Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Valsa Antiga para Dirceu Enamorado


 Tantos sonhos na vida 
que já sonhei.
Tantas esperanças perdidas 
que já chorei. 
Tantas ilusões queridas, 
que já amei.
São águas passadas, partidas,
que já andei. 
Vem, minha juventude ferida, 
em São João Del Rey. 
Traga-me os lábios de Marília
que já beijei. 
Eram paixões esquecidas
que suspirei. 
Foram tardes de maravilhas 
que mergulhei. 
Houve vozes vilãs, maldosas 
que eu duvidei
E devido a ira da rainha louca 
Eu me exilei.
A Saudade entre dois mares, 
Eu sofrerei! 
Dentre povos africanos, 
Eu viverei.
Longe de meu Brasil e de ti, 
Eu morrerei…

domingo, 11 de novembro de 2012

Bicentenario Esquecido do Barao


Bicentenário Esquecido do Barão

Ricardo Vidal, escritor e professor.
Especialista em Estudos Linguísticos e Literários pela UFBA.

Valença, 11 de novembro de 2012


Na primeira quinzena de novembro foi pródiga em oferecer motivos de orgulho para Valença. Além da festa de Nossa Senhora do Amparo no dia 08, no dia 10 comemora-se o seu aniversário, quando foi elevada a condição de Industrial Cidade. Contudo, o que poucas pessoas sabem é que dois ilustres valencianos também nasceram nesta época: Conselheiro Zacarias e Barão de Uruguaiana, sendo que o Barão comemoraria este ano o bicentenário de seu nascimento.
Ângelo Muniz da Silva Ferraz, Barão com grandeza de Uruguaiana, nasceu na então Vila do Sagrado Coração de Jesus de Nova Valença em 03 de novembro de 1812. Formado em Sciências Jurídicas e Sociaes pela Faculdade de Direito de Olinda (mãe da atual Universidade Federal de Pernambuco), o Barão de Uruguaiana foi maçom, magistrado, juiz e político. Como magistrado, foi promotor público em Salvador e juiz em Jacobina. Como político, foi deputado provincial e geral, presidente da Província do Rio Grande do Sul (1857-1859), senador do Império Brasileiro, Conselheiro de Estado e Ministro da Fazenda e da Guerra, além de Presidente do Conselho de Ministro (cargo equivalente a de primeiro-ministro) em 1859. Começou sua carreira política no Partido Conservador (e por este partido assumiu a presidência do conselho de ministro entre 1859 e 1861). Mais tarde, aderiu à Liga Progressista, tornando-se correligionário do seu conterrâneo conselheiro Zacarias de Góis e Vasconcelos. Posteriormente os dois passaram a participar do Partido Liberal. Foi agraciado com Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, Comendador da Imperial Ordem de Cristo, Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e o titulo nobiliárquico em 1866 e veio a falecer em Petrópolis em 1867. Em 1891, o município catarinense de Angelina recebeu este nome em homenagem ao Barão de Uruguaiana.
Durante a Guerra do Paraguai, foi ministro da Guerra em um dos gabinetes do conselheiro Zacarias, chegando-se a se indispor com o Duque de Caxias, comandante-chefe do exercito brasileiro. Nesta condição, foi ajudante-de-ordem do imperador Dom Pedro II e participou da rendição do general paraguaio Estigarribia na cidade de Uruguaiana, assinando a nota de rendição e entregando a espada do general derrotado ao imperador brasileiro. Tal fato esta imortalizado em uma gravura que hoje compõe o acervo da pinacoteca da Câmara Municipal de Valença.
Como ministro da Fazenda (cargo que acumulou com a presidência do conselho de ministros), O Barão de Uruguaiana lutou por uma política de economia, através do desenvolvimento das rendas internas e aduaneiras. Sua gestão junto às finanças nacionais se se caracterizou pelos seguintes atos: criação da Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas; organização das Caixas Econômicas; regulamentação dos bancos de emissão e do meio circulante; introdução da tomada de contas dos responsáveis perante a Fazenda Nacional; obrigatoriedade de concurso para ingresso no serviço público.
Pela importância histórica deste filho de Valença, é lastimável que este ano não ocorreu um único ato comemorativo em nossa cidade em sua homenagem. Contudo, considerando que próprio aniversario de Valença, oxalá que a próxima gestão tenha mais sensibilidade para com nossa historia e cultura e venha se lembrar que em 05 de novembro de 2015 será a vez do Bicentenário do Conselheiro Zacarias…

Bibliografia:
OLIVEIRA, Edgard Otacílio da Silva. Valença: dos primórdios a contemporaneidade. Salvador: Secretaria de Turismo e Cultura, 2006. (col. Cidades da BAHIA)
SITE DO MINISTÉRIO DA FAZENDA: acessado em 11 de novembro de 2012, às 19h34.
SITE DO SENADO FEDERAL: acessado em 11 de novembro de 2012, às 19h45.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Gauderiando por ai - fragmentos de um diario


Gauderiando

Quem me dera se minha vida
Assim se resumi-se:
um amargo a tomar,
Poemas a escrever.
As mulheres, amar
E ouvir os meus CDs.
Fotografias fazer de coisas mil
Até que, quando cansar,
Sob o luar, tecer constelações de anil....

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Radio Atividade Livre


Rádio Atividade Livre

Valença, 29 de agosto de 2012 (à noite, na sede da MaCRo)


Rádio ondas livres.
Rádio ondas surreais.
Rádio ondas sonetos.
Rádio ondas verdes.
Rádio ondas tropi-hai-kais.
Rádio doce que não se cala,
Rádio que te quero sonho.
Rádio escarlate, mundial,
Rádio atividade constante.
Rádio ativa, solidária,
No deserto, rádio trovejante.
Rádio estrela, rádio galáxia,
Horizonte novo que amanhece.
Rádio sorriso de menino.
Rádio coração de estudante.
Rádio Soberana, popular,
Rádio do trabalho e do lar.
Rádio Maria’s e das cores,
Rádio primavera e das flores.
Rádio absyntho, fada verde,
Rádio racional, Ocidente, fractal!
Rádio Oriente, esotérica, transcendente.
Rádio una rio mar oceano,
Rádio de tantos planos.
Rádio rio corrente,
Una, elo, Rádio semente,
Rádio que quero ouvir sempre!

domingo, 23 de setembro de 2012

Requiem para MaCRo


Uma pessoa pinta uma flor de lótus na parede. Outra pessoa ensaia uns últimos passos de dança num palco que já não mais existe. Alguém escreve algo no seu computador, a espera de um sarau silencioso. Um casal fica nas cadeiras da platéia, olhando com nostalgia para uma sombra perdida no passado. Zeca Baleiro roda triste no aparelho de som, cantando um salmo serenamente angustiado de despedida, para um sonho que termina nesta noite do dia 19 de setembro de 2012. Neste momento de catarse, jovens e artistas vivenciam o fechamento melancólico da Casa de Cultura Maria Claudia Rodrigues (MaCRo).

