Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Espaçonauta


Valença, 17 de fevereiro de 2013 (04H42 AM)

No labirinto das estrelas teus olhos
Procuram por um anjo de asas de metal,
Arcanjo que toque com uma guitarra telúrica
Uma supernova em infravermelho.
Espaçonauta de teus sonhos e delírios,
Caminhas por entre quasares de safira,
Distraidamente pisando em astros.
Teu horizonte de matéria escura fervilha em táquions,
Como um Star Trek de tacape, primitivo e tão humano...
Ah, Espaçonauta que navega no tempo, em silêncio,
Ouvindo a sutil melodia das esferas,
Como gostaria de cavalgar um cometa ao teu lado,
Ser o cowboy sideral, centauro das galáxias
Rasgando esta nova fronteira.
Esquecer-me da mesquinhez dos plutocratas
E da pequena burguesia fétida e dogmática.
Pergunto que filosofias os pulsares cantam
Com Bóson de Higgs e Quanta 
Recolhidos nos ventos sideriais...
Quantas sinfonias os plutonídeos
Retorcem em duetos e óboes, 
Dentre malhas de raios gama esquecidas na solidão...
Quais mitologias cthulhunianas são tecidas
Por gigantes vermelhas e planetas ctônicos
Com os íons viajando na velocidade da luz...
Com certeza é feito de um outro cristal hermenêutico,
Não é feito das matérias de nossas ignorâncias
Que repetimos através de e-mails apócrifos
Como a mais absoluta verdade sofismável.
Espaçonauta, lobisomem atroz em teu foguete positrônico,
Galgue este Ganges galático e galvânico
E pela escuridão, desapareça sem mágoas ou saudades,
Encontre no oceano de estrelas e fótons
A felicidade que nunca achará dentre teus irmãos...

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