixou de divagar. Já não mais se sentia uma célula metropolitana, que mecanicamente cumpri normas e horários. Estava livre dos compromissos, da vida tributada e vazia. Não se sentia mais oprimido. Libertara seu Senhor Hyde, bem mais calmo, sem os abusos e excessos. Olhou novamente para Tatuagem tribal. Era linda, pensou ele. E seus pensamentos seguiram livres: Ficção Steampunk, o sonho de ser professor de estética, palestras sobre Nietszche e Simone de Beauvoir, uma casa no campo. De vez em quando Romeu rabiscava uns tópicos, alguma coisa intraduzível, pessoal…
– Olá! Você está nos desenhando? – a pergunta vinda de uma das balzaquianas da mesa vizinha trouxe Romeu de volta à realidade.
– Não. Estou rascunhando algumas idéias sobre estética e feminismo. – Respondeu Romeu, ainda tonto. – É um projeto para meu mestrado.
– Ah! Bem que você possui cara de professor! Bom trabalho para você.
Logo depois a lanchonete fechava suas portas. As balzaquianas se levantavam. A mulher com tatuagem tribal sorriu para Romeu e se despediu. Elas se perderam na multidão que saia do Shopping.
Romeu saiu depois. Voltava para as correntes da realidade cotidiana. Nunca mais veria aquela tatuagem tribal. No outro dia reveria sua Julieta, com quem dois anos se casaria e compraria contrariado um carro, enquanto morava de aluguel. Tentaria um mestrado algum dia? Não sei. O que eu sei é não foi desta vez que ele ficou completamente livre.

domingo, 11 de julho de 2010

Fragmentos de um diario - final do copa do mundo


Ironia do destino? Acabo de ver que um holandês visitou o meu blog hoje, dia 11 de julho de 2010. Ironia, porque, tendo dupla nacionalidade (brasileira e espanhola), não posso deixar de ver uma certa ironia: A Holanda adiou a possibilidade de minha pátria brasileira (onde nasci) sonhar com hexacampeonato. Mas a minha pátria espanhol (herdada do meu sangue paterno) está jogando uma final inédita da Copa do Mundo...

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NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA

Enquanto escrevo este post, a Iniesta acaba de fazer o gol do campeonato. Espanha ganha de 1 x 0 para Holanda, no final do 02° tempo da prorrogação.
ESPANHA CAMPEÃ MUNDIAL!!!! Não foi o Brasil, mas estou feliz! Espanha ganha seu primeiro título no futebol... 60 anos depois do quarto lugar, na Copa do Mundo realizada no Brasil.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Fragmentos de um diario - Jabulani

Nunca fui fã de futebol. Mesmo amigos tem isso como uma verdade incontesti, da mesma forma que a Terra gira em torno do Sol e a fórmula química da água é H2O. Tanto não sou fã que aos jogos do Brasil na Copa eu fico infiferente. Na Copa de 1994, fiquei chateado com a invasão da minha mãe ao meu quarto, para assistir a final com a Itália. Em 2002, eu estava tentando dormir o resto da manhã enquanto o país vibrava com a final contra Alemanha. E para chatear meus interlocutores que viesse com clichês de conversa de botequim (como forma de me esquivar de horas de aporrinhação), eu disparava: Torço pela Espanha! Mesmo que ela não tivesse classificada, eu torço pela "Furia Roja". Torcia, sem assistir ao jogo e tratando vitória e derrota com a mesma fleuma.

No fundo (o que muitas pessoas não se davam conta) é que eu não gosto de futebol. E só torço pela Espanha porque tenho a dupla-nacionalidade, minha famália possuem origens galegas. E no mais, eu quero é evitar a conversa chata e repetitiva de muitos "boleiros". Não há situação mais irritante que assistir "discussões" no qual se escuta pérolas como "quem vive de museu é passado" ou "os jogadores brasileiros são mercenários, não tem amor a camisa". Conversas como participei durante o curso de Letras, na copa de 2004, em que se fazia análises ponderadas sobre a evolução do futebol no Brasil, diferenças culturais refletidas nos estilos das seleções ou a estética do jogo, eu até apreciava. Só que este refinamento são raros.O restante é verborragia, clichês, senso comuns ou reprodução hipnótica de comentários ouvidos alhures na TV. Isso para não falar dos fanáticos, que transformam o esporte numa religião - em seu pior sentido: alienação pura surgida de dogmas.

