Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Torre de Lagrimas

Torre de Lágrimas

Salvador; 29 de julho de 2009. (04h20)

Porque meus olhos não acreditavam em fadas,
As rosas e os jasmins deixaram de me cantar poemas
E as fadas nunca mais perfumaram a alvorada.

Porque meu coração não confiava no meu amor,
As trevas devoraram minhas alegrias e sonhos,
Deixando secos de beijos os meus lábios sem sabor.

Por incredulidade, meu jardim ficou deserto de fadas…

Por desconfiança, meu coração exilou meu amor…

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Requiem Anos 80

Dois amigos se encontram numa mesa de bar. naturalmente, de gerações diferentes. Um está com I-pod repleto de músicas de A-ha e The B-52s e cujo deenho lembra um walkman antigo. O ouro está normal, apresentando a idade que ele realmente tem.

- Olá! como vai, OutraGeração?
- Eu vou bem, 80X. Soube da novidade? Michael Jackson acabou de falecer...
- Mentira! Isso não pode acontecer...
-Pois é... Ele morrreu!!!
Não.. Isso só pode ser brincadeira... Eu posso acreditar que o sonho acabou, que Margaret Thatcher estava certa, que John Lennon morreu ou o fim das utopias esquerdistas com a queda do Muro de Berlim... Mas a morte de Michael Jackson eu ainda não tenho cabeça para assimilar...
- Como não, 80.X? Até parece que você que não tem 40 anos completos... Olha, não sei se você... mas pessoas morrem. Todas, sem excessão, um dia morrem...
- É que com Michael Jackson é diferente... Ele, assim como Madonna, Prince, Indiana Jones, os Goonies... eles todos eram meus ídolos de juventude. Tudo bem... Deu para agüentar a morte de Frank Sinatra e de Paulo Autram, por exemplo. Afinal, eles já estavam velhos. Agora, Michael... Sinceramente, eu ainda não acredito que Renato Russo morreu... juro que eu já me esbarrei com ele diversasvezes depois daquela notícia de 1996 (ou 1997). E ainda espero que a Legião Urbana volte e grave um LP novo...
- ??????
- É mesmo. Olha, a questão é a seguinte: Quando certos ídolos morrem, eles mostram que já envelhecemos, que também teremos fim. Talvez, para quem viveu a euforia revolucinária dos anos 60 ou foi veterano daSegunda Guerra Mundial, a morte não pese muito. Ela estava perto. Mas para minha geração, a geração X... Quem viveu os anos 80, esta geração que não sabia dizer para que veio e que ainda parece meio infantil, bebês cangurus que moram com os pais ainda que tenham 30 anos, que aos 40 anos de idade fica neste saudosimo eletrônico "Você se lembra do Conga ou das músicas da Blitz?" ou "Se lembra de seriados como Esquadrão Classe A, Spectreman e Manimal", uma geração cuja utopia social era ser yuppie e ouvir The B-52s...Talvez a geração que mais radicalizou a eterniação da juventude exatamente por não saber aonde ir quando estivessem maduros; ouvir a morte de grande ídolo é ser obrigado que já somos mais jovens e que ocupamos o lugar de nossos pais. Já não podemos jogar mais pedras porque somos vidraças que nosos filhos e filhas querem quebrar. Sempre fosse assim...
- Também não precisa ser dramático, 80.X...
- Não é drama não, Outrageração... Apenas um pouco de filosofia barata. Acho que cheguei na idade em que eu posso me dar a esse direito. Vocês também não dizem que a sua geração foi melhor? Quem vocês viveram a história? Que suas bandas são as melhores e que eu estou sendo saoudosista? É o peso da idade que eu sentimos...
- Acho que você bebeu Grapete demais e misturou isso com muito bala Dulcora e Diplink. Bem, vejo que está quando seu notebook corporativo. O que está vendo.
- Nada de mais: baixando série completa do desenho do He-man. Lá em casa já tenho a série completa dos Thundercats e de She-Ra. Espero ainda baixar os Mp3 do disco Thriller. Deste modo euresguardo meu Long Play original.
- Legal! Garçom, traga outro Grapette sabor uva para mim e algumas balas Dulcora. E aumente o som do DVD com os melhores momentos do Xou da Xuxa...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Entrevista - site do CBjE

1 - Quem é você?

