Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

domingo, 30 de novembro de 2008

Noticias do Reino de Jambom - manhã perfeita

As manhãs não foram as melhores para o escritor R Vidal. "Manhãs foram feitas para erem dormidas", dizia ele com manha. Mas esta foi diferente.

No dia anterior ele não dormirara para terminae um livro de encomenda. Estava estafado, sem saber como concluir o livro. Por isso achou melhor um pouco cochilar depois do almoço. Quem sabe, mas descansado, ele achava o final que queria? Foi dormir no divã de sua torre-escritório. Literalmente apagou, sob o efeito do Valpolicella.

Acordou um pouco zono. Sonhara com sua idade natal, a casa onde nascera. Achava que era 08h00 da noite. Lá fora um chuva serena de primavera deixava o divã mais convidativo. Ainda enrolado no poncho, ele não foi para escrivanhinha. Ligou a TV, que anunciava a Sessão Insônia. "Já é madrugada... bem, o que fazer? Vou assitir o filme" Pensou ele. Era um filme de fantasia que ele gostava de assisitir quando criança. Ficou assistindo e tomando sorvete (potes que ele guardava no frigobar), numa gostosa travessura que não fazia a muito tempo.

Quando o filme terminou, foi para cozinha. Para sua surpresa, musa isabel deixara na geladeira um prato generosamente cheio de Penne a la Putanesca. Ela sabia que ele gostava deste prato. Ele estava irritadiço, por conta do livro. Em lugar dela reclamar com ele, ela fizera seu prato predileto e deixou guardado na geladeira, para que ele pudesse comer mais tarde, assim que acorda-se.

R Vidal não pensou duas vezes. Ligou o forno de microondas e esquentou o prato. Como ainda havia trabalho por terminar, levou o prato para sua torre-escritório, junto com a garrafa de Valpolicella. Na sua escrivaninha, colocou um guardanapo, para não sujar. Enquanto ia provando a iguaria quando o dia ía amanhecendo. Um dia nublado e com muito vento nascia diante seus olhos...

Como uma manhã perfeita, seus olho logo vislumbraram o final que procurava para seu livro.

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Na ficção da vida civil, minha manhã começou com um dia nublado, lindo. Um picolé, cinco pedaços de pizza e uma caneca de guaraná era minha alegria numa manhã diferente

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