Se uma pessoa como eu já não gosta do esporte, imagine ter que conviver com uma situação dessa? Para mim, o mais sensato é fugir disso, nada contra a corrente, escolher um time médio ou que atualmente esteja longe das vitórias. Se me perguntam "Você é Bahia ou Vitória?", digo que torço pelo Galícia E.C. Nem mis falo que torço pelo Santos F.C., que só tinha minha simpatia devido ao meu primeiro time de futebol de botão... "Pelé ou Maradona"? Só respondo "Pelé" para sacanear os argentinos. Agora, se me perguntar "Edmundo ou Zidane", "Vampeta ou Marcelinho Carioca", "Zico ou Sócrates", para mim, o melhor jogador é Nietzsche e Karl Marx, na zagua da filosofia alemã; Fernando Pessoa(s), Florbela Espanca, Manuel Bandeira e Vinícus de Moares no meio de campo da poesia lusófona e Goethe como atacante da literatura mundial. Kaput!

Só que este ano, esta Copa foi um pouco diferente. Devido a namorada (ah, este eterno mistério feminino....) e a turma do trabalho, pela primeira vez na vida, passei a torcer pelo Brasil e pela Espanha. Torcer de vestir camisas amarela e vermelha e assistir jogo na TV. Assistir, em termos, porque eu dormia durante parte do jogo... Imaginava a final Brasil e Espanha, com a vitória da Espanha (se bem que o que me interessaria seria a festa). Só que a Seleção Canarinho foi espremida pela Laranja Mecânica. Repetiu-se 1974 (ou 1978?). E se a Fúria não passa-se? Juro que não ficaria triste. Só que passou pela Alemanha. Final Holanda X Espanha. Um campeão inédito desde 1978. Quem será? reconheço os neerlandeses como uma grande time que merecia o título. Só que sou neto de galego, cidadão espanhol per juris sanguinis... Domingo é dia de vestir vermelho e gritar: ¡Arriba, España! Vantagens de quem possui dupla-nacionalidade...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Curriculum lattes - atualizado

CURRÍCULO LATTES


Dados Pessoais

Nome:           José Ricardo da Hora Vidal

http://lattes.cnpq.br/2078562764324075 

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Formação Acadêmica/Titulação

2004 - 2009           Graduação em Licenciatura em Língua Inglesa e suas Literaturas.

                            Universidade do Estado da Bahia, UNEB, Salvador, Brasil

                            Título: O olhar de Marianne: Um estudo sobre o voyeurismo no conto de Anaïs Nin

                            Orientador: Sônia Maria Davico Simon

1996 - XXXX         Graduação incompleto(a)  em Bacharelato em Comunicação Social.

                            Universidade Federal da Bahia, UFBA, Salvador, Brasil

                            Ano de interrupção: 2003

1993 - 1995           Ensino Médio (2o grau).

                            Educandário Paulo Freire, EPF, Brasil

1989 - 1994           Ensino Fundamental (1o grau / Ginásio).

                            Colégio Social de Valença, SOCIAL, Brasil


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Formação complementar

 

1995 - 1995           Curso de curta duração em Comunicação Instrumental.

                            Centro Federal de Educação Tecnológica / BA - Unid Descentralizada de Vça, CEFET/UNED-VCA, Brasil

 

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Atuação profissional

 

1. Secretaria da Saúde do Estado da Bahia - SESAB

2009 - Atual          Vínculo: Cargo comissionado , Enquadramento funcional: Secretário Administrativo I , Carga horária: 40,  Regime: Integral


2. Secretaria da Educação do Estado da Bahia - SEC/BA

2009 - 2009           Vínculo: Cargo comissionado , Enquadramento funcional: Coordenador IV / Técnico em Educação , Carga horária: 40,  Regime: Integral

3. Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE

1998 - 2000           Vínculo: Contrato Temporário , Enquadramento funcional: Agente de Pesquisa , Carga horária: 40,  Regime: Integral


4. Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado da Bahia - SINTEF

2000 - 2003           Vínculo: Estágio Extra-curricular , Enquadramento funcional: Estagiário em Jornalismo , Carga horária: 30,  Regime: Parcial