Meu nome completo é José Ricardo da Hora Vidal, mas como nome literário uso "Ricardo Vidal". Sou fotógrafo amador e escritor, natural de Valença (Bahia), nascido em 20 de abril de 1978 (portanto já estou nas casas dos 30). Sou alto, magro, uso óculos, tenho cabelo e olhos castanhos e não sou fã de esportes. Há um fundo de verdade quanto à lenda sobre minha paixão pelos livros - minha biblioteca pessoal possui quase mil volumes e está em contínua expansão. Em 2009 eu concluirei a Licenciatura em Letras (Inglês) pela Universidade do Estado da Bahia e pretendo seguir a carreira acadêmica até o pós-doutorado em Literatura. Fui ex-aluno de jornalismo da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (mas não conclui o curso). Como neto de gallego, possuo dupla nacionalidade - o que curiosamente resultou que eu tivesse um outro sobrenome, Gonzalez Sousa. Tenho orgulho de minhas origens familiares: sou bisneto de Maestro Barrinha (autor do hino de minha cidade), sobrinho-neto de Antonio Sereia (benfeitor e mecenas de minha cidade), sobrinho de poetas inéditos (Valdo Sousa da Hora e Ivanice Conceição) e primo do artista plástico Junior da Hora. Minha família paterna possui vocação para música; e a materna, para desenho – dons que eu não herdei plenamente (acho que eu escrevo para compensar a falta de vocação para estas artes). Gosto de filosofia, literatura, fotografia, política, história, ufologia, erotismo, paleontologia, astronomia e arte. Detesto quiabo, caruru, músicas da Jovem Guarda, racismo e fundamentalismos religiosos e políticos. Socialista democrático convicto, orgulhosamente filiado ao PT, nas eleições européias voto no PSOE e admiro Che Guevara e o presidente Lula. E termino aqui meu perfil.

2 - Quantos e quais livros você publicou e/ou participou?

Até hoje, eu só publiquei um livro de poema, "Estrelas no Lago" (2004).

Contudo já participei dos seguintes livros

a) "Quase Escritores" (1994), meu debut, numa antologia organizada pelo Educandário Paulo Freire.

b) "Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos" volumes 08, 10 e 34 - pela CBJE

c) "Antologia de Contos de Autores Contemporâneos" volume 01 - pela CBJE

d) "Panorama Literário Brasileiro" 2004 e 200/ - pela CBJE

e) "Sensualidade em Verso e Prosa" 2007 - pela CBJE

f) "Antologia de Contos Fantásticos" volume 10 - pela CBJE

g) "Livro de Ouro do Conto Brasileiro" 2009 - pela CBJE

Além disso, tenho obra dispersa na revista Iararana, nos jornais "Valença Agora" e "Costa do Dendê" e no meu blog "Castelo do Bardo Celta" [www.bardocelta.blogspot.com].

Até o final do ano de 2009 pretendo publicar meu livro de contos e/ou meus artigos sobre ensino da língua inglesa e literatura.

3 - O que já ganhou com a literatura?

Dinheiro foi muito pouco, quase nada. Contudo, no meu currículo, consta um terceiro lugar (menção especial Bahia) no concurso nacional de poesia da revista literária Iararana em 2002 e duas menções honrosas nos concursos de poesia da Academia de Letras no Recôncavo e uma moção de aplauso da Câmara Municipal de Valença. Também por duas vezes meus poemas foram selecionados pela CBJE para compor o "Panorama Literário Brasileiro" (2004 e 2007).

4 - Como surgiu seu interesse pela poesia/literatura?

Desde criança eu gostava muito de ler. Minha mãe diz que me alfabetizei muito rápido… Meus pais, apesar de não serem intelectuais, tinham uma pequena biblioteca em casa, composta basicamente de alguns romances e contos de Júlio Verne, Alexandre Dumas Pai, Mark Twain, Oscar Wilde e Emílio Salgari. Todavia, o fato deles não cultivarem muito o espírito (prova disso é que nunca tivemos livros de poema ou de filosofia em casa) fez com meus primeiros interesses intelectuais se voltassem as ciências - especialmente História e Astronomia. Quando muito, dava vazão à minha criatividade tentando desenhar revistas em quadrinhos - experiência não muito frutífera, por sinal. O bichinho da poesia só veio dar as caras, timidamente, através dos poucos poemas de meu tio Valdo, que eu li ainda criança.

O verdadeiro encontro com a Literatura foi entre a oitava série ginasial e o primeiro ano Científico, com as aulas de Português de profa. Dinalva Teles. Com ela eu aprendi a tomar gosto pela prosa de ficção e pelo teatro, além de decifrar os labirintos da poesia. Aprendi a desvendar o brilho élfico das palavras e como esculpir universos com parágrafos. A existência de uma boa biblioteca do colégio onde estudei o segundo grau, junto com as aulas de literatura com profa. Rosângela Góes, de história e filosofia com prof. Jorge Aguiar e de redação com profa. Josiene – juntamente com a base de leitura que eu já possuía fez com eu naturalmente seguisse a senda literária.

