Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Lançamento de "A Infância do Centauro", de José Inácio V. de Melo

"Meu caro amigo poeta Vidal, vim lhe convidar para o lançamento do meu livro “A infância do Centauro”, que vai ser no sábado, dia 21 de julho, das 9h 30 às 14h 30, na LDM Livraria Multicampi, que fica na Rua Direita da Piedade, 20, no Bairro Piedade, em Salvador. Espero contar com sua presença! Abraços.JIVM" (convite enviado via Orkut)
O quê? Lançamento do livro A Infância do Centauro, do escritor José Inácio Vieira de Melo
Quando? Sábado, 21 de julho de 2007, das09h30 _a 14h30
Onde? Livraria LDM Multicampi (Rua Direita da Piedade,20, Piedade - próximo à Faculdade de Economia da UFBA).
Fica o registro e o convite para prestigiarem a obra de um dos maiores nomes da literatura baiana, neste início de milênio.

Introspecção (poema em prosa)

(Poema em Prosa)

Salvador, 19 de agosto de 2007

Hoje eu estou introspectivo. Não quero ver o Sol lá fora. Não quero ouvir a Nona Sinfonia de Beethoven. Não quero assistir Paula Picarelli apresentando “Entrelinhas” ou Giulla Gam em “Contos da Meia-noite” na TV Educativa da Bahia. Hoje eu não tenho sorriso nem poemas para bem-amada. Nem quero ver os beijos de Ingrid Bergman no cinema. Ando tão a flor da pele que só penso em ouvir Zeca Baleiro ou dormir pra nunca mais acordar. Ou nunca dormir, para não ter que sonhar com as quimeras e esfinges que me apavoram. Uma cena de beijo faz com que uma lágrima surja na minha face e deixe-me pensando nas fantasias romanescas que nunca tive. Um grito na noite faz com que meus nervos tremam e veja nas sombras a imagem de um vampiro. As frustrações e os fantasmas rodam no meu quarto e por isso que não quero dormir mais nele. Quero fugir, contudo não existe porta. O Labirinto de Creta se fecha e não sei quando o Minotauro irá me atacar. Não recebo mais as cartas de minha Vênus Catarinense. O ambiente em meu derredor exala pútridos bafejos de mediocridade e minh’alma sufoca. Quero a Lua, mas ela não aparece. Nenhuma estrela do crepúsculo me guia pela charneca e fico sem saber qual caminho devo seguir. O galo todo dia canta. Mas não ouço. Remédio. Sertralina. Clonazepan. Amitriplina. Coquetel amargo para que não estoure como Eduard Northon em “Clube da Luta” e dê vazão para minha autodestruição. O Mundo como Distopia eterna. O Amor como uma Sereia do Mal. A Vida como uma Esfinge famélica. Nada de sucesso. Nada de Paixões e patologias. Assistamos todo o Big Brother Brasil e vejamos como ele é pior que o Grande Irmão de George Orwell. 1984 e Metrópolis, já chegamos. E um furacão dentro de mim derruba cada uma de minhas esperanças. Divorcio entre mim e o mundo capitalista. Dúvidas. Não consigo mais ouvir uma música alegre que logo me irrita. Minha alma é cinza demais para que possa ouvir o "Trenzinho Caipira" de Villa-Lobos. Poemas? Só "Ahasverus e o Gênio" de Castro Alves, Sylvia Plath ou Lorde Byron – nada de Manuel Bandeira ou Homero. Filosofia? Nietzsche ou Schopenhauer – nada de Doutor Pangloss, Epicuro e conformismos teológicos. Minha viagem é sem vinho e não passa além do buraco-negro do meu umbigo. Como posso pensar no mundo se ele me oferece o amor como Dobrada à Moda do Porto – e fria?! E não querem que eu tenha razão… Querem-me que seja da companhia (que maçada), que seja tributado, protocolado, carimbado, registrado e com as devidas taxas pagas. Querem eu escreva uma carta laudatória ao senhor doutor advogado de minha província natal pelo lançamento de seu soneto medíocre num jornal local, dizendo como eu me enalteço-me gabando-lhe suas galimatias. Querem que eu tenha paciência e espere o mundo, quando este não o tem comigo e passa rápido para não ouvir minhas mazelas… Por isso que me fechei em mim mesmo. Depois decidirei se serei pessimista e cínico para suportar o mundo, ou se faço igual a Maiakósky e Stefan Zweig

Fragmentos de Um Diário - Planos e Frustações

Mais um dia na minha crise criativa. Não estou conseguindo me concentrar em escrever, embora minha cabeça esteja pululando de idéias. Isto me mata mais do que alguém pode imaginar.

Das idéias que estouram na minha cabeça há: uma resenha do livro "Microafetos", de Wladimir Cazé; Um resenha do livro "Textorama", de Patrick Brock (ambos foram meus colegas na Faculdade de Comunicação da UFBA e pretendo publicar estas resenhas na revista Iararana); Um artigo sobre as Edições K; outro artigo, comparando o presidente Lula e Getúlio Vargas e a retomada de um projeto de livro (Cozinha Cafajeste dos Universitários) de conto relacionados com gastronomia... Um artigo falando sobre a vaia de Lula na abertura do XV Jogos Panamericanos eu abortei pela perda da atualidade... Também tenho uma vontade de fazer uma pesquisa mais ampla sobre a a relações da cultura contemporãnea e a sexualidade.