 

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Áreas de atuação

1.                          Educomunicação

2.                          Literatura e Erotismo

3.                          Literatura Feminina

4.                          Línguas Estrangeiras Modernas

5.                          História Regional do Brasil

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Idiomas

Inglês                   Compreende Razoavelmente , Fala Razoavelmente, Escreve Razoavelmente, Lê Bem

Espanhol              Compreende Pouco , Fala Pouco, Lê Razoavelmente

Francês                Lê Pouco

Italiano                Fala Pouco, Lê Pouco

Português            Compreende Bem , Fala Bem, Escreve Bem, Lê Bem

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Prêmios e títulos

2009                     Menção Honrosa - IV Concurso de Poesias da ALER, Academia de Letras do Recôncavo

2009                     Moção de Aplausos, Câmara Municipal de Valença

2007                     Menção Honrosa - III Concurso de Poesias da ALER, Academia de Letras do Recôncavo

2005                     Menção Honrosa - II Concurso de Poesias da ALER, Academia de Letras do Recôncavo

2003                     Prêmio Iararana de Poesia, Iararaba - revista de arte, crítica e literatura

2002                     Amigo da UMES, União Municipal dos Estudantes Secundaristas - Valença

1995                     Prêmio Destaque 95, Educandário Paulo Freire

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Produção em C, T& A

 Produção bibliográfica

 

Livros publicados

1. VIDAL, Ricardo. Estrelas no Lago. Salvador : Jose Ricardo da Hora Vidal, 2004, v.1. p.52.

 

Artigos em jornal de notícias

1. VIDAL, Ricardo. Anedotas do Conselheiro e do Barão. jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.29 - 29, 2009.

2. VIDAL, Ricardo e PEREIRA, Adriano. Que venham as flores. jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.06 - 06, 2009.

3. VIDAL, Ricardo. Vestígios Poéticos e Existenciais de Renata Belmonte. jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.24 - 24, 2009.

4. VIDAL, Ricardo. Balada para o Progresso de Valença (poema). jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.21 - 21, 2008.

5. VIDAL, Ricardo. Borboleta (poema). jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.09 - 09, 2008.

6. VIDAL, Ricardo. Canto da Primavera (poema). jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.15 - 15, 2008.

7. VIDAL, Ricardo. Cinqüentenário de um livro esquecido. jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.17 - 17, 2008.

8. VIDAL, Ricardo. Floradas (poema). jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.07 - 07, 2008.

9. VIDAL, Ricardo. Mulheres sem vergonha... de escrever sobre sexo. jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.25 - 25, 2008.

10. VIDAL, Ricardo. Na Colina do Amparo (poema). jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.12 - 12, 2008.

11. VIDAL, Ricardo. Os Contos Zero-Zero de Patrick Brock (uma resenha do livro. jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.28 - 28, 2008.

12. VIDAL, Ricardo. Perfil de um Mestre: Professor Brasílio. jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.17 - 17, 2008.

13. VIDAL, Ricardo. Poema em Calda de Chocolate (poema). jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.9 - 9, 2008.

14. VIDAL, Ricardo. Vila Operária de Valença. jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.09 - 09, 2008.

15. VIDAL, Ricardo. Aniversário do Conselheiro Zacarias. jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.20 - 21, 2007.

16. VIDAL, Ricardo. O Beijo (poema). jornal VALENÇA AGORA. Valença, 2007.

17. VIDAL, Ricardo. O Lado Recôncavo de Valença. jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.06 - 06, 2007.

18. VIDAL, Ricardo. O Retorno Econômico das Faculdades para Valença. jornal VALENÇA AGORA. Valença, p.08 - 08, 2007.

19. VIDAL, Ricardo. Entardecer no Inverno (poema). jornal COSTA DO DENDÊ. Valença, p.02 - 02, 2003.

 

Artigos em revistas (Magazine)

1. VIDAL, Ricardo. Vestígios Poéticos e Existenciais de Renata Belmonte. revista eletrônica Verbo 21 - cultura e literatura. Salvador, 2009.