Deste modo, quando eu entrei na Faculdade de Comunicação da UFBA aos 18 anos, minha intenção de seguir a carreira de escritor já estava sedimentada. Em resumo, praticamente minha vida girou entre livros, acho eu já estava no meu destino…

5 - Como você define a relação da sua vida com a sua obra?

Pergunta difícil... Sinto que a maior tentação de um escritor é escrever uma autobiografia disfarçada, meio para exorcizar fantasmas pessoais, meio para idealizar a própria vida. Às vezes me pego (principalmente nos contos) enxertando um pouco de minha vida, de minhas vivências, de minhas leituras e de meus sonhos. Mas isso não ocorre sempre. Há um conto inédito meu que é ambientado em Paris, embora até hoje eu nunca tenha pisado por lá. Da mesma forma que escrevi poemas "fingindo sentimentos" que não sentia - como no caso de "Farol do Desejo" e "Cântico dos Lírios", publicados pela CBJE. Eu diria que minha vida e minha obra andam juntas, algumas vezes tangenciam-se, mas não sempre se confundem.

6 - Quais são seus autores preferidos?

Nove autores eu considero fundamentais: oito homens - Göethe, Omar Khayyam, Fernando Pessoa(s), Castro Alves, Manuel Bandeira, Vinicius de Moraes, Karl Marx e Friedrich Nietzsche - e uma rainha, Florbela Espanca. Estes eu costumo ler mais amiúde e com constância. Não obstante, há "épocas" em minha vida em que um escritor mexe comigo. Na adolescência eu achava Álvares de Azevedo um rei. Depois houve um período só de Olavo Bilac, uma época que imperava de filosofia grega clássica, outra em que eu era vidrado em ficção científica do século XIX. Atualmente, estou na fase da literatura erótica feminina contemporânea: Anaïs Nin, Ana Ferreira, Catherne Millet...

Agora, independente do autor, alguns livros eu tenho um carinho especial e constituem minha biblioteca mínima: "Fausto”, “Sofrimentos do Jovem Werther", "Assim falou Zaratustra", "Manifesto Comunista", "20 mil léguas submarinas", "Estrela da Vida Inteira", "Rubayyat", “Contos e Lendas Orientais, de Malba Tahan” e "Mensagem".

7 - Como você conheceu a CBJE e qual tem sido a importância dela na sua vida como poeta/escritor?

Conheci a CBJE pela internet. Demorei, lendo direito o site, até tomar coragem e enviar um texto em 2004: meu poema "O Farol e o Mar".

A CBJE é importante na vida como escritor é exatamente pelas portas que ela abriu e ainda abrem. Através dos concursos regulares eu pude publicar meus textos, com a certeza que os mesmos sairão numa edição caprichada e com boa circulação. Também me permitiu entrar em contactos com autores contemporâneos, como Bruna Longobucco e Andressa Le Savoldi.

Costumo recomendar a CBJE para os amigos que estão começando na Literatura e para quem quer conhecer um pouco do que há de novo sendo produzido em literatura brasileira contemporânea.

8 - Que conselho você daria a quem está começando?

Embora eu me considere dentre os que estão começando, eu diria o seguinte:

a) LEIA SEMPRE E CADA VEZ MAIS! Não existe um escritor que não seja um grande leitor.

b) APRENDA A DECANTAR SEU TEXTO. Escreva, corrija, guarde por um tempo e leia seu texto. Assim fica mais fácil ver se o texto está bom ou não, e/ou quais emendas são necessárias.

c) PARTICIPE DE CONCURSOS. É um bom modo de testar seu texto, ver se ele realmente tem futuro ou era apenas um exercício de ego.

d) OUSAR. Se quiser mesmo ser escritor, deve perder a timidez e mostrar sua produção para os outros. Quem escreve procura, no fundo, ser lido pelos outros.

e) LEIA "CARTAS A JOVEM POETA", de Rilke. Não procure fórmulas neste livro, apenas indicações para outros vôos.

Acho que para começar estas dicas estão de bom tamanho.