Fundada em 15 de setembro de 2011, como homenagem a atriz e guerrilheira cultural Maria Claudia Rodrigues, a MaCRo funcionava na residência da homenageada. Neste um ano de atividade interrupta, a Casa de Cultura Maria Cláudia Rodrigues (filha natural da Ocupação Cultural) marcou a vida cultural da cidade. Realizou o "T3atro ATrois": experiência revolucionaria em que três espetáculos teatrais eram realizados simultaneamente: “Há vagas para rapazes de fino trato”, “Bororó” e “A Órfã do Rei”. Mais tarde, a peça "A Órfã do Rei" participou de um festival de teatro em Luanda (Angola) – ou seja, levando o nome da cultura valenciana para o mundo. Somando-se a isso, a MaCRo abrigou um curso de cinema ministrado por Araken Vaz Galvão, o Ritual da Lua Cheia (festejo new age realizada durante o plenilúnio); Uma oficina de máscara; um Curso de violão com Matheus Magyver e David Terra; Vernissage e Exposição das obras de Otávio Mota e Juliano Brito; O Cine Clube (em parceria com a UNEB) e uma edição do projeto "Por do Sol Unebiano" sobre literatura feminina. Além disso, em marco de 2012, abrigou o grupo argentino "Só Alegria". Em um ano rico, Valença viveu um clima raro de efervescência.

Valença tinha lá o seu espaço de experimentação, criação e existência artística. Era o espaço alternativo, onde as pessoas podiam livremente debater idéias e estéticas, sem preconceitos ou julgamento. Era o espaço underground da dialética e do pluralismo que nunca Valença tivera. Independente do credo religioso, político, estético ou filosófico, a MaCRo funcionava como uma trincheira cultural, um foco de alegria critica e que servia de contraponto ao status quo ideológico que impera em Valença. Local por excelência do debate sadio, era lá que os artistas jovens e jovens arteiros expressavam livremente seus pensamentos, sem medo nem censura (que, infelizmente espectro este ronda nossa cidade nestes últimos dias). Literatura, música, grafitti, teatro, filosofia, política, teologia ou apenas humor, tudo era falado, tudo era ouvido, tudo era sentido sem culpa e sem magoas.

Contudo, a MaCro fechou suas portas. Entrou em um estado de dormência, hiberna na espera de uma outra estação. Por quê? Falta de publico? Falta de dinheiro? Falta de clima propicio para um experimento como esse? Prefiro dizer que se fechou um ciclo. Em algum momento era preciso parar e colocar em ordem tantas as experiências e aprendizado. A Casa de Cultura Maria Claudia Rodrigues fecha as portas para entrar para a historia cultural de Valença. Mas os sonhos que a MaCRo representou continuam, esta certeza de que arte - ou melhor, a cultura - é um lugar de resistência e alegria, como uma melodia eterna perdida na brisa... Evoé, MaCRo, Evoé!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

A Sombra da Censura sobre Valenca


A Sombra da Censura sobre Valença

Ricardo Vidal
Escritor e Professor, formado em Letras pela UNEB, ex-estudante de Jornalismo pela UFBA

No sábado passado, dia 25 de agosto, Valença testemunhou um acontecimento lamentável: a rádio comunitária Rio Una FM 87,9 teve a programação suspensa por 24h por ordem judicial, em decorrência de um processo movido por um dos candidatos a prefeito. Não irei comentar as razões da suspensão ou a estratégia (infeliz) do candidato, mas o perigo em si que este precedente abre contra a democracia em Valença.
No artigo 5 da “Constituição Cidadã” de 1988, dentre os direitos fundamentais garantidos pela República Federativa do Brasil, encontra-se as liberdades de expressão do pensamento e “da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença”. Em outras palavras, nossa pátria garante não só o livre acesso à informação como a realização do livre debate de idéias. E isso é essencial para cimentar a democracia: as ideologias e as estéticas devem se confrontar dialeticamente para que a sociedade possa definir seus rumos. E para que isso seja possível, os meios de comunicação precisam ser livres para agir responsavelmente e exercer seu papel de forma digna. Esta liberdade deve ser preservado com unhas e dentes principalmente no período eleitoral, em que toda a população é chamada para opinar sobre os rumos que á sociedade irá seguir nos próximos anos.
Qualquer interferência e/ou ingerência que leve ao cerceamento desta liberdade implica em retrocesso nos direitos mais fundamentais do ser humano. Deixo claro que não irei defender abusos desta liberdade e reconheço que todo cidadão deve procurar a justiça se sentir lesado em seu direito. Contudo, imagino que existam outros mecanismos eficazes que poderiam ter sido utilizados, sem a necessidade de se suspender do serviço de radiodifusão da “Rio Una FM”. Multas, direito de resposta, advertências. Fechar a rádio, só em último caso e em situações gravemente excepcionais – o que não foi o caso! Censurar uma rádio comunitária, retirando-a do ar, lança sobre a sociedade valenciana uma das piores chagas que matam a democracia: a sombra da censura.
Temo que a disputa eleitoral encubra a gravidade da situação em si. Mais do que uma simples disputa entre os candidatos A, B ou C, o que foi colocado em xeque é o próprio direito à livre expressão. Este ato abre um precedente terrível e que deveria ser evitado a qualquer custo: Agora, independente da situação usando de artifício legal certo, pessoas ou instituições estão passíveis de serem censuradas. Se um candidato pode tirar do ar uma rádio pela qual nutre antipatia; quem me garante que um espetáculo artístico não venha ser censurado no futuro, caso alguém não concorde com a estética? Quem me garante que um jornal não venha ser fechado se alguém não antipatizar um colunista? Os reflexos desta ação na sociedade já chegaram ao cúmulo de quer censurar até um estudante só porque ele colou um adesivo político no seu caderno particular. E se, da mesma forma que foi um adesivo político, quem me garante que qualquer referência uma crença ou filosofia ou estética que seja por alguém indesejada também não será censurada? O precedente, infelizmente, foi aberto. Lamento que as pessoas que tenham impetrado tão infeliz ação não perceberam o câncer social que estão brincando. Não perceberam que esta chaga pode se expandir e atingir toda a sociedade, inclusive eles mesmos. Chaga que custou (e ainda custa) tanto sangue para extirpa-lo da vida humana.
Repito: entendo que liberdade deve ser exercida com responsabilidade e que as regras devem ser seguidas. Para tanto, basta seguir o bom-senso. Contudo, atentar contras os direitos mais elementares do ser humano, manipulando as leis, isso nunca! Escrevo este artigo como um escritor, nascido na Bahia de Castro Alves e Jorge Amado (dois baianos que tanto amaram a liberdade e por ela lutaram) e que já estudou jornalismo na UFBA (onde aprendi a importância da comunicação livre), mais do que nunca, como um cidadão que, independente de minhas idéias, discorda veemente da ação. Assim como Voltaire, defenderei sempre o direito da pessoa dizer o que pensa, mesmo não concordando com o que foi dito. Calá-lo, nunca! E tenho dito!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Cu(a)rta Ocupacao Cultural na MaCRo


CONVITE: Cu(a)rta Ocupação Cultural na MaCRo

Nem a chuva que caiu na última quarta-feira desestimulou os que estiveram na Casa de Cultura Maria Cláudia Rodrigues (MaCRo) para presenciar a primeira noite da Cu(a)rta Ocupação Cultural.

Retomando o projeto iniciado há 4 anos atrás no Centro de Cultura de Valença, Adriano Pereira abriu a noite desejando boas vindas, agradecendo as presenças e recitando o poema “A noite na quixabeira” .

