Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Entrevista Inedita de 2003

(O modelo da entrevista estava disponível no site da Blocos OnLine em 2003, para quem fosse editado pela mesma. Eu respondi só por diversão na época - uma vez que eu ainda não publicara meu livro, nem pensava em retormar à Blogosfera. Hoje, seis anos depois, vale como recordação...)


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Entrevista de Ricardo Vidal

Perguntas de Leila Míccolis:

1 – Onde você nasceu?

Nasci em Valença, estado da Bahia; no dia 20 de abril de 1978

2 – Reside em outro lugar? Qual e por quê?

Atualmente moro em Salvador (desde 1996), para onde vim estudar jornalismo (só que me decepcionei e hoje estou cursando Letras)

3 – Solteira/o? Casada/o? Filhos? Fale um pouco sobre o amor na sua vida.

Sou solteiro e sem filhos. Falar dos amores de minha vida… hum… È complicado quando o grande amor de minha vida não me quer. Pior, ela voltar para os braços de um ex-namorado que já havia traído ela com outra. (encabulado) Podemos pular este assunto? O problema é que, sendo o maior um dos grandes temas de minha vida, ele tem me feito sofrer muito. Ah, essas mulheres…

4 – Como você definiria sua obra?

Poesia meio Neo-romântica, meio Moderna, com uma pitada de erotismo e parnaso–simbolismo, eu acho. Sinceramente, sempre tive dificuldade em classificar minha poesia e minha prosa.

5 – Algum esporte? Alguma mania?

Não. Cheguei a fazer capoeira na adolescência, mas parei. Sinceramente, nunca gostei muito de esportes… Manias, nenhuma que eu saiba. Escrever por ser considerada uma mania?

6 – Cite seus autores, músicas e filmes inesquecíveis.

Autores eu cito sete essenciais: Goethe, Nietzsche, Karl Marx, Fernando Pessoa(s), Castro Alves, Vinícius de Moraes e Manuel Bandeira. Agora, existem livros que fizeram época em minha vida: O Morro dos Ventos Uivantes, O Alquimista (admito, gostei muito quando adolescente), As 20.000 Léguas Submarinas (sonhei tanto em ser o Capitão Nemo! Decorei toda a viagem desde Mares do Sul até as costas da Escandinávia, passando pelo Túnel Arábico, Vanikoro e o Pólo Sul!), Os poemas de Florbela Espanca, Contos e Lendas Orientais – de Malba Tahan, A trilogia de Xisto – de Lúcia Machado de Almeida, O Tempo e o Vento – de Érico Veríssimo, dentre outros.

Músicas, eu gosto das clássicas (especialmente Tchaikovsky, Bach e Beethoven), MPB (destaque para Wave, Tempo Perdido, Samba da Benção e Astronauta de Mármore), portuguesa (Madredeus e Amália Rodrigues) e as de Enya (especialmente The Sun in the Stream, Book of Days, Orinoco Flow e Only If).

Filmes há dois inesquecíveis: Sociedade dos Poetas Mortos e Primavera de uma Solteirona. Agora, também dignos de nota, eu acrescentaria também Encouraçado Potenkim, Cidadão Kane, Terra em Transe, A Guerra do Fogo, Macunaíma, Viagem ao Mundo dos Sonhos, Highlander, Coração Valente, 2001 – Uma Odisséia no Espaço e Segredos da Vida.

7 – Alguma experiência engraçada, curiosa ou dramática ocorrida devido à algum texto (poesia ou prosa) que você escreveu?

Bem, talvez para mostrar que minha vocação está na Literatura, ocorreu uma vez, estando eu no meu estágio, demorei mais duas horas para redigir o parágrafo de uma notícia factual e atrasando o boletim diário do sindicato. Meu supervisor, por ser muito meu amigo, passou o maior sermão, estranhando que eu, um poeta, não conseguisse escrever uma simples matéria. Isso me deixou frustrado. Contudo, como o outro dia foi o centenário de nascimento de Drummond, veio-me a solução para me redimi do sermão do dia anterior. Cheguei mais cedo no estágio e preparei todo o boletim sobre vida de Drummond e relacionando com o fato dele ter sido servidor público de carreira e uma pequena avaliação crítica da obra. Em uma hora e meia terminei o boletim. Quando o meu supervisor viu o meu trabalho, sem erros e bem escrito, ele olhou para mim rindo e disse: “Ricardo, você não presta! Quando o assunto é Literatura, você é um cão! Precisa ser assim com as outras matérias de jornal”. Foi por essas e outras que acabei abandonando o curso de Jornalismo.