Onde residira esta crise? Primeiramente, uma depressão latente que explodiu com uma crise amorosa. Segundo, um desencontro na minha vida em que nos momentos que eu estou mais bem preparado pra escrever (ou seja, à noite, entre 20h00 e 01h00, com tudo calmo) nem sempre é o horário que eu tenho o computador disponível, uma vez que o mesmo fica no quarto do meu irmão e ele costuma hibernar antes das 20h00 - quando não está precisando do mesmo para os seus trabalhos. Terceiro, eu nunca aprendi a datilografar e não gosto muito de fazer manuscritos de prosa - cansa mais, a mão nem sempre acompanha o fluxo das idéias e um erro implica em descartar toda a folha. Manuscritos, só para poemas... Quarto, uma descrença muito forte em relação à vida. Quinto e último, um total divórcio que sinto entre minha alma e o ambiente em que vivo. Sou um tipo de homem talhado para viver em salões literários, vernissage, teatro, lançamento de livros - não em ficar numa casa assistindo o Domingão do Faustão ou discutir futebol numa forma chã. Só que eu não consegui a minha autonomia para tanto, nem meus pais percebem claramente que eu preciso disso com freqüência, não esporadicamente.

Isto faz com eu perca o meu élan vital para literatura e para a própria vida. Achar que todos os meus esforços nos estudos se limitam a uma vida simples/simplória, de convivência com pigmeus intelectuais e com provincianismos conformistas torna, no meu julgam, uma luta inglória e vã. De que adiantou ler o Gilgamesh, As Flores do Mal de Baudelaire ou o Cantar de mió Cid (este, em espanhol medieval), estudar Filosofia e Política se meus interlocutores não me compreenderam? Como ter fé na vida se todas minhas esperança se mostram frustradas? Fica eternamente desplugado das coisas que me interessam - como lançamento de filmes (mesmo os eróticos de Regina Poltergeist e Rita Cadillac), eventos, outras culinárias e dos vinhos? Por que eu devo acreditar que nunca viverei uma grande romance e me conformar com um casamento burocrático e pequeno-burguês? Com um emprego médio e ter um chefe idiota que só irá? Com a eterna preocupação de minha mãe com minha "aparência" ou minha "alimentação" ou a preocupação do meu pai para que eu durma antes das 21h00 para aproveitar melhor a luz solar (como se o dia tivesse coisas interessantes acontecendo)? Acho impossível querer sorrir e ver tudo com um otimismo ingênuo quando a vida se mostra amarga.

Bem, hoje é mais um dia. Com a faculdade em greve (adiando em mais alguns meses minha formatura), só me resta olhar as horas passando e provar mais uma vez o fel da vida enquanto mato o tempo na tela do computador.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Fragmentos de um diário (Crise Criativa)

Bem, estou enfrentando uma crise criativa, decorrente de um crise pessoal maior. Em outras épocas eu teria me trancando no meu ego e teria (talvez) expurgado de mim minhas tristezas através da literatura. Desta vez, contudo, preferir procurar ajuda especializada. Sei que está mefazendo um bem, estou mais tranqüilo com minhs quimeras e esfinges interiores. Mas.... Eu ainda mão consegui criar mais nada... Em parte, a causa da crise me levou a ficar longe do computador - minha ferramenta de trabalho. Não sei. Preciso ter calma e ter paciência. Veremos como terminará minha tragicomédia pessoal.

Parodiando Machado de Assis....

Ou eu muito me engano, ou eu acabo de escrever mais um post inútil no meu blog....

(Chave: cap. CXXXVI - Inutilidade - de "Memórias Póstumas de Brás Cuba")

Fica o convite para (re)leitura de algum dos romances do Bruxo do Cosme Velho.

Biblioteca do Bardo Celta (Leituras recomendadas)

  • Revista Iararana
  • Valenciando (antologia)
  • Valença: dos primódios a contemporaneidade (Edgard Oliveira)
  • A Sombra da Guerra (Augusto César Moutinho)
  • Coração na Boca (Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo)
  • Pelo Amor... Pela Vida! (Mustafá Rosemberg de Souza)
  • Veredas do Amor (Ângelo Paraíso Martins)
  • Tinharé (Oscar Pinheiro)
  • Da Natureza e Limites do Poder Moderador (Conselheiro Zacarias de Gois e Vasconcelos)
  • Outras Moradas (Antologia)
  • Lunaris (Carlos Ribeiro)
  • Códigos do Silêncio (José Inácio V. de Melo)
  • Decifração de Abismos (José Inácio V. de Melo)
  • Microafetos (Wladimir Cazé)
  • Textorama (Patrick Brock)
  • Cantar de Mio Cid (Anônimo)
  • Fausto (Goëthe)
  • Sofrimentos do Jovem Werther (Goëthe)
  • Bhagavad Gita (Anônimo)
  • Mensagem (Fernando Pessoa)
  • Noite na Taverna/Macário (Álvares de Azevedo)
  • A Casa do Incesto (Anaïs Nin)
  • Delta de Vênus (Anaïs Nin)
  • Uma Espiã na Casa do Amor (Anaïs Nin)
  • Henry & June (Anaïs Nin)
  • Fire (Anaïs Nin)
  • Rubáiyát (Omar Khayyam)
  • 20.000 Léguas Submarinas (Jules Verne)
  • A Volta ao Mundo em 80 Dias (Jules Verne)
  • Manifesto Comunista (Marx & Engels)
  • Assim Falou Zaratustra (Nietzsche)
  • O Anticristo (Nietzsche)