Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004) e coautor de "4 Ases e 1 Coringa" (Valença: Prisma, 2014). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Sete anos depois 11-9

Eu ainda me lembro onde e comoe stava quando vi a notícia dos atentados de 11 de setembro: Tinha acabado de acordar (não havia aula de jornalismo naquela manhã), sequer tinha me levado. Apenas estava na minha cama, envolto na minha coberta, e liguei a televisão do meu quarto. Só não me lembro se na hora que liguei a televisão já estava ou não na cena das torres do WTC em chamas com o primeiro atentado. Fiquei o resto da manhã toda vendo aquilo. mais tarde, fui para o estágio do SINTSEF - onde continuei acompanhando o noticiário através da intenet. Copiei algumas notícias, ainda desencontradas (coitado e do pequeno e inexpressivo Exército Vermelho Japonês, apontado como autor dos atentados!!!!), sabendo que estes é dos raros momentos que podemos dizer: "Fui testemunha ocular da história".


O que se seguiu já é conhecido: O EUA via a guerra e o idiota do George W. Bush aproveita o momento para figurar como líder (que nunca foi) de um país pasmo pela surpresa. O Império Norte-Americano faz guerra contra Afeganistão e o Iraque. Saddan Hussein pagou o pato com a vida e o governo afegã do Talibã é convenientemente deposto em nome da democracia. Michael Moore faz sucesso com seu documentário "Fahrenheit 9/11", desmascarando a farsa Bush.



Também ficou clara mensagem de que o EUA perdeu a inocência de que seria imune de um ataque militar-político-guerrilheiro-terrorista-etc. Para quem passou duas guerras mundiais quase que ileso (01*) e se orgulhar de ter um dos mais famosos serviços secretos, os ataques de Al-Qaeda representou o fim do sonho de que a "América" (ou seja, os EE.UU.) era um solo inviolável, que ninguém atacaria a casa dos norte-americanos. Curiosamente, acho que também foi o único momento que o sentimento anti-americano foi visto como algo universlmente negativo. (Afinal, eram vítimas civis e inocentes que morreram de forma bárbara e desumana)



Mas o que ficou disso tudo, sete anos depois??? Acreditar que o governo norte-americano revisasse sua política imperialista era ser utópico demais. Pelo contrário, inicialmnte recrudeceu a diplomacia do canhão. Para os republicanos, foi a tábua de salvação para um governo que começou desacreditado e com suspeitas de fraudes. Para Bush Jr., serviu como camuflagem para sua inépcia - inclusive favorecendo sua posterior reeleição. Todavia, como o Iraque surgiu como uma espécie de novo Vietnã (menos inglório, seja dita da verdade), um vitória de Pirro que veio junto com os outros problemas que Bush Jr. não soube resolver, não é a tóa que Barack Obama surge como a grande aposta democrata nesta eleição. Será que a poeria dos escombros do WTC já baixou o suficiente nos corações norte-americanos??? Só no final do ano saberemos disso...



Tavez o que ficou do 11 de setembro, sete anos depois, foi apenas a sensação de ter visto um grande evento evento histórico (tal qual foi a queda do Muro de Berlim), dois filmes melosos sobre o vôo 93 da United Airlines, a retomada do movimento pacifista - que estava meio esquecido com o fim da Guerra Fria e um novo paradigma de vilão nos romances de espionagens: o fundamentalista radical muçulmano, para substituir o "perigoso comunista soviético" e "o nazista sanguinário do passado".



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01* - Talvez o Japão seja o único páis que conseguiu ferir o solo dos EUA durante uma guerra em 1942, através dos ataques ao Oregon (bombardeio do Fort Stevens em 21/07/1942 e o "Lookout Air Raid" de 09/09/1942) e o ataque a Ellwood de 23/02/1942.

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