8 – Vida e obra precisam caminhar juntas ou podem tomar rumos diferentes e até contraditórios?

Depende do autor. Claro que, quando o autor escreve com base em suas experiências e sua vida, além de ser mais fácil, faz que obra ganhe em sinceridade – o que aumenta a empatia com o público. Todavia, isso não pode ser considerado como cláusula pétrea – como dizia Fernando Pessoa, o poeta é um fingidor. Goethe não precisou se matar com uma bala para escrever Os Sofrimentos do Jovem Werther, nem vender a alma ao diabo para escrever o Fausto…

9 – Entre aquela viagem ou aquele carro que você tanto sonhou e a publicação de seu livro com tiragem de 10.000 exemplares, qual dos dois você escolheria?

Nunca sonhei com carro – que é um luxo que não me apetece. Sempre sonhei em ter meus livros publicados, nem sejam cinco exemplares de prova de prelo… Agora, se puder juntar dois sonhos em um: Escolheria uma viagem à Suécia, para receber o prêmio Nobel de Literatura.

10 – Que personagem de ficção você gostaria de ser na vida real?

Ora, existem vários personagens interessantes. Teria o Werther, de Goethe. Dr. Fausto, também de Goethe. Já sonhei em ser o Capitão Nemo e pilotar o Nautilus. Gostaria ter as visões da família Franchi, de Os Irmãos Corsos. Gostaria de poder me transformar em vento, como o pastor Santiago, em pleno deserto do Saara.

Agora, um que tenho um carinho especial é o Prof. John Keating, do filme Sociedade dos Poetas Mortos. Tivéssemos tantos professores assim, acho que teríamos mais leitores de poesia no mundo…

11 – Você já cometeu alguma gafe ou indiscrição literária?

Que eu me lembre não. Se for o caso, trocar o nome de autores ou obras em alguma conversa… Nada de mais grave.

12 – Que autora ou autor você escolheria para ficar a sós numa ilha deserta e por quê?

Gostaria de levar aqueles que eu julgue essenciais, juntamente com Florbela Espanca e Safo de Lesbos; para poderemos conversar e aprender mais sobre os mistérios da Vida e da Arte.

Perguntas de Fernando Tanajura Menezes:

1 – O que você gostaria de perguntar a um escritor? (consagrado ou não)

Gostaria de conversar sobre o processo de escrever, as influencias sofridas, como a vida e a obra se confundem. Isso seria para todos os escritores, principalmente para os meus sete escritores essenciais e para a Florbela d’Alma Espanca.

2 – Como escritor/poeta o que gostaria que lhe fosse perguntado em uma entrevista?

Explorassem mais meu trabalho literário, minhas referências culturais, algumas entrelinhas que existem em meus versos. Não quero ser pretensioso, mas eu procurei, em meus versos, trabalhar com certas sutilezas, com insinuações e ficaria frustrado se isso passasse em branco numa entrevista – ao não ser que o objeto da entrevista não fosse meu trabalho com escritor…

3 – O que mais detestaria que lhe perguntasse se a entrevista fosse ao vivo?

Vulgaridades acerca de minha vida privada (como, quais das musas que inspiraram os poemas eu transei). Que parte de minha vida está nos poemas e esta relação pode ser muito bem explorada numa entrevista, não teria problema – desde que seja feita com classe.

Perguntas de Ricardo Alfaya:

1 – Por que você escreve?

Boa pergunta. Escrevo porque escrever é a vocação de minha vida. Nem que seja uma mera lista de necessidades (ou futilidades), eu preciso ocupar meu tempo com a escrita. Escrever tem o sabor e o orgasmo de fazer algo de útil na vida, em minha vida.

2 – O que você considera mais importante para que uma poesia seja classificada como de boa qualidade?

Para mim, basta ser interessante e me disser algo no momento. Agora, dentro de uma visão de crítica literária, eu não faço a mínima idéia…

3 – Que autores influenciaram sua forma de escrever?