2. VIDAL, Ricardo. Canção para Avalon. Iararana - revista de arte, crítica e literatura. Salvador, p.60 - 60, 2003.

3. VIDAL, Ricardo. Cântico dos Lírios. Iararana - revista de artes, crítica e literatura. Salvador, p.60 - 60, 2003.

4. VIDAL, Ricardo. Entardecer no Inverno. Iararana - revista de arte, crítica e literatura. Salvador, p.60 - 60, 2003.

 

Apresentação de Trabalho

1. VIDAL, Ricardo. Sob o Signo de Toth: Uso e Tipos de textos no Ensino de Língua Inglesa, 2008.  (Comunicação, Apresentação de Trabalho)

 

Demais produções bibliográficas

1. VIDAL, Ricardo. As Lendas do Amparo. IN DIVERSOS, Livro de Ouro do Conto Brasileiro. Rio de Janeiro, RJ: Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 2009. (Outra produção bibliográfica)

2. VIDAL, Ricardo. Paz na cama (de quem ama). IN DIVERSOS, Sensualidade em Prosa e Versos (edição 2009). Rio de Janeiro, RJ: Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 2009. (Outra produção bibliográfica)

3. VIDAL, Ricardo. Sangue das Vinhas. IN DIVERSOS, Panorama Literário Brasileiro 2009/2010 POESIA (As melhores poesias de 2009). Rio de Janeiro, RJ: Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 2009. (Outra produção bibliográfica)

4. VIDAL, Ricardo. Sangue das Vinhas. IN DIVERSOS, Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos (volume 56). Rio de Janeiro, RJ:Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 2009. (Outra produção bibliográfica)

5. VIDAL, Ricardo. Um Charuto em Paris. IN DIVERSOS, Novos Talentos do Conto Brasileiro. Rio de Janeiro, RJ: Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 2009. (Outra produção bibliográfica)

6. VIDAL, Ricardo. Farol do Desejo (Aquele Beijo...). IN DIVERSOS, Sensualidade em Prosa e Versos (edição 2008). Rio de Janeiro, RJ: Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 2008. (Outra produção bibliográfica)

7. VIDAL, Ricardo. Iara-mirim. IN DIVERSOS, Antologia de Contos Fantásticos (volume 17). Rio de Janeiro, RJ: Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 2008. (Outra produção bibliográfica)

8. VIDAL, Ricardo. O Beijo. IN DIVERSOS, Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos (volume 34). Rio de Janeiro, RJ: Câmara Brasileira de Jovens Poetas, 2007. (Outra produção bibliográfica)

9. VIDAL, Ricardo. O Beijo. IN DIVERSOS, Panorama Literário Brasileiro 2007/2008 POESIA (As melhores poesias de 2007). Rio de Janeiro, RJ: Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 2007. (Outra produção bibliográfica)

10. VIDAL, Ricardo. Cântico dos Lírios. IN DIVERSOS, Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos (volume 10). Rio de Janeiro, RJ: Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 2004. (Outra produção bibliográfica)

11. VIDAL, Ricardo. Cântico dos Lírios. IN DIVERSOS, Panorama Literário Brasileiro 2004/2005 POESIA (As 100 melhores poesias de 2004). Rio de Janeiro, RJ: Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 2004. (Outra produção bibliográfica)

12. VIDAL, Ricardo. O Farol e o Mar. IN DIVERSOS, Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos (volume 08). Rio de Janeiro, RJ: Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 2004. (Outra produção bibliográfica)

13. VIDAL, Ricardo. Retrato de Família. IN DIVERSOS, Antologia de Contos de Autores Contemporâneos (volume 01). Rio de Janeiro, RJ: Câmara Brasileria de Jovens Escritores, 2004. (Outra produção bibliográfica)

14. VIDAL, Ricardo. Saudades. IN DIVERSOS, Quase Escritores. Valença, BA:Educandário Paulo Freire, 1994. (Outra produção bibliográfica)

 

Eventos

Participação em eventos

1. curso de Capacitação para Lideranças e Educadoras/es Quilombolas, 2010.  (Oficina)

2. I Seminário Internacional Enlaçando Sexualidade, 2009.  (Seminário)

3. Videoconferência "Agora a História é outra: Conciência Negra na Educação da Bahia", 2008.  (Outra)

4. Jornada de Estudos Canadenses, 2008.  (Seminário)

5. I SELETRAS - Seminário de Estágio de Letras da UNEB, 2008.  (Seminário)

6. 1º Fórum Baiano de Educação Especial, 2008.  (Outra)

