Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

sábado, 30 de agosto de 2008

Memo para Aula "Tecnologia Aplicada ao Ensino de Lingua Estrangeira"

Só para não me esquecer: próxima quarta-feira, dia 03 de setembro, apresentar trabalho sobre Blogs e sua aplicação ao ensino de Língua Inglesa.

  1. Falar sobre definição de blog;
  2. Diferença de postagem entre blog e site "normal" (HTML e derivados);
  3. Evolução e tipos de blogs (destacar o cyber-diário - Bruna Surfistinha, blog jornalistico - Blog do Noblat, blog de humor - Atrocidades/NizoNeto e Kibeloco, Blog Corporativo - Sexpedia, Blog Literário - Angelo Paraíso Martins, Andreia del Fuego e o meu);
  4. Blogosfera;
  5. Exemplos de uso de blogs na sala de aula (consulta, apostila eletrônica, mural-comunidade da turma, tipos de avaliações usando blogs).
  6. FAQs - Antecipar possíveis contra-argumentos e dúvidas sobre blogs
  7. Sugerir uma tarefa a ser aplicada à turma: postarem resumos de todos os alunos no "Unebian Blog"
Usar slide do power-point e a própria internet.
Mandar um abraço para turma para toda a turma

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Fragmentos de um diário XX - a beira de um ataque de nervos

(Poemeto quase Desabafo)

Salvador, 14/novembro/2003

Mais Poesia, Sexo e Fantasia
Menos Dor e Hipocrisia

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Nervoso. Extramamente nervoso. Uma pilha de nervos. Assim que me sinto ultimamente.

Família, Família, Família, Formatura, Família, Família, Família, Família, Estudos, Futuro, Família, Família, Família, Família, Falta de resposta da parte da mulher que amo, Família, Família, Família, Família, Faculdade, Família, Família, Futuro, Família, Família, Família, Corrente (bestas) de e-mails, Família, Família, Família, Família, Família, Família, Família, Família, Família, Pais chatos, Família, Família... Como não ficar nervoso por conta por conta disso tudo??? Conviver com meus pais, ultimamente, faz com que eu perca a crença na Humanidade. De que adianta as Artes, as Olímpiadas, as Conquistas da Ciência, quando observo o comportamento obtuso de meus pais???

O poemeto acima aparece como um desabafo de minha alma. Uma última tentativa de ainda encontrar um pouco de esperança em relação à vida...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Carta a Casa Branca



Carta à Casa Branca


23h52 Salvador, 12 de setembro de 2002


Tu me dizes que não fui solidário[1]
Quando tombaram os dois gêmeos
Nem por ter chorado pela fortaleza ferida.
Entretanto, onde estavas tu
Quando meus irmãos desapareceram
Nas trevas verde-oliva que cobriram A América Latina?
Onde estavas quando a Fome devastava Angola e Moçambique?
Tu foste solidário com os Vietnamitas do Norte
Que lutaram pela sua autodeterminação?


Tu choras teus mortos de 11 de setembro,
Sei que foi duro e trágico,
Mas quem dobrou o sino de finados
Pelos palestinos de Sabra e Chatila?
Pelos muçulmanos bósnios na Iugoslávia?
Pelos Hutus e Tutsis em Ruanda?
Pelos negros de Soweto e Somália?
Pelos torturados das ditaduras militares?
Quem chorou pelos timorenses na década de 90?
Pelos comunistas afeganes na década de 80?
Pelos guerrilheiros latino-americanos na década de 70?


Teus olhos baços de lágrimas acendem-se em volúpia de sangue
E prepara uma nova orgia de vinganças.
Nega tu o futuro para os NOSSOS infantes
E ainda ousas dizer que lutam pela democracia?
Ah, senhor presidente!
Ah, povo norte-americano!
Posso chorar pelos teus mortos
Mas, só depois de me solidarizar
Com os oprimidos pelo teu jugo.


[1] “O filme não se solidariza com a dor dos Estados Unidos” - Crítica de um espectador norte americano, após assistir o filme 11.09.01 (Onze Minutos, Nove Segundos e Uma Cena), exibida no programa Metrópolis (TV Cultura de São Paulo), em 12 de setembro de 2002

Fragmentos de um diário - notícias do reino de Janbom

Mais uma madrugada de agosto. Silêncio. Insônia. O que acontece no Reino de Janbom?

Na minha vida civil (aquela que meu corpo precisa viver), estou correndo para terminar o meu estágio IV e preparo-me para atacar minha monografia (graças a Deus pude comprar alguns dos livros que estavam me faltando!!!!). Equanto isso, penso no meu próximo passo: Onde devo fazer meu mestrado? Devo arriscar na UNEB? Como faço para que Elisabete se apaixone por mim? Meu Deus!! E ainda há a eleição municpal deste ano e preciso participar mais na campanha de Salete Lucena... Tantas decisões para tão pouco tempo...

Já no Reino de Janbom, no meio da madrugada, o escritor R Vidal passeia pelas ruas da capital. Ao chegar num cruzamento, debaixo de lampião, ele saca uma garrafa de Chianti e sorve um longo gole de sua fada escarlate. Ao longe, Lima Barreto e Olavo Bilac estão discutindo literatura. Discussão alegre que o escritor irá daqui a pouco participar. E em alguma esconderijo, Che Guevara e Lula planejam a próxima revolução que mudará o mundo. Revolução que o escritor certamente apoiará. Tudo isso sobre um luar plácido das serenatas de Chopin

- O que é uma monografia sobre erotismo feminino, um estágio de ensino de Inglês ou a vida acadêmica diante da beleza das trevas numa noite de tempestade? Pergunta o escritor.