Na música, Pedro Lion e Matheus Santana revezaram-se em solos de guitarra seguidos por David Willyan e Moab Souza que trouxeram também um repertório variado nas canções.

Quando a chuva insistiu em cair, os presentes não se desestimularam. Abandonaram o quintal e improvisaram na sala a continuação da Cu(a)rta Ocupação. Adriano leu uma poesia de sua autoria publicada no jornal Valença Agora, intitulada Salve Jorge, seguida de um poema publicado no livro Rio de Letras por Juliano Britto.

Foi a deixa para o aniversariante da noite, numa performance hilariante, improvisar num conto onde Deus dá ao homem 50 anos! Mas ele, guloso, sempre pede mais e acaba passando-se por outros bichos...

Voltando à poesia Ricardo Vidal recitou versos de sua autoria que também foram declamados pela professora Salete. A poesia e a música, além da boa prosa circularam pelas mesas noite adentro e com promessas de continuar nesta quarta, 22, às 18 horas, onde todos se re-encontrarão. Se você ainda não foi, sinta-se convidado.

A MaCRo fica situada na Praça Barão do Rio Branco , n 8 – São Félix e promove toda quarta a Cu(a)rta Ocupação Cultural. Um encontro entre poetas, músicos, dramaturg@s, atrizes, atores, dançarin@s, gente disposta a transformar sonhos em realidade.  Conta com o apoio da Rio Mar Modas, Secretária Municipal de Cultura, Jornal Valença Agora, Gráfica Prisma, CUT Bahia e APLB Sindicato.

Cu(a)rta Ocupação Cultural
Entrada R$ 1,00


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Canção para Minhas Musas


Canção para Minhas Musas

Valença; 18 de julho de 2012 (23h56)

Canção de todas as meretrizes e todas as amadas,
Não sei por que quero cantar este canto ébrio!
Canto porque o vinho existe e nada está completo
Nesta minha vida miseranda de poeta.
Canto porque vocês estão aí, com tuas pernas abertas
E lembram-me um passado inventado nos poemas!
Ah! Vejo-te agora candidatas, casadoiras, professoras,
Vejo-te cantando uma sinfonia em minha flauta vertebral!
Vejo-te alegres, cinzas, taumaturgas, traídas;
Vejo-te sem mim, mas em mim estão teus corpos
E teus perfumes e teus pecados tão bem gozados…
Vejo-te condessas e tristes em meus cantos,
Pois vós sóis amadas, mas não por um poeta!

Mas há uma lembrança boa em minha estrela
Que fulgura anil nos sonhos de Shangri-lá!
São lembranças de beijos escarlates na aurora
Ou de gemidos em um leito na memória.
E nestas lembranças eu fui homem e feliz!
Escala de sol de Nenhures, estrela bariônica
De infinito calor e luxúria, canto às lembranças
Das bem amadas anônimas que rasgaram minha blusa amarela
E com ela costuraram dez quilômetros de amanhecer.
Canto às bem-amadas que rasgaram minha carne
E deitaram-se famélicas na depressão no deserto de Neguev.
Canto às bem-amadas que desaparecem
Numa noite de temporal, noite sem Lua,
Noite em Luanda, por onde andará minha Lua?
Lua de orgasmos obscenos no céu arco-íris,
Diga-me: quantas bem-amadas ainda se lembram de mim?
Castelo de sonhos doloridos, sob nuvens construído,
Nesta sinfonia silenciosa canto a existência delas,
Que já me olvidaram em seus beijos e suas preces.
Mas, mesmo assim, nas trevas da noite, lembro-me
Como um arqueólogo que ama a poeira do passado…

Minhas bem-amadas, beijos de infinito,
De um pulsar azul emito meu grito,
Mayakóvisky perdido nas brumas do espaço…
Beijos, beijos e beijos, musas esquecidas de meu passado!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Hic Sunt Dracones


Hic Sunt Dracones

Valença; 01° de agosto de 2012 (01h54)

Cuidado, além dos nossos olhos há o desconhecido!
O abismo surge ante nossos pés como um horizonte em trevas
E nenhum farol se ouve na terra dos dragões.
Todos os dias minha estrela mira esta muralha
E diante desta verdade medita: “Hic sunt dracones”.

Ir além do Bojador,
Dobrar a esperança,
Vencer o titã Adasmastor,
Eis o que todas as almas almejam e lutam.
Para isso foram feitas tuas mãos e teus olhos,
Tuas garras e tuas asas.
Vencer! Sonhar! Ser!
Não temer quando uma voz mais cautelosa
Sussurra dentre os dentes: “Hic sunt dracones”.

Entretanto há os que preferem ficar na praia:
Vêem as ondinas chamando para a vida.
No entanto, se recolhem ao rebanho
Que se aninha em volta da fogueira.
E o mais ignorante da manada eleva a voz
Para amedontrar: “Hic sunt dracones”.

Prefiro cortar as ondas com minha espada
E cavalgando no cometa de Cervantes
Irei para além do crepúsculo cítrico de Cthulhu,
Fincarei minha bandeira nesta terra estranha.
E mesmo lutando com dragões ou domando centauros,
Dentre fadas e elfos, estabelecerei morada
Nesta terra que todos fogem dizendo: “Hic sunt dracones”.

Templo


Templo

Valença; 01° de agosto de 2012 (02h18)

Luz da aurora e dos amores,
Rosa sanguínea e luminosa
Que nasce nos prados siderais,
Teu coração é o templo carmim
De onde ouço as mais belas sinfonias.

Luz dos horizontes e das paixões,
Em teus beijos eu fiz perene morada.
Neles sugo os carrosséis selvagens
Das supernovas de vinho e de desejo,
Templo violáceo de nosso amor.

Luz, luz insone de meus olhos
Matutinos, teus beijos são serafins
De Rivendell, cometas roubados
Do oceano no qual o cupido esculpiu
Um templo de marfim no orvalho.

Luz marinha, pelas sereias, encantada,
Sonho com teus carinhos trilhando
Minha alma e em teu colo de ametista,
Dormirei as poesias que tu escondes
No templo de fogo e mel de teus braços.

Luz eterna dos anéis de Saturno,
Silêncio azul que fala  e Carícia terna que seduz,
A saudade corta quando distante de ti
Minh’alma vaga triste alhures, esperando
O momento nos encontrar no nosso templo de luz.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Canção Negra para Valença


Canção Negra para Valença

Valença, 25 de julho de 2012 (02h00 AM)


Valença, minha musa querida e ultrajada,
Ouço teus lamentos e revolto-me!
Teus olhos, eu não quero vê-los tristes,
E para vingá-la, tomo um cometa como espada.

Espada de fogo e versos, com ela em punho,
Mil estrelas eu espalho para t’iluminar, Valença!

Mil sonhos eu colho em teu colo, Valença.
Assim como um poeta que te ver feliz.
Rasgo este crepúsculo sombrio como treze estrelas,
Treze cavalheiros negros da aurora que
Iluminarão as esperanças e elas irromperão
Noites infinitas de lágrimas e desilusão,
Irromperão a dor e inércia residente no mármore.
As lágrimas que minha cidade verteu
Não ficaram impunes, pois treze estrelas
Ouvem seu clamor e te libertarão Valença, minha Valença.