7. SECULT - Seminário de Cultura e Letra de Música, 2006.  (Seminário)

8. I Congresso da REDECOM Bahia, 2002.  (Congresso)

9. I COMBAHIA - Encontro sobre Novas Tecnologias de Comunicação, 1997.  (Encontro)

 

Organização de evento

1. RAMOS, M. R., VIDAL, Ricardo, SILVA, FAB, ADORNO, A.S., FERREIRA, P. II Videoconferência de Educomunicação, 2009.  (Outro, Organização de evento)

2. VIDAL, Ricardo, SILVEIRA, Cristiano, MIRANDA, Nalu Aula Temática "Literatura e Cultura Negra, Afro-descendente e Africana", 2008.  (Outro, Organização de evento)

 

Outras informações relevantes

1. Participou das primeiras edições do evento "Ocupação Cultural", recital de artes que reune os artistas da região do Baixo Sul / Bahia. Na ocasição, declamou poemas de sua autoria e fez leituras cênicas do livro "Amar - verbo instransitivo" de Mario de Andrade.



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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Noticias do Reino de Jambom - Copa do Mundo

O Reino de Jambom está em festa: Copa do Mundo, Ano Eleitoral e festa do santo padroeiro - São Junino. Época de acender as fogueiras de Beltane e celebrar. Rapidamente o escritor R Vidal voltou para seu castelo, a fim de acender as fogueiras de Beltane e São Junino, içar as bandeiras políticas no alto das torres. Mas a Copa? Para ele, essa é a única festa em que se abstem: nunca foi de gostar de futebol nem assistir jogo pela televisão. E foi um pouco influência da Princesa Clare du Lune (atual dona de seu coração) que R Vidal resolver entrar na brincadeira e colocar a faixa "#Calaboca, Galvão" no portão de seu castelo.

Já na ficção da vida civil, mais uma copa do mundo, mais um ano eleitoral. E se o Brasil não ganhar, torcer para que Espanha vá até onde puder...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Finalmente licenciado



Ultimamente eu tenho escrito pouco no blog: trabalho, TCC, formatura, bloqueio de sites da internet, tudo isso criava condições para que minha vida blogueira se amaina-se. De todos esstes motivos, o TCC era um dos mais fortes, porque eu me sentia culpado escrevendo para o blog enquanto minha monografia ficava meio que de lado. (claro, chatice da SESAB bloquera os acessos aos blogs "blogspot.com" também ajudou em muito, levando a migrar para o Twitter, o Facebook e outras redes sociais).
Só que agora, veio a formatura. Ufa! Sem a preocupação da monografia e a correria da organização da formatura, devo ficar os próximos dias mais livres para o blogue, que eu devo atualizar via e-mail.
Em todo caso, fica aqui os ícones da minha fase: pessoal com nível superior completo

terça-feira, 11 de maio de 2010

Relatos do Reino de Jambom - distancia

O castelo do bardo está silencioso, quase vazio. O escritor R Vidal está em viajando a trabalho e por que cada vez menos fica no Castelo. Paralelo a isso, uma nova musa leva nosso anfitrião a repousar pouco nos seus próprios domínios (não que ele reclame...). E é nestas horas de ócio decorrente que ele se lembra da ficção da vida civil, em que a correria do trabalho e a impossibilidade de acessar o blog faz que o mesmo tenha poucas atualizações...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Finisterra

Finisterra

Salvador; 28 de abril de 2010.

Já não mais escrevo nada!

E o mundo é como uma gaiola de vidro translúcido

Cujo ruidoso silêncio opaco

Separam a mim de minha felicidade.

Gaivotas brancas surgem sobre o pergaminho vazio,

Lembrando-me dos meus poemas natimortos,

Que jazem esquecidos na memória.

O Sol brilha sorridente sobre o asfalto,

Mas quem entoará um réquiem

Pelos meus poemas natimortos?

Só uma aquarela de lágrimas azedas

Iluminará os zumbis ao meu redor,

Enquanto prossigo sem escrever mais nada…


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Post twittado do celular

Como disse no meu primeiro post neste blog, sempre um tecnorealista: gosto e aprecio as novas tecnologias de comunicação e informação (TIC) sem perder a visão crítica delas. Da mesma forma que eu irei atrás de modismo inocentemente. Como conseqüência desta atitude, até agora eu nunca havia postado um texto no blog usando um telefone celular (apesar de saber que isso fosse possível.