Na sua terra de sonhos, poesia é medida em ouro e as musas estão aos seus pés. No Reino de Jambom, a vida civil é que seria apenas uma página de ficção...

sábado, 9 de agosto de 2008

Fragmentos de um Diário - Eleição Municipal de Valença 2008




2008, ano de eleições municipais. Ano de ebulição e de tormentas. Ano em que eu vivo uma de minhas paixões: a política. Principalmente quando a política trata do meu querido e desolado torrão natal.


Em alguns posts anteriores (mais precisamente os de junho), eu deixei alguns cometários sobre o tema. Deixei clara qual é a minha visão do papel do escritor (não nego minha adesão a persperctiva gramsciana do intelectual orgânico e engajado), minhas preferências pela candidatura do atual presidente da CUT-Bahia, Martiniano Costa, a prefeito de Valença e meu desagravo diante da postura do outro postulante a candidatura, cujo jeito causou antipatia e desconfiança como candidato pelo PT, partido ao qual sou filiado e não nego.


Só que fiz estes comentários ainda calor das convenções, quando os dados ainda estavão rolando e as apostas do poquer eleitoral estava sendo feitas. E agora, em pleno mês de agosto, com as candidaturas já registradas e homologadas, as cartas postas na mesa e vendo quando ganhoupor blefe ou porter uma mão forte? Como fica?? Quem eu irei votar?? Isso algum leitor - natural de minha cidade de Valença - pode me perguntar neste momento. É aí que faço uma peuena reflexão no meu blog:


Sobre a candidatura majoritária, o que temos? Apesar de Martiniano ter sido escolhido, ele preferiu renunciar a candidatura. Creio que ele fez a escolha certa. Apesar de que, a princípio, sua candidatura seria vitoriosa este ano (sua ligação com o presidente Lula e o governador Jacques Wagner, alem do que, dos candidatos de 2004, ele foi o único que não se desgastou com o troca-troca de prefeitos nesta última gestão), as ranhuras provocadas durante as eleições interna do PT (fruto de uma postura que eu achei condenável do outro pré-candidato de métodos estalinista e que fez com que ele perdesse aos meus olhos qualquer empatia pela sua campanha) minou a unidade e o prestígio do partido na cidade. Diante deste quadro, é melhor sair por cima (como ele saiu) do que participar de uma campanha que começava problemática. Só lameto que a cidade perdeu um candidato que era sabidamente democrático e socialista e que representa todos aqueles que lutam pelo mais justo, o mais ético e o melhor para Valença.


Então, como ficou a chapa majotirária do PT valenciano? Infelizmente, o outro candidato, de quem eu tinha reservas profundas, se apresentou. O tal médico stalinsita que caiu de para-quedas em valença. E agora, José Ricardo? Devo dizer que ele arrefeceu completamente meu entusiasmo para a eleição deste ano. Contudo, reconheço que ele será um bom teste para minha formação "partisan". Como militante de um partido, creio que o candidato apresentado pela minha agremiação é o que mais se assemelha as minhas convicções. Todavia, eu admito que existe uma grande diferença entre minha posição marxista democrática que defendo e a postura stalinista deste candidato. Felizmente, como o candidato a vice-prefeito é um primo meu do qual tenho confiança na honestidade e no espírito democrático e progressista, a digestão da escolha fica menos amarga.


Quanto a eleição proporcional, eu já decidi. É uma mulher, professora, sindicalista (ex-presidenta da delegacia da APLB na minha cidade) cujas idéias eu comungo e que representa todos valencianos que querem o progresso, democracia e a justiça social. Como não sei se pode divulgar nomes de candidatos num blog sem que isso acarrete penalidades à candidata, só direi que que o número dela é PT650!!! (Assim que sair o site dela, eu divulgo aqui). Com ela eu vou junto sim, por amor a minha querida e amada Valença.


Pois bem. Por enquanto, é só isso que tenho a comentar sobre a política em minha cidade, este ano. Se o candidato a prefeito não ajuda, pelo menos confio no vice e na candidata a vereadora.

Biblioteca do Bardo Celta (Leituras recomendadas)

  • Revista Iararana
  • Valenciando (antologia)
  • Valença: dos primódios a contemporaneidade (Edgard Oliveira)
  • A Sombra da Guerra (Augusto César Moutinho)
  • Coração na Boca (Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo)
  • Pelo Amor... Pela Vida! (Mustafá Rosemberg de Souza)
  • Veredas do Amor (Ângelo Paraíso Martins)
  • Tinharé (Oscar Pinheiro)
  • Da Natureza e Limites do Poder Moderador (Conselheiro Zacarias de Gois e Vasconcelos)
  • Outras Moradas (Antologia)
  • Lunaris (Carlos Ribeiro)
  • Códigos do Silêncio (José Inácio V. de Melo)
  • Decifração de Abismos (José Inácio V. de Melo)
  • Microafetos (Wladimir Cazé)
  • Textorama (Patrick Brock)
  • Cantar de Mio Cid (Anônimo)
  • Fausto (Goëthe)
  • Sofrimentos do Jovem Werther (Goëthe)
  • Bhagavad Gita (Anônimo)
  • Mensagem (Fernando Pessoa)
  • Noite na Taverna/Macário (Álvares de Azevedo)
  • A Casa do Incesto (Anaïs Nin)
  • Delta de Vênus (Anaïs Nin)
  • Uma Espiã na Casa do Amor (Anaïs Nin)
  • Henry & June (Anaïs Nin)
  • Fire (Anaïs Nin)
  • Rubáiyát (Omar Khayyam)
  • 20.000 Léguas Submarinas (Jules Verne)
  • A Volta ao Mundo em 80 Dias (Jules Verne)
  • Manifesto Comunista (Marx & Engels)
  • Assim Falou Zaratustra (Nietzsche)
  • O Anticristo (Nietzsche)