Canção Rosa para Valença


Canção Rosa para Valença
(para Profa. Salete, com todo carinho)

Valença, 25 de julho de 2012 (02h27 AM)


Valença, meu jardim estéril e amado,
Olhe para o horizonte e veja surgir
Tuas rosas corajosas. Veja tuas rainhas
E teus filhas cuidarem de tuas feridas.

Escarlate rosa nova, mãe e mestra,
Mil estrelas surgem para te acordar, Valença.

Saúdam-te as treze estrelas jovens cuja
Alvorada rompe teus grilhões com canções
Latentes que teu solo esconde como sementes.
Estrelas escarlates te acariciam, Valença,
Teus teares urdem a nova esperança rubra
E treze rosas te coroam, Valença, para tu seres feliz.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Cancão para se aquecer no inverno

Canção para se aquecer no Inverno


Valença; 10 de julho de 2012

O inverno chegou com lágrimas e cinza em Valença
Pelo vento frio sobre o rio Una.
Chegou e fincou longa morada. 
Um inverno sem amanhecer, eterna noite de tristeza.
Inverno de chuvas oblíquas e longas como as de Macondo.
Inverno que não quer ninguém bem.
Inverno que trazia medo e sepultava os sorrisos e a Lua.
Mas quem é o Senhor, Dom Inverno, para mandar em Valença?
Eu quero as estrelas, trezes estrelas rubras
Rasgando as nuvens sobre a minha cidade.
Quero sorrisos e beijos e arco-íris 
Nos trezes céus encantados de minha (feli)cidade.
Quero os trezes fogos de Beltane aquecendo os sonhos.
Os sonhos chegam para desafiar as chuvas
E irromperem o solo como semente boa de esperança.
Inverno, tu viste, mas tu voltarás para teu lugar,
Já hora de mais uma vez Valença sorrir e cantar,
Brilhar tuas treze poesias escarlates na aurora.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Palavras de Ordem!

Todo poder á Ocupação (Cultural)!
Sacanagem, vinho e Pão!

Uma homenagem à Velha Guarda Bolchevique da Cultura...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Esperança


Esperança

Valença; 26 de junho de 2012 (22h59)

Vê? As estrelas ainda luzem no horizonte…
Faróis escarlates em trezes tons de alegria
Brilham para trazer a esperança em teus olhos.
Sei que os espinhos cínicos estão no caminho,
Atrapalhando nosso caminhar até a feli(cidade).
Sei que o mais fácil é desistir
E ser mais um no coro do rebanho.
Mas as estrelas brilham. E brilham alegres!
Ah, esperança rubra, de trezes flores vermelhas,
Deixe que teu manto cubra minha cidade
E faça o amanhecer escarlate trazer o progresso
Que tirará o cinza da tristeza e do abandono.
Deixe que meus sonhos floresçam no horizonte
E ilumine minha face. Estrelas, estrelas,
Trezes quimeras resplandecentes,
Vós soeis a esperança que ilumina os povos…

segunda-feira, 18 de junho de 2012

SOPA UM MICROCONTO


SOPA, UM MICRO-CONTO

Valença, 18 de junho de 2012 (23h14)

Deixe-me ver: o conto poderia começar dizendo que estou sozinho em minha casa, numa noite fria de lua-nova. Para quem morar só a casa sempre é muito grande e silenciosa - por isso fica mais fria ainda. Não ligo. O frio eu tiro de letra com as meias de lã e uma calça domingueira. O silêncio é bom. Mas, por vias da dúvidas, coloco um CD de ópera preferido. La Bohème. Fico na cozinha bebendo chá de camomila enquanto preparo uma versão rústica da Vichyssoise (substituindo o alho-poró por alho comum e gengibre micrometricamente cortados, e a pimenta branca pela pimenta calabresa). Que Silvio Lancellotti me perdoe as adaptações que fiz a partir da receita pescada em seu livro, mas tive que levar min ha alquimia com os ingredientes disponíveis. Depois de despejar o último paralelepípedo da batata no caldo fumegante, olho para minha xícara de chá já quase vazia. Momento de tensão. Poderia fazer neste ensaio de conto uma metafísica da existência ou sintetizar a poética da luta de classes nesta xícara quase vazia. Noite fria. Chá. Solidão. Sopa de Batata. Lua Nova. Ópera. Esses são os ingredientes para um bom conto moderno. A ópera em si já ajuda a fazer o clima boêmio. Mas nada disso importa, pois a única coisa que o eu personagem pensa é: "será que a sopa vai ficar gostosa? Pois eu estou com uma fome da muléstia..." Fecham-se as cortinas....

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Rosa Luminosa


Rosa Luminosa
Valença, 06 de junho de 2012


Rosa, flor do topázio das fadas, 
Teu hálito amanhece como um sorriso 
Cristalino de um arco-íris macio que beija 
O horizonte âmbar dentre as flores.
Teus olhos de rosas e ametista são fadas 
De absinto que dançam alegres nas pétalas
Aéreas onde os deuses fundam universos…
Rosa luminosa e suave, topázio quente,
O Luar das estações inscreve teu nome
Num círculo nacarado de jasmins,
Feito pelas mãos mágicas dos serafins,
Enquanto os Elfos da antiga Lothlórien
Cantam nas harpas célticas teus olhos de luz.
Mundos explodem alegres e flores chovem
Doces quando o brilho de teu olhar
Repousa docemente sobre a mágica rosa


Rosa, Rosa de Luz, Rosa de Fogo Etéreo,
Teu halo coroa em ti toda beleza do universo

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Estrela Valenciana


Estrela Valenciana
(para meu amigo Martiniano, feliz aniversário!)

Valença, 03 de junho de 2012

Uma estrela surge entre as ruas de Valença,
Como um profeta de treze novas alegrias.
Estrela negra, estrela escarlate,
Estrela de treze sorrisos sinceros,
Tua voz é por onde a esperança acorda
A boa gente valenciana para um novo porvir,
É a voz que rasga os trezes horizontes da feli(z)cidade
E que afugentará a tristeza e a inércia de tuas ruas.
Estrela que sonha, estrela que samba,
Estrela que age, estrela que luta,
Estrela que quero ver brilhar dentre os mármores,
Canta tua canção nova que Valença que ouvir;
Canta tuas treze poesias operárias
Para cidade acordar, sem medo de ser feliz…

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Outono II


Valença, 20 de maio de 2012 (06h08)

Treze rosas, treze tílias, treze edelweiss
Eu te ofereço dentro de um arco-íris,
Para que os jardins amanheçam doces
Nesta sinfonia de desejos que teu coração
Entoa quando nos amamos em nosso leito.

Treze risos, treze sonhos, treze beijos
Eu enfeito tua boca ávida de amor,
Enquanto treze estrelas dançando
Seu último brilho antes do amanhecer
Encontrar-nos enlaçados em nosso leito.

Treze vinhos, treze orgasmos, treze suspiros
As fadas espalham como orvalhos róseos
Que os marimbondos de fogo fecundam
Os sonhos carmim do luar macio de Rivendell,
Que irá nos cobrir suavemente em nosso leito.

Treze versos, treze canções, treze valsas
Esta Lua soberana tocará em seu violino
Sideral, quando os cometas trazem o cetim
Da poeira das estrelas cadentes, que irá
Ninar a fria noite de outono em nosso leito….

