Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

quarta-feira, 31 de maio de 2006

Escolhas

Escolhas

Salvador, 12 de abril de 2006 (23h51).

Disseram-me que devo contemplar a vida
Como um verme contempla o infinito à beira do abismo.
Ser tomado pelo espanto, dar às costas e voltar
Pelo mesmo visgo que andaram outros vermes.
Mas se a vida é o infinito na sua beleza,
Por que devo seguir a mesma trilha de vermes?
Por que eu devo ainda ser um verme?
Se estou à beira do abismo,
E a vida é cheia de possibilidades,
Deveria eu saltar e assumir meu posto de falcão
Para conquistar as nuvens e as galáxias
(ou ser um tubarão e dominar os oceanos abissais)
Mesmo que eu não tenha a certeza
Do que esteja no fundo do abismo,
Mesma que a trilha dos vermes seja segura
Por ser previsível,
Nada há de melhor
Que reinar no infinito.
Mesmo que o Sol derreta a cera de minhas asas,
E como Ícaro, eu caia no meio das sombras,
È ainda melhor tentar o salto na direção do abismo.
A visão que os falcões têm do mundo
È superior e mais gratificante:
Nela eu descortino os mistérios e evito as armadilhas,
Vejo o futuro por ver mais amplo a realidade.
E o que vêem os vermes se não o logro?
Prefiro naufragar, tentando ser um falcão
E me perder na amarga existência inútil dos vermes…

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