Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

terça-feira, 4 de março de 2008

Canção para Gliese 581c


Canção para Gliese 581c


Salvador; 29 de fevereiro de 2008. (03h26)


Quem ouviu na janela das estrelas
Esta canção de uma irmã desconhecida?
Não sei o rosto nem se o perfume de suas planícies.
Mas é ali, numa esquina depois de Antares,
Entre os raios de Aldebaran e das Plêiades,
Escondidas nos pratos de Libra
Que há uma sinfonia que eu ainda não ouvi

Dizem é que é uma irmã perdida,
Irmã ignota igualzinho a ti, planeta Terra.
Um gêmeo distante,
Pequena pérola errante num mar de estrelas.

Com certeza num verei este paraíso,
Mas creio que lá pode ser feliz.
Não sei dos ventos ou se há uma falésia de granito,
Contudo imagino que seus dias passem
Tranqüilos como uma gravura de Hokusai

Pode ser que os céus tenham outras cores
Ou outras plantas feitas de silício ou cobalto
Surjam ali neste jardim estelar, como poemas ao vento.
Pode ser que o caldo da vida ainda esteja cozinhando
E assim veríamos o milagre da criação
Dar seu primeiro passo na estrada de Darwin.
Pode ser que neve traga paz na solidão cósmica
De uma aurora vermelha, aurora fria, aurora desconhecida.
Pode ser uma Shangri-lá sideral a espera de um aceno,
De um afago, de um sonhador que a colonize
Com sonhos e utopias e desejos e fantasias.

E enquanto não aparece um Magalhães espaçonauta que o circunavegue,
Estarei aqui, Gliese 581c, a esperar que sua sonata planetária
Diga-me algo das harmonias pitagóricas das esperas…

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