Sempre fui um menino de várias leituras… isso pode ser notado nos meus versos, que encontram citações e alusões aos livros que eu li. No geral, diria que foram os românticos: Castro Alves, Álvares de Azevedo, Goethe, Alexandre Dumas Pai – além da filosofia alemã, principalmente Marx e Nietzsche. Fernando Pessoa, Vinicius de Moraes e Manuel Bandeira seria os principais poetas contemporâneos que mais influenciaram. Contudo, as pessoas poderão ver notas de Brecht, Olavo Bilac, Dante, Omar Khayyam, Alcorão, Martin Codax…

4 – Sente o escrever como missão, lazer, prazer ou como conditio para a sobrevivência? Você acha que poderia parar de escrever?

Como disse numa pergunta anterior, sinto que escrever é uma condição de vida… Quanto a parar de escrever, seria uma tormenta ver minha mente fervilhar de idéia e não poder me expressar. Às vezes, fico doente quando não escrevo…

5 – No seu entender, o compromisso social é uma condição essencial para um bom escritor?

Olha, será muito difícil para um autor apartar suas posturas sociais enquanto estiver escrevendo. Creio ser muito difícil escrever algo com arte, porém sobre algo que se discorda. Também, não devemos esquecer que aquilo que nós escrevemos pode influenciar os outros. A fama do romance Werther, de Goethe, não vem, em parte, por ter ajudado a criar um caldo de cultura para o suicídio de jovens no início de século XIX? O Apanhador no Campo de Centeio, de Salinger, também não fez a época de toda uma geração? Eu acho o escritor dever ter essa noção de compromisso social, de saber e refletir sobre o que esta escrevendo – afinal estamos falando e brincando com idéias e emoções humanas. Como elas poderão ser percebidas pelo público? Que reações poderemos está causando?

Agora, não considere que somente o compromisso social deva ser considerado como uma condição essencial do escritor. Temo em cair na armadilha da produção militante, fundamentalista de literatura estéril. Mesmo eu sendo de esquerda, filiado a partido, não vejo a obrigação de escrever dentro deste compromisso social, de fazer propaganda de ideologias ou posturas. A literatura passa por esta seara, todavia a ultrapassa. No mais, fico me perguntando: onde está o compromisso social de O Senhor dos Anéis, de Tolkien? E ele deixou de ser um bom escritor?

6 – Que influência a Internet exerceu em sua escrita?

Nenhuma. A bem da verdade, comecei a escrever meus poemas a caneta sem sequer saber datilografar. E isso ainda se mantém, pois são poucos os poemas que eu escrevi direto no computador. E quanto a Internet eu costumo utilizá-la como leitor, não como escritor. Nunca fiz experiências com multimídias em meus poemas e nem me interessa muito – apesar de achar legal o que já foi produzido nesta área.

7 – Você acha que sua escrita poderá vir a afetar de alguma forma a realidade?

E por que não? Eu fui tão influenciado pelos textos dos outros, por que alguém não poderia se influenciar pelo meu? Além de que, foram através de meus poemas que consegui, em parte, conquistar o amor de minha vida e a amizade de algumas pessoas.

8 – Que qualidade considera fundamental num escritor?

Saber escrever bem e se criativo já é um bom caminho…

9 – A crítica literária ajuda ou atrapalha?

Ajuda, quando indica caminhos possíveis para o leigo se familiarizar com a Literatura. Por exemplo, com tantas pessoas difundido seus textos pelas diversas mídias, como poderemos separar o joio do trigo, separar o “doutor” diletante do escritor genuíno?

E para quem é do meio literário, ajuda como visão externa do ato de criação literária. Mesmo sendo soberano no ato de escrever, o autor não pode acreditar ele sozinho poderá dominar integralmente a sua obra, controlará toda a interpretação ou os efeitos criados, ou saberá ver com clareza as qualidades e os defeitos… Sempre terá algo que escapará da percepção do autor e que poderá ser visto por outra…


10 – É notório que existe uma quantidade enorme de escritores, sobretudo no campo da poesia, em detrimento do número de leitores. A grande quantidade é para você um incentivo ou um desalento?