9 - Ping-Pong Final

uma cor - verde, em todas as matizes.

uma flor - Jasmim.

uma estação - Outono

uma palavra - Cultura ("Não me amarra, dinheiro não, mas a cultura...")

uma comida - pizza toscana do Restaurante Casa Verde, em Valença.

um lugar - Valença/Bahia, minha cidade natal

uma viagem - Uma só? Três: Roma, Paris e Santiago de Compostella.

uma música - "Che Gellida Manina", ária de Rodolfo na ópera "La Boheme"

um filme – “Sociedade dos Poetas Mortos”. Nem precia dizer o porquê…

um livro – difícil… “Fausto”, “Mensagem”, “Rubayyat” e “Sofrimentos do Jovem Werther”

uma qualidade pessoal - Gostar de estudar.

um defeito pessoal – são tantos…

uma paixão - meus livros.

uma frustração - não saber tocar um instrumento musical nem desenhar e pintar bem

um sonho - ganhar o prêmio Nobel de Literatura. Acho que o povo da minha cidade iria gostar da notícia

um desejo - ser eterno como os poemas de Homero...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Pontinhos Brilhantes


Uma vez, li uma da crônicas de Eliana Mara Chiossi (Humor e sacanagem é igual a coçar, basta começar), em que num dado momento, falava das piadas dos pontinhos. O que é um pontinho amarelo tocando viloão? è um "Cheetos Buarque"...
Pensando nisso, inventei duas piadas-homenagens para Eliana, cujo sorriso é encantador:

01) O que é um ponto brilhante na literatura?
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Adivinharam?
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pensem mais um pouco
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Já sabem a reposta?
É Eliana Mara escrevendo um poema...


02) E o que é um ponto brilhante na frente do computador?

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Esta não é difícil...
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A resposta é simples:

Eliana Mara escrevendo uma crônica havaiana no computador.

Sei que este post não tem a graça das crônicas de Elana... Fica aqui então como homenagem a uma amiga...

E antes que me esqueça: dia 18 de junho, é o lançamento do livro dela, "Fábulas Delicadas", na livraria LDM

domingo, 7 de junho de 2009

Fabulas Delicadas - de Eliana Mara Chiossi



Quem já leu as "Crônicas Havaianas", na revista eletrônica Verbo 21, sabe que os textos de Eliana Mara Chiossi são deliciosos. Divertidos, gostosos, maravilhosos. Mas o que podia espera de uma doutora em letras, poetisa, cronista, blogueira (conferira o blog "O mundo tem inscrições sempre abertas") - enfim, uma escritora de mão cheia e pessoalmente linda? Diante disso, a leitura dos eu livro "Fábulas Delicadas" torna-se leitura obrigatória. O lançamento, na Bahia, é dia 18 de junho, quinta-feira, das 18h00 às 20h30, na livraria LDM (Praça da Piedade). Eu estarei lá, com certeza (e cerveja)!!!

Biblioteca do Bardo Celta (Leituras recomendadas)

  • Revista Iararana
  • Valenciando (antologia)
  • Valença: dos primódios a contemporaneidade (Edgard Oliveira)
  • A Sombra da Guerra (Augusto César Moutinho)
  • Coração na Boca (Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo)
  • Pelo Amor... Pela Vida! (Mustafá Rosemberg de Souza)
  • Veredas do Amor (Ângelo Paraíso Martins)
  • Tinharé (Oscar Pinheiro)
  • Da Natureza e Limites do Poder Moderador (Conselheiro Zacarias de Gois e Vasconcelos)
  • Outras Moradas (Antologia)
  • Lunaris (Carlos Ribeiro)
  • Códigos do Silêncio (José Inácio V. de Melo)
  • Decifração de Abismos (José Inácio V. de Melo)
  • Microafetos (Wladimir Cazé)
  • Textorama (Patrick Brock)
  • Cantar de Mio Cid (Anônimo)
  • Fausto (Goëthe)
  • Sofrimentos do Jovem Werther (Goëthe)
  • Bhagavad Gita (Anônimo)
  • Mensagem (Fernando Pessoa)
  • Noite na Taverna/Macário (Álvares de Azevedo)
  • A Casa do Incesto (Anaïs Nin)
  • Delta de Vênus (Anaïs Nin)
  • Uma Espiã na Casa do Amor (Anaïs Nin)
  • Henry & June (Anaïs Nin)
  • Fire (Anaïs Nin)
  • Rubáiyát (Omar Khayyam)
  • 20.000 Léguas Submarinas (Jules Verne)
  • A Volta ao Mundo em 80 Dias (Jules Verne)
  • Manifesto Comunista (Marx & Engels)
  • Assim Falou Zaratustra (Nietzsche)
  • O Anticristo (Nietzsche)