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Resolução


Valença, 17 de maio de 2012 (03h28)

Ao norte, a Ordem;
Ao sul, a cerca.
E eu, aqui, preso.
Ao norte, o Muro;
Ao sul, a certeza.
E eu, aqui, em silêncio.
Ao norte, a acomodação;
Ao sul, a mediocridade.
E eu, aqui, enclausurado.
No horizonte o desejo,
A possibilidade, o talvez…
E eu, aqui, parado.

Eu quero os trezes orgasmos,
O fogo perene, a liberdade!
Romper os grilhões do tédio,
Eu quero a ambição,
De voar na imensidão.
Eu quero estar dentre as estrelas,
Galgar o Mons Olympus,
Quero tocar o Sol com meus lábios,
Quer até (se for o caso do acaso)
Tombar com as asas de Ícaro,
Mas construir meus caminhos
Com os meus passos…

Nasci para ser Gigante
E conquistar os astros.
Ser ao Adamastor de granito
De minhas tormentas.
Ser o Senhor de minhas sendas,
O imperador de meu destino,
E autor da minha epopéia.

Sei que aqui
Também há a ternura,
Também há cobertura,
Também há a abertura.
Mas prefiro correr o risco
E ir atrás de minha lenda.
Que seja o rio ou o mar,
Que seja o deserto ou a serra,
Que seja a rosa ou espinho,
Que seja mesmo até a não-rosa!
Mal mas meu, com minhas mãos
Quero plantar as léguas
Que deslumbrarei meu caminho
E fundarei meus mils horizontes!


Não adianta o muro.
Não adianta a cerca,
Não adianta as grades,
Não adianta nem mesmo a seca,
Meus olhos estão firmes
E só sei que minh’alma
É livre e quer o além…

E mesmo que no Norte
Haja a Ordem ou a Certeza.
Mesmo que no Sul
Esteja o muro ou o Não
Sei que aqui não ficarei enclausurado.
Peregrino de meus sonhos,
Continuarei livre
E andando
E andando
E andando…

Canção do Sabiá


Valença, 17 de maio de 2012 (03h07)

Sabiá, jasmim alado do jequitibá,
Triste é o teu canto só na janela.
Tristes são teus bemóis, teu dó, teu fá,
Triste é o horizonte azul que esfacela
Distante, por detrás do vidro cor de âmbar.

Sabiá, tua cantilena é de saudades
Sinceras do velho e doce sertão.
Saudades de quem sonha a liberdade,
De voar alto, tão alto na imensidão,
Que toda alegria se resumiria nesta verdade.

Ah, meu sabiá amigo que te quero bem.
Dou-te abrigo, dou-te comida, dou-te carinho,
Dou-te até orquestra sem te cobrar um vintém!
Para que aqui se sintas em teu próprio ninho
E não te preocupes com tormenta que vem…

Mas, sabiá, sei que tua alma não nasceu
Para ficares em claustro ou ambiente mesquinho.
Tuas asas querem mais, querem o céu que é teu,
E muito mais que o velho e pequeno ninho…
Sabiá, para ti que o céu foi criado por Deus.

Por isso sabiá, olhe pela janela, para o horizonte.
As janelas estão abertas para teu vôo, sabiá!
Aproveite a oportunidade! Não te escondes
Em meio ao teu triste e ranzinza cantar.
Voe! Alto e veloz, voe feroz como pterodonte!

Voe como o albatroz! Voe como a águia ou o condor!
Do alto de teus talentos seja o alado profeta
Que transforma em melodia a alheia dor.
Dos corações apaixonados seja o estafeta,
Seja o alquimista a transmutar solidão em amor.

Sabiá, tu que nasceste para servir a Beleza,
Esqueça teu gueto de lamúrias e vá saudar
Tua liberdade. Para trás deixe a tristeza
Enterrada no passado e com teu cantar
Ilumine as trezes luas que regem a Natureza.

Segue livre teu caminho, meu doce sabiá,
Segue teu vôo em busca de tua estrela.
Mas não s’esqueça de quem ouvir cantar
Triste, com os olhos perdidos através da janela
De quem te admira por detrás do vidro cor de âmbar.

Descompasso


Valença, 10 de maio de 2012 (23h30)

No fundo eu sou uma criança e um ogro,
Labirinto onde se perdeu o homem maduro
E cujo coração parte-se com mil fagulhas.
Sou dois dragões de gelo e fogo a se degladiar
No horizonte impossível das rosas,
E cujos relâmpagos queimam inocentemente
Os jasmins que tanto amei no outono.
Trago nas palavras
Uma doçura que fere
E uma faca que afaga.

Sou um Gigante de vidro que desmorona
Com a primeira brisa do outono
E corta cegamente sem sentir a dor alheia.
Gigante, tu nunca fostes domado
E ainda vive como se um Jardim do Éden
Existe-se alhures no Himalaia.
Sabe que tuas pegadas esmagam
E que, quando tu queres, esmagam mesmo!
Mas nem sempre esmagas por quereres…
Ah, Gigante de vidro e vulcão,
Criança que perdeu o bonde na infância!

Labirinto de idades e emoções,
Assim meu coração corre pelos anos,
Lua e Sol que nunca se reconciliam
E a cada estação vai criando eclipses.
A cada estação vai moldando as fases
E neste vai e vem de emoções,
Meu coração. ele gira e gira e gira. E girando,
Pendem sobre o infinito a criança e o ogro…

terça-feira, 8 de maio de 2012

Outono


Valença, 02 de maio de 2012

Trezes estrelas brilham no outono,
Enquanto meus olhos deliram no horizonte.
Outono! Estação dos sonhos. Estação dos beijos…
Treze fogueiras acesas no infinito
Inscrito quando as folhas caem frias
Como o vento moleque nas campinas,
Que brinca com o sorriso morno e estelar
De tuas faces vermelhas.
Teus sonhos de feli(cidade)
São como frutos
Doces que explodem suas delícias
Numa fogueira perdida no outono.
Ah, como meus olhos crispam como pirilampos
Quando a noite cai como treze notas musicais,
Treze canções escarlates,
Treze beijos de quimeras,
No meio do horizonte sereno da madrugada…

terça-feira, 17 de abril de 2012

Documento-manifesto da juventude valenciana- A GENTE QUER INTEIRO, NÃO PELA METADE!


Documento apresentado e aprovado no I Encontro da Juventude Unida: Uma Valença Possível, realizado no CEMEP, em 14 de abril de 2012

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A GENTE QUER INTEIRO, NÃO PELA METADE!