Olha, quem escreve costuma ler, então isso significa que existe um público consumidor. Contudo, não corremos o risco de escrever para uma panelinha? Dúvidas, dúvidas, dúvidas…

11 – O que acha que poderia ser feito, se é que poderia, para que mais pessoas se interessassem pela literatura?

Acho que o ensino de Literatura no país precisa ser repensado. Precisamos reconhecer que hoje a Literatura tem que competir com outras mídias como o Rádio, a Televisão, a Internet, o Cinema. Como convencer a um jovem que as horas que eles dispensa lendo pode ser mais agradável que o Filme do Cinema, que está contando a mesma história do livro? E como fazê-lo acreditar que ainda sim, o livro sai ganhando? Olhe para ler ele precisa despender mais esforço e tempo para compreender o texto, ao passo que na película estas informações são mais mastigadas e rápidas de se assimilar…

Também devemos deixar de lado o utilitarismo que as escolas dão à Literatura no Ensino Médio, ao tratar como mera exigência do vestibular. Se, em lugar das escolas adotarem os módulos e os resumos de obras, fizerem os alunos lerem, pelos menos, os principais livros da nossa literatura (algo como 15 livros por ano); com o passar do tempo, criará o público leitor necessário que barateie a produção de livros.


12 – Que ambiente você prefere para escrever?

Não tenho nenhum específico – conquanto seja calmo e silencioso…

13 – Manhã, tarde, noite - Existe um horário que lhe seja mais propício ao escrever ou isso lhe é indiferente?

Tecnicamente falando, não existe para mim um horário específico para escrever. Já escrevi bons textos tanto de dia como de noite. Agora, gosto mais à noite, em que as sílfides, ondinas, sereias e fadas se sentem mais à vontade para me ajudar…

14 – Você utiliza algum artifício que o induza a um estado de espírito favorável à escrita?

Não, a não ser a própria poesia e a intuição… Às vezes a emoção, mesmo sabendo que isso pode ser mais um empecilho do que uma solução. Depois, preciso manter uma certa sobriedade para minha imaginação, que já foi taxada de indomada por uma professora minha.

15 – O que é melhor: escrever ou ver publicado?

Os dois – escrever e ver o material publicado

16 – Escrever em computador, à mão ou em máquina de escrever. Faz diferença para você?

Por costume, escrevo a maioria de meus os versos à mão e a prosa, por formação, deixo mais para o computador. Máquina de escrever eu dispenso – até por não saber manuseá-la direito.

Diferença, em si não faz. Agora, o costume meio que acabou moldando a forma de minha expressão. Na verdade, eu comecei escrevendo poemas na adolescência e eu não tinha acesso a computador. Também meus poemas são normalmente curtos, dificilmente escrevia algo muito longo a mão – como um romance. Mais tarde, na universidade, como eu precisava escrever matérias, artigos, fui me acostumando a escrever direto no computador, exercitando inclusive não só textos mais longos como a edição, as emendas que são possíveis de serem feitas através do computador. Por isso que mantenho estes hábitos – não que isso implique em radicalismos. Já aconteceu de eu fazer o inverso: escrever três laudas de contos e rascunhar três versos no computador…

17 – Qual a pergunta que você gostaria que eu lhe tivesse feito e que não fiz?

Poderia fazer aquela pergunta que Abujanra faz em Provocações: Qual o autor que ainda não encontrou e gostaria de encontrar?

A resposta seria: Jorge Amado (só li um livro até hoje) e Guimarães Rosa; além da literatura infantil de Monteiro Lobato. Acho engraçado eu ter lido até a Epopéia de Gilgamesh, Cantar de Mio Cid, Maiacovisky, Bhagavad Gita, Omar Khayyam, Alcorão – e não ter lido nada que é mais próximo a mim… Sinto uma certa culpa por causa disso.

2 comentários:

Anônimo disse...

Esqueça esse amor e vá prá os braços de quem o admira... Vc lembra da "musa" do Soneto Surreal? Risos...

José Ricardo da Hora Vidal disse...

Claro que eu me lembro de Lina Meira, embora faça muito tempo que não nos comunicamos por e-mail. Mas admito: em parte, a culpa é minha - depois do trabalho tive pouco tempo. Quanto a referência na entrevista, explico: escrevi isso em 2004... Quanto a hoje, deixo um pouco de mistério...

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