Contudo, o mundo gira e girando o tempo passa, a vida evolui e a história vai acontecendo. E um belo dia minha atual namorada, através do cansaço e da obstinação, convenceu-me a ter um dos destes brincos eletrônicos os quais eu declaradamente tinha resistência em adquirir. Só que aprovetei para comprar "O" celular, um aparelho que atendesse minhas necessidades de escritor. Como presente de natal a ser dado pelo meu pai e comprei um smartphone da Motorolla com teclado QWERTY, bluetooth e wi-fi. Na verdade o "bicho" é um nanocomputador de bolso do qual a função "telefone" eu menos uso. Brinco, escrevo (o poema 'canção urbana' foi o primeiro a ser digitado aqui), fotografo e agora acesso a internet. Telefono pouco e ler um e-book em pdf aqui mostra-se inviável. E agora estou digitando o meu primeiro post para o blog, via e-mail.

Mas o isso significa afinal? Que os tecno-utópicos estão certos e que todos devem se render a toda e qualquer novidade? Que houve uma baixa na crítica neo-luddita? O que 2012 é o fim dos tempos e um dos sinais do apocalipse é o minha recente adesão ao uso de telefone celular? Pessoalmente não há grandes mudanças. O fato de estar mais acessível não mudou a minha idéia de que o celular rouba o direito à solidão, uma vez que os "outros" (ah! O inferno existencial sempre é os outros!) acha que devemos ter a obrigação de estar disponível para atender o chamado. Porém admito que ter este nanocomputador da Motorolla possui seu encanto secreto e pode ser mais útil de que imagino - principalmente o wi-fi e o gps. Por hora, digitar com a unha este post já valeu a pena...

No mais, despeço-me desta crônica com um pouco de nostalgia e esperança. Câmbio e desligo. <fim da+transmissão>

¢?£#€¥@

Cancao Urbana

Canção Urbana

Salvador; 17 de fevereiro de 2010.

A palavra que eu quero

(E que procuro

no leito escuro)

E o silêncio que não queria

e que ainda busco,

E que teimo;

Só encontrei ao acaso

Na difícil poesia mórbida

das ruas ensanguentadas,

Na estática velocifade do riso,

No beijo rompendo o asfalto.

A palavra que eu quero

Ainda não foi escrita,

Mas terá cheiro de libertação...


Biblioteca do Bardo Celta (Leituras recomendadas)

  • Revista Iararana
  • Valenciando (antologia)
  • Valença: dos primódios a contemporaneidade (Edgard Oliveira)
  • A Sombra da Guerra (Augusto César Moutinho)
  • Coração na Boca (Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo)
  • Pelo Amor... Pela Vida! (Mustafá Rosemberg de Souza)
  • Veredas do Amor (Ângelo Paraíso Martins)
  • Tinharé (Oscar Pinheiro)
  • Da Natureza e Limites do Poder Moderador (Conselheiro Zacarias de Gois e Vasconcelos)
  • Outras Moradas (Antologia)
  • Lunaris (Carlos Ribeiro)
  • Códigos do Silêncio (José Inácio V. de Melo)
  • Decifração de Abismos (José Inácio V. de Melo)
  • Microafetos (Wladimir Cazé)
  • Textorama (Patrick Brock)
  • Cantar de Mio Cid (Anônimo)
  • Fausto (Goëthe)
  • Sofrimentos do Jovem Werther (Goëthe)
  • Bhagavad Gita (Anônimo)
  • Mensagem (Fernando Pessoa)
  • Noite na Taverna/Macário (Álvares de Azevedo)
  • A Casa do Incesto (Anaïs Nin)
  • Delta de Vênus (Anaïs Nin)
  • Uma Espiã na Casa do Amor (Anaïs Nin)
  • Henry & June (Anaïs Nin)
  • Fire (Anaïs Nin)
  • Rubáiyát (Omar Khayyam)
  • 20.000 Léguas Submarinas (Jules Verne)
  • A Volta ao Mundo em 80 Dias (Jules Verne)
  • Manifesto Comunista (Marx & Engels)
  • Assim Falou Zaratustra (Nietzsche)
  • O Anticristo (Nietzsche)