A gente não quer só dinheiro,
A gente quer inteiro e não pela metade
(…)
A gente não quer só comida
A gente quer comida, diversão e arte.
Comida – Titãs

Durante anos, nossa voz não era ouvida. Fomos considerados imaturos e por isso, nossas opiniões eram descartadas. Nossas demandas ficavam em segundo plano, porque eram vistas como irrelevantes ou que poderiam ser postergadas. Muitas vezes, a preocupação de que “somos o futuro da nação” era apenas um discurso vazio e inócuo, traduzido na prática na velha política do “pão e circo”. Vivenciamos uma cidadania dada pela metade, onde há mais deveres do que direitos.
Mas agora é a hora de mostrarmos nossa cara. Somos a juventude valenciana. Somos do campo e da cidade, da periferia e do centro. Somos 20 mil cidadãos valencianos na faixa de 15 a 29 anos que estamos distribuídos entre estudantes, trabalhadores e desempregados. Somos a faixa da população que mais sofre as consequências do desemprego, da evasão escolar, da falta de formação profissional, das mortes por homicídio, do envolvimento com drogas e com a criminalidade.
Os jovens do campo convivem diariamente com a distância do centro da cidade, que é maior devido ao abandono do poder público. As estradas são ruins e o transporte, precário; dificultando o acesso aos serviços de saúde, à informação e ao lazer. Vive-se no campo com a expectativa do êxodo devido à falta de perspectiva.  A agricultura e a produção de alimentos não são devidamente estimuladas para que haja uma maior geração de renda e qualidade de vida no campo.
No centro da cidade a juventude convive com a falta de emprego e trabalho. Não existem políticas públicas que incentivem o desenvolvimento nem o empreendedorismo. Os bairros periféricos incham, crescem de forma desordenada, desequilibrando o meio ambiente e o convívio social saudável. A educação e a saúde são tratadas no limite das exigências legais e não são vistas como necessárias ao desenvolvimento. Não possuímos políticas públicas de incentivo a prática de esportes, de fomento a cultura e ao lazer. Nossos talentos artísticos, desportivos e culturais são desperdiçados, porque não há projetos que visem o pleno desenvolvimento de suas potencialidades. Espaços de lazer inexistem na cidade, com muitas poucas opções para ocuparmos nossas mentes ¬¬de forma produtiva durante o nosso tempo ocioso – facilitando que as drogas entrem em nossas vidas e prejudiquem nosso amadurecimento.
E agora, quais são os nossos desejos? Onde queremos chegar? Somos interioranos, mas o universo é o nosso limite. Queremos que Valença seja realmente a terra de paz, com mais investimento em educação e segurança pública. Exigimos a intervenção objetiva e clara do poder público. Para tanto, queremos o compromisso efetivo da construção coletiva das políticas públicas, tendo como a garantia do funcionamento da Secretaria Municipal de Juventude e toda a sua estrutura (como Conselho) e a destinação de, no mínimo, 3% do Orçamento Municipal aplicado efetivamente em políticas para a juventude. Enfim, uma secretária municipal de juventude atuante e não apenas decorativa. 
Nós, Jovens Valencianos, precisamos deixar de ser vistos como delinquentes pela sociedade e sim como cidadãos que possuem propostas e demandas próprias, mas que quer colaborar para o progresso de nossa cidade. Nossa contribuição para uma outra Valença possível está sintetizada nos seguintes pontos abaixo:

  1. A qualificação dos equipamentos públicos (como escolas municipais da zona rural e bairros ditos periféricos), dotando-os de uma estrutura com infocentros, quadras poliesportivas, auditórios, entre outros; que supram à carência dos jovens e funcione inclusive nos fins de semana, como Centros Integradores da Juventude.
  2. Melhorias nos acessos entre a zona rural e zona urbana, uma vez que uma depende da outra. 
  3. Requalificação dos nossos pontos de lazer e turismo, como o Guaibim e a nossa Orla Fluvial, e dotar os novos potenciais espaços (como a área das ruínas da antiga fábrica e as cachoeiras locais) de infra-estrutura, organizando e democratizando seu espaço físico, com respeito e cuidado ao meio ambiente, com proteção efetiva da fauna e flora locais. Revitalização das áreas de esportes e criação de espaços para a prática da ginástica rítmica. Criação da Praça do Hip-Hop, aproveitando o espaço no final da Orla Fluvial e que se encontra atualmente abandonado.
  4. Desenvolver mecanismos que permitam que o ensino seja realmente de qualidade, focado na evolução no próprio município e valorizando a nossa região, fazendo com que o jovem não necessite de sair para outras cidades para aprimorar sua formação. Criação de projetos para recuperar o esporte e lazer da nossa cidade, respeitando valorizando nossa cultura. Cursos gratuitos de línguas estrangeiras modernas (inglês, espanhol, etc.) que permite qualificar com mais eficácia o/a jovem valenciano/a.
  5. Lutar para que Valença seja realmente um pólo universitário. Implantação dos campi da Universidade Federal do Recôncavo Baiano e da Universidade Federal do Sul Baiano e fortalecimento do campus XV (Valença) da Universidade do Estado da Bahia. Apoio aos Institutos Federais instalados em nossa cidade.
  6. A garantia da manutenção da Casa do Estudante Valenciano nos diversos centros universitários do Estado, com mecanismos que garantam a sua ocupação e funcionamento de forma democrática e transparente, que atenda a necessidade do/as jovens estudantes os quais não disponham de condições para sua manutenção longe dos seus lares durante seus estudos.
  7. Trazer para a o município de Valença mais pontos de cultura. Criação e Regulamentação do direito da meia-entrada para todos os jovens menores de 30 anos.  
  8. Políticas de incentivo ao desenvolvimento dos talentos locais, tanto no campo esportivo, como no das ciências e das artes. Implantação de cursos livres de artes (música, dança, teatro, circo, etc), que visem à qualificação do jovem artista.
  9. Melhorais no mercado de trabalho para que esses jovens possam ingressar de forma digna no mundo produtivo. 
  10. Políticas públicas de saúde realmente voltadas para a juventude. Um atendimento diferenciado para o jovem na saúde mental, compreendendo que a juventude possui um perfil específico e que precisa ser considerado na hora do atendimento e que permita um tratamento digno e respeitoso para com o paciente.
  11. Pensar a saúde sexual do jovem com seriedade, permitindo que nós possamos vivenciar a nossa sexualidade de forma saudável e responsável.
  12. Que o poder publico reconheça que a dependência química na juventude não é só uma questão de policia, mas também é um problema de saúde publica e que e preciso um tratamento mais humanizado e preventivo.


Acreditamos que, com a união de toda a juventude valenciana, possamos dar a esta cidade uma nova cara, com respeito à identidade do nosso povo e, ao mesmo tempo, contribua para o seu progresso. Durante anos, nossa voz foi sufocada. É a hora de aquecermos nossas gargantas e libertar nosso grito de indignação e as nossas idéias. Desejamos uma cidade mais justa, igual e fraterna, com o direito de ir e vir plenamente assegurado, permitindo que nós possamos ser REALMENTE o futuro e o presente de nossa nação. Mais do que isso, queremos mostrar que, com uma juventude unida, outra Valença é possível!


sexta-feira, 13 de abril de 2012

COLEGIO HERMINIO MANUEL REALIZA A PRIMEIRA EDICAO DO PROJETO SEXTA NO PALCO


Embora tenha acontecido numa quarta-feira, o projeto “Sexta no Palco” articula
saberes em diversas áreas artísticas com apresentações dos seus alunos.

Na última quarta-feira (04), o Colégio Estadual Hermínio Manuel de Jesus, anexo do Colégio Estadual Gentil Paraíso Martins, localizado na comunidade do Bonfim, realizou a edição de abertura do projeto “Sexta no Palco”. Este projeto tem a finalidade de reunir os alunos para assistirem e realizarem apresentações artísticas no coreto da escola.

Na primeira apresentação, os professores do Colégio Hermínio recitaram poemas, tocaram violão e cantaram, o que estimulou muito os alunos, com suas respectivas habilidades e talentos. Nos turnos vespertino e noturno, a professora Claudiana Pereira, vice-diretora da unidade escolar, fez a abertura do evento desejando boas vindas e os convidando para participar. Fazendo sua entrada jogando capoeira, o professor Ricardo Vidal (Língua Inglesa) declamou um de seus poemas, fazendo uma referência à capoeira e aos ritos indígenas, retomando a origem do povo brasileiro. Em seguida, numa mistura de música e literatura, a professora Taylane Nascimento (Língua Portuguesa) declamou a música “O homem falou” de Gonzaguinha, que, com samba no pé, fez o convite a todos os alunos a participarem das próximas edições do projeto.

Já o professor Eduardo Lopes cantou e encantou com sua voz e violão. Interpretou a música “Wonderwall”, da banda internacional Oasis. O evento foi encerrado pela declamação do poema “Vertigo” (versão em inglês do poema “Vertigem”, do professor Ricardo Vidal), com tradução simultânea do professor Eduardo Lopes. 

Os alunos marcaram presença com belas apresentações. A turma do 1° ano 01 (Vespertino), com a dança da música “Família Feliz”; o aluno Ícaro Carias, do 3° ano (Vespertino), com a voz e violão, e um pot-pourri das músicas “Pais e Filhos” de Renato Russo e “Stand By Me” de John Lennon. No noturno, os alunos Leandro Miranda e Robson Santos deram um verdadeiro “show” de violão, ao interpretarem diversas músicas. Sexta-feira (13/04) tem mais “Sexta no Palco”. Diante de tudo, ficou a sensação de que “Valeu à pena, êh, êh!”
Eu, Prof. Eduardo Lopes e Profa. Claudiana


Declamando meus poemas (além de fazer meu merchandising)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

SAIU MINHA NOMEACAO COMO PROFESSOR

Deu no DOE (Diário Oficial do Estado), no dia 11 de abril de 2012:


O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições, e tendo em vista o disposto no art. 12 da Lei nº 6.677, de 26 de setembro de 1994,

R E S O L V E

nomear para o cargo de Professor Padrão P - Grau 1, do Quadro de Pessoal da Secretaria da Educação, os candidatos abaixo nominados, por ordem de classificação, habilitados em concurso público, homologado através da Portaria Conjunta SAEB/SEC nº 08 de 21/06/2011, publicada no D.O.E. de 28/06/2011 e que cumpriram o estabelecido no Edital de Convocação da Secretaria da Administração e Secretaria da Educação, publicado no D.O.E. de 06/12/2011, em conformidade com o disposto no item 5 do Edital de Abertura de Inscrições SAEB/02/2010:


DIREC 05 – VALENÇA

MUNICÍPIOS     DISCIPLINA         CANDIDATO                              CLASSIF.
Cairu                     Língua Portuguesa     Evelyn Dryn Silva da Hora                    4°
Nilo Peçanha                                          Taylane Santos do Nascimento             5°
Valença                Inglês                       José Ricardo da Hora Vidal                 6°
 Varzedo                                                 Alessandra Ribeiro de Jesus                     7°
                                                               Tabatha Yukiko Idogawa Nascimento     10°
                              Espanhol                   Karla Mauricia Cardoso Accioly              1º
                              Geografia                  Loana de Abreu Malta                             2°
                              Biologia                    Dyana Carvalho de Souza Santana           5°


(*) Item 4.1 do Edital SAEB/02/2010, Lei Federal nº 7.853, de 24/10/1989, e no Decreto Federal nº 3.298, de 20/12/1999, e suas alterações.

PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 10 de abril de 2012.

JAQUES WAGNER
Governador

sexta-feira, 6 de abril de 2012

CANCAO VERMELHA PARA VALENCA


Valença, 26 de março de 2012 (04h55)

Valença, meu sonho frustrado e amargo,
Ouça teus filhos gritarem uma nova canção.
Tangem nos corações treze sinos pelas novas
Esperanças que expulsarão a incompetência!

Escarlate é teu futuro, escarlate são as estrelas
Madrugando firme em treze horizontes certeiros!

Minha Valença sonha vermelho, porque
As estrelas que anunciam a paz são vermelhas.
Rubra e Branca é esta aurora do progresso,
Tantas vezes negada, mas ainda desejada,
Inflamando corações e mentes a lutar.
Num sonho vermelho e possível quero
Irrompendo treze estrelas sábias para uma Valença
Alegre e Próspera, com treze motivos para cantar.
Num carrossel de estrelas rubras, minha Valença
Ouvirá sua canção vermelha de Prosperidade…

terça-feira, 20 de março de 2012

Uma homenagem justa aos decanos da cultura valenciana

Uma homenagem justa aos decanos da cultura valenciana

por Ricardo Vidal
Escritor e Professor do Colégio Estadual Hermínio Manuel de Jesus (Bonfim). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB (Campus 1).

Na primeira quinzena de março, três instituições homenagearam dois decanos da intelectualidade valenciana: A UNEB / Campus XV e a Casa de Cultura Maria Claudia Rodrigues (MaCRo), através do "Por do Sol Unebiano", realizou uma palestra sobre literatura feminina em homenagem a profa. Macária Andrade no dia 15 de março. E na noite do dia 17, o Centro de Estudos Avançados de Defesa dos Direitos Humanos (CEADDH) fez um sarau lítero-musical para homenagear Dr. Mustafá Rosemberg. Felizmente estes eventos ocorreram estando ambos os homenageados vivos, permitindo que eles saibam do afeto que o povo de Valença tem por eles.

É importante que eventos e homenagens como estes sejam feitas enquanto estas pessoas ainda se encontram vivas. O legado que tanto Mustafá Rosemberg quanto Macária Andrade deixaram para Valença estão além da suas atuações profissionais nos setores da Saúde e da Educação, respectivamente. Suas produções e conquistas literárias (que elevam o nome da nossa cidade), suas lutas por uma Valença melhor e próspera e seus exemplos como pessoas e cidadãos os tornam eternos credores do afeto e admiração do povo valenciano e o maior erro que se haveria fazer é de celebrá-los depois de mortos.

Como educadora e formadora de várias gerações de valencianos, Macária Andrade já conquistara sua colocação como nome ilustre da região. Professora e diretora fundadora do então Ginásio Industrial Ministro Oliveira Brito (atual Colégio Estadual Gentil Paraíso Martins), dirigiu e ensinou várias escolas de 1º e 2º na cidade e lutou por para que nossa cidade pudesse sediar um curso superior. Seu sonho se transformou em realidade que a UNEB trouxe um dos campi para aqui. Contudo, se isso já não fosse suficiente, Macária é uma escritora de mão cheia: poetisa, contista e cronista, autora da letra do hino de nossa cidade. Sua literatura a fez merecedora de estar nos quadros da Academia de Letras do Recôncavo (ALER) e presidir a nossa Academia Valenciana de Educação, Letras e Artes (AVELA).

Mustafá Rosemberg, igualmente já estaria no Olimpo valenciano pela sua atuação como médico: cirurgião e médico ginecologista e obstetra, ele ocupou diversos cargos na Santa Casa de Misericórdia de Valença, idealizou e fundou o Núcleo de Orientação contra o Câncer e foi diretor da Associação de Proteção à Maternidade e Infância. E sempre cônscio de seu juramento na hora da formatura, faz da medicina ainda hoje um claro exemplo da prática amorosa ao ser humano (haja visto ter recebido recentemente o prêmio Melhores do Ano 2012, na categoria profissional liberal). Mas o humanista de coração adolescente que é Mustafá o fez também professor de inglês nos colégios de Valença, presidente do Rotary Clube, empreendedor e maçom da melhor estirpe. Mais ainda, orador talentoso, Mustafá é um poeta inspirado de alma alegre e generoso, que toda semana brinda o povo valenciano com os poemas publicados no Valença. Igualmente membro da ALER e da AVELA, não deixa de usar seus louros acadêmicos para prestigiar os artistas locais promissores.

Macária e Mustafá são hoje os decanos da intelectualidade valenciana. E se estes últimos eventos promovidos pelo UNEB, MaCRo e CEADDH ainda é muito pouco diante da grandeza deles, que elas sirvam também exemplo para outras homenagens em vidas todos os demais valencianos ilustres que continuam batalhando e engradecendo o nome da Industrial Cidade de Valença, a exemplo de Araken Vaz Galvão Macária Andrade e Mustafá Rosemberg, dentre tantos outros.

quarta-feira, 14 de março de 2012

UNEB e MaCRo promovem palestra em homenagem a Macaria Andrade


UNEB e MaCRo promovem palestra em homenagem à Macária Andrade



A Casa de Cultura Maria Cláudia Rodrigues (MaCRo) e a Universidade do Estado da Bahia (Campus XV / Valença) promovem nesta quinta-feira, dia 15 de março, às 17h, na sede da MaCRo (Praça Barão do Rio Branco, 8, São Félix), a palestra "A poética do feminino na poesia baiana: uma homenagem à escritora Macária Andrade". A palestra faz parte do projeto "Por do Sol Unebiano", que se realiza em conjunto com as atividades "Março Mulher", desenvolvida pela MaCRo para comemorar o Dia Internacional da Mulher.


Durante a palestra do Por do Sol Unebiano, serão analisados os elementos que caracteriza a literatura feminina como uma poética (modo específico de criação artística), utilizando exemplos da poesia escrita por autoras valencianas, especialmente nos textos de profa. Macária Andrade. O evento será conduzido por Ricardo Vidal, escritor e professor do Colégio Estadual Hermínio Manuel de Jesus, que é formado em Letras /Inglês pela UNEB, está concluindo a especialização em Estudos Literários na UFBA e possui pesquisa acadêmica sobre a literatura feminina na contemporaneidade.


O projeto Por do Sol Unebiano, que já está sua quarta edição, é uma atividade de extensão organizada pelos alunos de Pedagogia do Campus XV da UNEB, sob a tutela de Prof. Ms. Ruy D'Oliveira e com a participação da Profa. Esp. Taylane Nascimento. Ele visa fazer debates abertos à população com temas relevantes da atualidade. Normalmente realizada no auditório da universidade, este é a primeira vez que uma palestra será realizada fora da instituição, com o intuito de aproximar o saber produzido pela universidade com os interesses da população.


Beleza Roubada no MaCRo Cineclube

Na sexta-feira, dia 16 de março, às 17h, O MaCRo Cineclube o filme "Beleza Roubada", de Bernado Bertolucci. Com Jeremy Irons e Liv Tyler, a história fala de como uma garota norte-americana de 19 anos, que após o suicídio da mãe, parte para Itália em busca da identidade de seu pai e para rever seu namorado. Viagem esta que irá marcar definitivamente sua vida. O debate após a exibição do filme será conduzido por Nádia Ribeiro, estudante de psicologia da UFRB.


As atividades desenvolvidas pela MaCRo durante o "Março Mulher" contam com o apoio do UNEB - campus XV, CUT Bahia, Lojas Rio Mar, Aplb Sindicato, Secretarias Municipais de Cultura e de Promoção Social, Gráfica Prisma e Jornal Valença Agora, através do Projeto Deixe sua Marca.


Assessoria de Comunicação da MaCRo (Casa de Cultura Maria Cláudia Rodrigues)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

90 anos da Semana de Arte Modena


Peço licença a profa. Eliana Mara para postar este clipe educativo, mostrando como o modernismo chegou ao Brasil via São Paulo. Também, fica como uma homenagem ao nonagésimo aniversário do evento. E, desde já, começa a contagem regressiva para o centenário. São Paulo 2022, aí vou eu!!!!!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

As Ardentias

Baía de Todos os Santos (F.B Anna Nery), 14 de dezembro de 2011


Sonho com o mar.
Sonho com as ondas quebrando na Eternidade.
Sonho com os ventos navegando entre ardentias
Em meu barco de papel.
Lanço velas e esperanças ao largo,
Para me perder entre os horizontes além do horizonte.
Vogo como um velho marujo,
Que vence as garras de Neptuno a cada onda
Em que o oceano me envia como um sorriso aberto.
Sereias e delfins e leviatãs e tritões
Saúdam-me quando cavalgo as ardentias
Com meu barco, em busca de um farol.
Às vezes descanso em algum porto…
Mas não tarde!
O mar é uma noiva ciumenta que m’enfeitiça
E cujos braços eu sempre retornarei.

Sonho com o mar.
E é para além das margens do Oceano
Onde eu quero me deitar…

Biblioteca do Bardo Celta (Leituras recomendadas)

  • Revista Iararana
  • Valenciando (antologia)
  • Valença: dos primódios a contemporaneidade (Edgard Oliveira)
  • A Sombra da Guerra (Augusto César Moutinho)
  • Coração na Boca (Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo)
  • Pelo Amor... Pela Vida! (Mustafá Rosemberg de Souza)
  • Veredas do Amor (Ângelo Paraíso Martins)
  • Tinharé (Oscar Pinheiro)
  • Da Natureza e Limites do Poder Moderador (Conselheiro Zacarias de Gois e Vasconcelos)
  • Outras Moradas (Antologia)
  • Lunaris (Carlos Ribeiro)
  • Códigos do Silêncio (José Inácio V. de Melo)
  • Decifração de Abismos (José Inácio V. de Melo)
  • Microafetos (Wladimir Cazé)
  • Textorama (Patrick Brock)
  • Cantar de Mio Cid (Anônimo)
  • Fausto (Goëthe)
  • Sofrimentos do Jovem Werther (Goëthe)
  • Bhagavad Gita (Anônimo)
  • Mensagem (Fernando Pessoa)
  • Noite na Taverna/Macário (Álvares de Azevedo)
  • A Casa do Incesto (Anaïs Nin)
  • Delta de Vênus (Anaïs Nin)
  • Uma Espiã na Casa do Amor (Anaïs Nin)
  • Henry & June (Anaïs Nin)
  • Fire (Anaïs Nin)
  • Rubáiyát (Omar Khayyam)
  • 20.000 Léguas Submarinas (Jules Verne)
  • A Volta ao Mundo em 80 Dias (Jules Verne)
  • Manifesto Comunista (Marx & Engels)
  • Assim Falou Zaratustra (Nietzsche)
  • O Anticristo (Nietzsche)